Poemas sobre Dor

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Peguei a dor e transformei em rap, rima e verdade...
"Força na Ferida"
🎤
Eu caio, levanto, não fico no chão,
dor não me assusta, é só combustão.
Vida me testa, mas jogo de igual,
minha força é de aço, meu verso é naval.


Quem tenta me parar, tropeça no som,
eu rimo verdade, não rimo ilusão.
Sou faca afiada cortando na rima,
meu flow é tempestade, trovão que aproxima.


Se a fase é difícil, eu mordo, não fujo,
sou fogo na rua, na guerra eu concluo.
Carrego cicatriz, mas viro poesia,
minha alma é tambor, batucando energia.

⁠ENCERRANDO CICLOS

Desprender, soltar, deixar ir o que tem que partir.
A dor do fim reprime e eu não consigo dizer adeus.
Adeus às boas lembranças
Adeus ao amor
Eu esperei por algum tempo o reconhecimento do meu esforço.
Foi em vão.
Encerrando ciclos, não sei como fazer isso
Mas eu preciso
Não por causa do orgulho ou fraqueza
E sim para que outras lembranças tenham espaço dentro de mim

Talvez eu seja o motivo da sua dor de cabeça..
talvez eu seja o antidoto pra ela..
talvez eu seja seu maior problema..
ou a soluçao de todos eles..
mas de uma coisa tenho certeza..
sei que sou o motivo dos seus sorrisos..

Um dia você descobre
que a vida não foi à toa
e que, apesar de não ser tão boa
não há dor que não se cure
não há dor que pra sempre dure
e que, infelizmente
não existe dor que não doa
o que existe realmente
é dor que se sente à toa
tem a dor que te consome
e a dor que sem pena te rói
mas a dor menos amena
é a dor que apesar de ser dor
você nunca sabe onde dói.

NÃO CHOREI PORQUE VOCÊ NÃO MERECE SOFRER.
Não chorei.
E não foi por ausência de dor.
Foi por consciência.
Há um tipo de sofrimento que nasce do amor, mas não se permite tornar-se acusação. Quando se ama de maneira reta, não se deseja que o outro carregue o peso de nossas próprias tempestades. O silêncio, nesse caso, não é indiferença. É proteção.
Na ética das relações humanas, existe uma forma elevada de responsabilidade afetiva. Consiste em compreender que nem toda lágrima precisa ser mostrada. Nem toda ferida deve transformar-se em cobrança. Sofrer é humano. Transferir o sofrimento como culpa é imaturidade.
Não chorei diante de você porque compreendi que a dor, quando exposta como reprovação, cria dívidas emocionais. E o amor verdadeiro não quer credores nem devedores. Ele quer liberdade.
Há uma dignidade profunda em suportar a própria tristeza sem transformá-la em instrumento de punição. A psicologia contemporânea reconhece que o indivíduo emocionalmente maduro distingue entre expressar sentimentos e manipular sentimentos. Nem toda contenção é repressão. Às vezes, é escolha moral.
Não chorei porque você não merece carregar o peso de algo que pertence à minha própria jornada interior. Há lágrimas que são processos íntimos. Elas não acusam. Elas purificam.

Quem zombou da tua dor vai ver o brilho do Meu sopro em ti.
Quem te rejeitou vai presenciar tua elevação.
Porque Eu não apenas restauro
Eu exalto o que foi quebrado!


Ninguém toca no que Eu revivi.
Ninguém apaga o que Eu acendi.
Ninguém destrói o que nasceu da Minha vontade. Miriamleal

Quanto mais alguém sofre nessa vida
Mais leve fica a alma pra seguir
Cada dor é uma ponte invisível
Preparando o passo pra partir

“O vazio é inevitável, mas o conteúdo com que o preenchemos é uma escolha.

Alguns colocam dor, outros escondem tristeza sob vícios, e há quem só consiga viver no caos.

Uns buscam anestesias passageiras, outros se afundam em sentimentos corrosivos.

Mas há quem transforme o vazio em espaço para crescer, amar e recomeçar.

Que se preenchem de luz, amor e coisas boas.

O que colocamos dentro de nós molda o que somos por fora.

O rumo da vida depende do que permitimos habitar em nós.”

- Priscila de Ara

Se comprometeram
de cuidar da sua
dor e pelo jeito
não cumpriram,
e cheguei crer
que iam levar
você a sério.

Na falta a quem
recorrer,
peticionei
ao poeta da multidão
porque vivemos
num mundo sem coração.

De ti não mais falaram,
fui procurar ler
na Sebastiana
e não li nenhuma
notícia ou indício,
não sei se estás vivo
ou te mataram.

Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio

Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.

Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.

E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.

Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.

Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.

"Amor, que te quero bem. Dor, que te quero longe!"

☆Haredita Angel

A Gente se acostuma , mas não devia !

A gente se acostuma a ser segunda opção e por escolha sofremos sem poder contestar, a gnt se acostuma a fazer da vida uma vai e vem onde quem emite energias positivas e negativas , as recebe tmb na mesma proporção que a espalhou. Somos criados e crescemos com o pensamento formado de que o certo e o errado não pode mudar , é simplesmente uma regra. Passamos pela dor como se fosse algo clichê e nos acostumamos a deixar que pessoas cultivem em nós o amor para depois destrui-lo e fazermos acreditar que amar não vale a pena . Apostamos todas as nossas fichas e dizemos que nunca mais vamos sofrer ou chorar, mas no meio da madrugada nos pegamos quebrando as promessas que fizemos a nós msm como se fossem amenizar o que sentimos. Eu sei que a gnt se acostuma com a rotina cansativa e a vida chata de adulto, que ao msm tempo que gostamos de café também odiamos , o excesso nos faz mal e mtas vezes nos é enfiado à guela abaixo pelas pessoas , e nós aceitamos, pq é mais fácil abaixar a cabeça do que se permitir ser livre para dizer e ser quem você quiser. A gnt se acostuma a ser moldado pela sociedade, a vestir o que a moda exige e a se comportar como robôs programados para fazer aquilo que as pessoas nos obrigam. Se o nosso desejo é ser livre pq não nos libertar ? Se o nosso sonho é sair na chuva pq não se molhar ? . Pq se prender ? pq ser aquilo que o outro quer que você seja ? Disperta , só você pode fazer da sua vida um " Paraíso" , deixe suas asas crescerem, não se oprima ! Ninguém tem o direito de cortar as suas asas para você não voar , e msm se cortarem lembre-se, você ainda pode caminhar . Eu sei que a gnt se acostuma, mas n devia !

amor é igual cigarro.
você acende, fuma, ele acaba.
então você joga fora e acende outro.

Escuta aqui, menina!
Sabe aquele "amor da sua vida" que te traiu com outra, que te fez chorar, te sentir a mais inferior das mulheres, que te machucou, te pisou, te esnobou... Aquele que te traiu pelas costas, enquanto você só dava amor pra ele?
Então, ele quer voltar, né?
Ele jurou arrependimento, disse que te ama e não vive sem você, que foi um erro, que não teve culpa, que a culpa foi da outra, que nunca mais vai acontecer, que você é o amor da vida dele, que não sabe por que fez isso... blá-blá-blá.
Eu preciso te avisar: ele vai fazer de novo!
E pior: você nunca mais na sua vida vai ter paz!
Porque não se esquece uma traição. Jamais!
E olha o que te digo: amor sem confiança nem é amor, é outra coisa, mas amor não é!
Amor nem dói!
Amor de verdade cuida, zela, guarda, preserva e jamais te faz chorar.
Então, menina, não se meta nessa cilada de novo, porque sofrer vai ser inevitável.
Deixa doer... toda dor é passageira!
Depois, quando tudo passar, você vai conseguir perceber o quanto foi bom você se valorizar e não se entregar pra quem de você só merece o desprezo!
Vigia teu coração e se preserve, menina!

Então você cresce, amadurece, e aprende, a duras penas, que o mundo não é feito de açúcar, que os adultos nem sempre detêm a verdade (quase nunca detêm...), que algumas coisas não saem do jeito que a gente quer. Mas a dor do crescimento aparece mesmo quando você descobre que algo em que você acreditava deixou de existir.
É assustador ter que reformular tudo aquilo que te constituía e não constitui mais.
Temos que estar dispostos a abrir mão de nossas crenças, de nossos planos tão reais, palpáveis, terrenos... para acreditar numa nova realidade.
E vamos descobrindo que nada é tão real, palpável ou terreno. Que tudo pode mudar num piscar de olhos, enquanto nos apegamos ao que é conhecido.
Percebemos que vivemos, mas não pertencemos. Amamos, mas não controlamos. Temos fé no invisível, mas nunca estamos prontos...

Meu erro foi querer reciprocidade
Me joguei de cabeça em algo que acreditei e falhei em ficar..
Falhei por não querer menos do que eu dava, por querer carinho e só receber respostas vazias. Luto e sempre vou lutar para ser feliz, mas chega uma hora que cansa e quando sinto que cheguei no meu limite sei que é o recomeço.
O recomeço para uma nova tentativa de ser feliz ou ao menos conseguir viver em paz.

A Bailarina

Como uma bailarina
continua a dançar
mesmo que dentro da sapatilha
os pés estão a sangrar

Mantém um sorriso no rosto
para os que a assiste se deleitar
sendo que por dentro é o oposto
é dor e tristeza que se pode encontrar

Força e beleza da bailarina
Que em cima do palco encanta
ninguém sabe a dor da menina
que aos olhos alegre dança

Seus dedos já quase quebrados
a plateia deslumbrada
com a leveza dos seus passos
a bailarina é por todas admirada

Pobre moça após o espetáculo
quando pode tirar a sapatilha
chorar e sangrar...
tira faixas, pés no gelo
para o mais rápido ao palco voltar
por que o show, o show não pode parar!

A Plenitude da imaturidade!

Quando nos casamos, éramos ambos apaixonados e românticos. Não conseguíamos ficar no mesmo ambiente sem trocar olhares, abraços, toques. Dormir ou sair do mesmo ambiente significava uma despedida que exigia um beijo ou abraço. Acordar ou voltar ao ambiente representava um reencontro que também exigia o mesmo. O sentimento era: “Que alívio que vc está de volta”! Isso transmitia amor, saudades, alegria e uma imensa sorte por termos encontrado um ao outro. Com o passar do tempo, pouco a pouco isso foi se perdendo. Pouco a pouco um coração dizia ao outro: “Você não é mais tão importante. Não sou tão sortudo ou sortuda por ter você ao meu lado. Não sinto sua falta quando você sai nem quando vc viaja” Com isso um coração ouvia: “ Não sou mais amado!” Dura convicção imatura. Imensa dor infantil que só uma criança sabe como dói. Os adultos sabem apenas que é bobagem. Mas a dor da criança, neste caso um adulto, é real. Ao refletir, o adulto reconhece que o que foi perdido não significa que o amor se foi, mas sim que surgiu uma nova forma de amar. Uma forma mais fria, mais distante, menos intensa, com menos desejo, menos carinho, menos emoção, porém mais madura. A adaptação a essa nova forma é sofrida e dolorosa. O coração se questiona: “Será que vou me adaptar? Será que quero me adaptar? Essa nova forma é capaz de trazer plenitude? “ Não sei a resposta. Só sei que nesse momento almejo um amor maior! Gostaria de ter permanecido na imaturidade!

A teoria nos ensina a viver o luto e até superá-lo, mas na prática tudo fica complicado e saudoso, sofremos, não há opções menos dolorosas, menos traumáticas, menos doídas, nos aprisionamos ao ente querido.
O caixão desceu, areias jogadas em cima, flores, aplausos, homenagens, cartas e desabafos, o melhor enterro fúnebre que posso pagar, mas não conseguimos deixar quem amamos partir.
As perdas são inevitáveis, é o destino certo de todo mundo, a ausência faz sofrer, fica um sentimento de vazio, uma sensação de perigo, os motivos não convencem e começamos a viver de lembranças boas, de apego ao passado, de dolorosas saudades, se já é difícil perder um jogo de tênis, dinheiro, celular, documentos, que dirá perder afetos, perder pessoas amadas, perder a triste experiência de não mais ter.
A morte é passagem, a morte é isso, a morte é aquilo, a morte está longe de ser conceituada, a ausência de vida, o amor que se foi, a esperança de cura que acabou, o luto traz força brotada de dentro, utilizamos a paciência, repousamos com choro e soluços, paralisamos a vontade de viver, a vida fica sem graça, o luto é obrigatório, mas ninguém nos ensinou, aprendemos na marra, deixamos de pertencer a vida do outro que se foi, ganhamos um anjo, uma estrela, um guia.
Luto = Lutar por recomeço

Tão rápido, quase não senti os anos passarem, não senti o frio na pele, desde então o coração virou pedra, não sangrou mais, dor incurável, mistério irremediável.
Meus olhos fecham querendo voltar, meu corpo pede um ultimo abraço, uma última palavra não dita. Viraria todos os corpos por não ter dito a gratidão. Valores jogados ao lixo, a vida tratada na miséria. O remorso corroendo a alma e a fazendo gritar eternamente.
Putrefação, sangue, ossos, vermes. Cadaverina. Olhando para a escuridão mais profunda do céu e tentando achar o foco. Lutas perdidas, porém certificadas do aprendizado. Infelicidade mutua, mas valorizando o pouco que tinha. A vida mudada, o exemplo citado, a inspiração contida e a personalidade moldada uma vida escura, uma vida de morte.Tentando escolher o correto. Se prontificando dos erros, regenerando a carne, amaldiçoando a estrada da morte e por fim entendendo o ultimo adeus não dado.