Poema de Amigo de Augusto dos Anjos
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
Quando amor vira amizade...
O tempo levou o amor, mas o vento trouxe amizade.
Nunca é tarde pra ser feliz.
Quando algo te abala
Algo outro quebra tua fala
tranca-te por dentro em particular,
ninguém consegue seu mundo adentrar
Todos temos a percepção
Mas nem todos são capazes de aproveitá-la
alguns ignoram quando o instinto nos fala, simplesmente nada sentem, talvez daí nossa dificuldade de entender a mente alheia, falta "percepção"a conexão fica interrompida e isso só aumenta as dificuldades da vida.
Levanta-te, caminha...
Se arrima se arruma
Vai dar uma voltinha
Quem sabe nessa encruzilhada
Tua volta cruza com a minha
Se arriba e apruma a coluna
A vida é cheia de gente una
Tem luna, tem luz, tem poente...
Peito estufado, olhos estrelados
Abdome camuflado
Olhos bem abertos, atentos
Corre que ainda dá tempo
De ver o dia fluir bem poético...
O poeta soprou o sol
Hipoteticamente por fantasia
Poeticamente falando...
Só Poesia...
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
O silêncio me assusta inclusive o meu próprio
Quando fujo do óbvio de alguns colóquios
É por não saber mais o que dizer
expressamente a coisa vai mal...
Acaso
Já que o acaso ocasiona
Que o destino extravasa
Que o tempo não estaciona
Vamos acender as estrelas
Uma a uma e deixá-las em brasa
Um brinco sempre procura uma orelha
Uma ovelha negra faz a revolução
Mas a semente que o Uno une em conspiração
Só depende da estação apropriada para a floração
Para cada par de orelhas
Há una ovelha!
A natureza é um manto
que cobre de vida seu psicossomático animal
A poesia um mantra que concerne a alma
um cântico ternurento em madrigal
Tenho alma de Borboleta digital
Estou sempre voando nas ideias
Tantas são as artes etcetera e tal...
Rabisco sonhos nas pétalas das catleias
Repouso as longas madeixas
Sobre a fronha com arabescos
Pinto borboletas e gueixas
Qualquer coisa me inspira agora
Quando algo não me agrada
Lembro como é doce renascer d’aurora
Disperso os suspiros respiro profundo
E como já disse Clarice
Há um mundo de delícias la fora
Simplesmente me deixo
E me voo indo embora...
""FIDELIDADE""
O cardeal lá da colina...
Abre asas sobre nós
quando o sol descortina
felicidade se arrima entre aspas
tanto nos foge como abrange
o pensamento de nós
Vai das entranhas ás falanges
e voa feitas as aves de rapina...
Mas feito o galo da campina
e o pintassilgo lá longe...
Nos encanta...
Entorpece em clorofílica
numa poesia à beira etílica
em verdade com fidelidade
fidedigna da tinta acrílica
da poesia exposta
da lírica artista que amostra
a natureza que pinta.
Tua Falta
Tanta falta tua sinto...
Pergunto-me o que te falta?
Qual enigma abre-te labirinto...
A resposta meu som de flauta
Há revolta no meu pensamento
Só a falta que me faz não me cabe
Tanto tempo d’amor sedento...
E o vento passageiro só ele sabe...
A falta nossa é tecido tempo falta
Mantendo a eterna escassez
Feito sempre afamado tempo
Querer fazer tudo d’uma só vez
Tua falta é me fazer nunca que já fez
Quem sabe um dia quem sabe jamais...
Eu saiba que sou Sô simples talvez...
Tua indisciplina que Minh ‘falta faz
Quem saberá sempre se doce deleite...
Eu ‘anarquia que tu’ alma harmoniza
O sol levante que no ventre se deite
O doce delirante que tua boca precisa...
Tua falta é saber que me apetece...
A seiva bruta d’tua fotossíntese
Saber sô semente que tu’ árvore floresce
Acresce tronco e ramos em síntese...
Olha seu moço,
quando meus olhos cinzentos
dobram a esquina seguindo
a curva dura do tempo
ouço um grito vindo do alto
E um passarinho passionário azul escuro da cor do cobalto
Pousa no meu imaginário
Fazendo alvoroço
No pé de uva anuncia
juro que ouço a poesia
da chuva.
"sonhar é bom
e fazer sonhar também,
lembrança boa todo mundo tem,
é pra ser consumida feito pé de fruta,
no fundo do quintal,
todo dia você anda em cima do pé,
colhe uma e o sabor nunca é igual.
Então você se pergunta,
o que é isso afinal?
Entende, a medida que a fruta amadurece
o sabor fica mais acentuado
Só aí você aprende o amor de verdade
Agora “me voo” empunhar Bandeira
E acompanhá-lo-ei à Paságarda
Ora, me pergunto, se sou brasileira...
Porque sair no mês da patuscada?
Nesse talvez me atrevo em fevereiro...
Retiro é minha máscara preferida
Me acho lá dentro da caixa do festeiro
E fervo mesmo é nas vagas marés da vida
Não que eu vá matar "ninguém"...
Quero dizer quem mata mata "alguém"
Não sou Jesus Cristo, para dar a outra face!
Se me desprezares terás o meu em dobro
Se me der amor terás em dobro também
Mas se me esqueceres, te esqueço mais...
Logo, se me cativares serei cativa do meu amor, nunca de você.
