Poemas sobre Dor
Dizem que os olhos são as janelas da alma,
Concordo. Como a gente ver a vida é o reflexo de nós mesmo, o que vemos na vida? Como anda sua esperança? Será que as dores do passado tem afetado nosso jeito de olhar? Será que nossa alma ainda não se curou? Será?
“As ações falam mais do que as palavras. Podemos pedir desculpas uma e outra vez, mas se nossas ações não mudam, as palavras ficam sem sentido”
Você acorda um dia e promete viver tudo intensamente outra vez. Resolve passar a borracha em coisas que por muitas vezes foram jugadas inapagável. Então você se esforça. Sofre calada. Engole em seco e no final você sucumbi perto de quem permaneceu ao seu redor por achar que você estava pronta. Então o remédio é continuar sofrendo até o final? Não. Tem dores que só o tempo é capaz de curar e pular essa etapa pode ser tão perigoso quanto se jogar de um prédio de 40 andares, porque a diferença será causada apenas pela velocidade do impacto e nada mais.
Então tem dias que você acorda indisposta, e a única vontade que habita em seu coração é a de permanecer aprisionada no escuro daquele quarto. Algo angustiante. Triste. Solitário e Preocupante... As lembranças te fazem chorar outra vez e cada lagrima derrama parece transparecer todo sofrimento escondido dos olhos de quem está ao seu redor. Você passa mão sobre o rosto e conforma seu coração com a vontade interna de fugir de tudo aquilo. Esse é o gatilho para pular para a outra fase... Você aprende que mentir machuca. Esconder machucar. Trair machuca. Amar machuca. Deixar Machuca... Tudo vira lição e assim você se sente finalmente preparada para seguir e errar outra vez caso seja preciso.
Entre tantas escolhas vividas... Entre tantas frustrações sentidas, entre tantas ilusões doídas ... O único aprendizado que fica, é saber que a as feridas logo cicatrizam.
É perante o fracasso que percebemos o verdadeiro caráter de algumas pessoas ao nosso redor, algumas choram por ver-nos ao chão, outras riem pelo impacto do seu próprio empurrão.
Tantos caminhos percorridos. Tantas encruzilhadas evitadas. Tantas placas de sinalizações, mesmo assim cometi alguns erros que nem o tempo foi capaz reparar, e que hoje me mantem intubado na minha própria ignorância humana.
Desejar o mundo e tudo que ele possui não é errado. Talvez a maior ignorância do homem, é lutar pelo que já tem, procurar o que nunca lhe pertenceu e perder alguém que vos ama pelo egoísmo da sua própria existência.
A cada dia é mais comum nos decepcionarmos. Cabe a nós aprendermos e crescermos ou chorarmos e deprimirmos. No máximo transformo o que me fere em literatura, em dor me recuso.
Sem as emoções fortes, profundas e especialmente dolorosas não existiriam escritores, pintores e artistas plásticos, só humanos com pouca expressão.
A coisa mais estranha e profunda que existe é ser acusado daquilo que não fez por quem você ama, mas isso não pode nos transtornar pois não encontra eco na realidade.
"O amor não é algo tão lindo quanto pensamos, pois as maiorias das lágrimas solta por aí o causador é algo conhecido como amor."
Há dores que maltratam, depois fortalecem, Há outras que machucam e depois entorpecem, mas nenhuma cicatriza ou arrefece, ao contrario, recrudesce!
O jardineiro que dá flores ao ferreiro, não deve esperar por recebe-las. O resultado de idealizar reciprocidade é a frustração.
Sofro por não te contar o que eu sinto, pois não quero te corromper com meus pecados passados
sofro por não ter seu apoio, mas não lhe conto para que o necessito...
Muitos dizem que quando a gente morre, morre. E tudo pra nós se acaba nesse momento. Mas eu já tive motivos concretos pra não acreditar nisso, e, no entanto, às vezes até eu mesma duvido deles. Outra hora eu conto pra vocês, porque agora estou com preguiça de falar sobre isso. Acho que ideal seria contar no dia dos finados, nada a ver falar disso, assim, sem mais nem menos, né mesmo?!
O nosso mundinho particular, com todas as coisas que gostamos, vai se desfazendo pouco a pouco. De repente, a gente olha para trás e não vê quase nada, nem os anos 80 nem os 90, nem o Chico Anísio, nem o Jô Soares, e nem mesmo o que éramos, nem mesmo os nossos pais. A gente vai morrendo aos poucos, sem perceber.
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
