Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

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CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.

Inserida por AlinedosSantos232

Pai!!!

⁠Pai,
Estimado autor da minha existência
Reflexo de bravura e coragem
Cujos passos ensinaram-me lealdade e honestidade como virtudes de raros porque menos que poucos!

Quando de ti sentir saudade
Lembrar-me- ei que sua força me fez forte
Quando lutou contra a morte
E que guerreiro corajoso!!

Havia apenas um fio de vida
E você se apegou ao último fio
Como quem diz: eu não desistirei de lutar!

Sinto o quanto foi herói
Porque além de me dar exemplo de vida
Deu-me mais
Foi o exemplo mais audaz de quem pela fé venceu a morte!

E hoje seus batimentos cardíacos
São dádiva divina
Se antes,eram o alarme para a morte
Agora é o sino para vida
E toda vez que um sino tocar
Vou me lembrar do Deus que te devolveu vida
Quando a morte te fez uma fúnebre visita!!

Inserida por Dayanecunha

Meu amor!


Mas se todos os dias a tua ausencia me visita⁠
Então saberei que não foi vão o meu amor
Durante anos foi reflexo de tristeza e dor
Uma ferida dilacerada trazia-me as lembranças de um desfecho sem despedida!

Quando caminhava entre sons de pássaros que voavam
Meus pensamentos devaneavam
Com você estive nas nuvens
Mas estar nas nuvens é perder a razão
A eloquência do discurso
É loucura, é emoção!
É perder a batalha por conta da paixão!

A tua ausência visitava o meu coração Vazio de amor
Era condoído saber que desde que se foi ele nunca mais palpitou!
O meu amor congelou!
Era meu corpo fundido ao seu que desfazia as camadas de gelo superpostas!

Eram seus beijos que me faziam flutuar
Por isso eu só queria te amar e te amar
Te amar com desejo ardente
A minha alma despida e envolvente
Porque se meu pecado foi te amar
Morrerei sem meus pecados expiar!
Se te amar causou-me feridas
Então, um outro amor as cicatriza!!!

Inserida por Dayanecunha

⁠Roubada de mim!

Você me roubou de mim, mas quando interrogada
Disse perante Vossa Excelência e os presentes que não me ameaçou
Que não usou de violência
Nem de morte me jurou, então Vossa Excelência meignorou!

Diante dos presentes
Expressei-me com veemência
Excelência, ele não usou armas de fogo, nem armas brancas.
E só isso seria caracterizado como violência ?

E se me roubou a paz
E se me roubou a alegria
E se desdenhou de mim
Porque de mim abdiquei
E se ficar provado Excelência
Que foram danos extrapatrimoniais
Que não levou nada de valor pecuniário
Mas levou-me a vida
Roubou-me de mim
A minha essência

Convencer-te-ia que levou todo meu ouro?
E toda minha prata?
Porque não eram eles objetos tangíveis
Mas imateriais
E não precisou usar de agressão porque a maior forma de violência
É aquela cometida contra o indefeso
E assim estava meu coração indefeso e vulnerável
Como um domicílio desabitado!

Ele de tudo se apropriou
Porque não havia indícios de ocupação
Era como um território sem proprietário
E se eu te disser Que a legítima proprietária sou eu?!
Que tenho testemunhas
E tudo documentado
Está no cartório de registro de imóveis desta comarca!
Que embora até sua alma ousaram levar!
Vive a proprietária que deseja seu coração resgatar!
Posto isso,
Pede e espera deferimento!

Inserida por Dayanecunha

⁠o castelo

Construí um castelo
Nem ventania nem tempestade podem derrubar
Suas paredes são de rocha
E o sol sobre suas janelas resplandece!

Quando vem a noite
E o mar se aproxima
Sinto o cheiro da brisa
Um castelo que mãos humanas não fizeram
Mas o melhor arquiteto o desenhou
Foi o soberano Deus
O arquiteto do amor!

Quando eu ainda repousava
Incrédula já não mais te esperava
O sol nasceu mais uma vez
Pude ver raios de luz envoltos em nuvens de algodão!
Não sabia se alcançava o céu
Ou se pisava o chão!

Então veio com sua maestria
Nem sentia as suas pisadas
Mas o seu cheiro inconfundível
Eu sabia que era humano como eu
Chamava-o de anjo
Mas não tinha asas
Achava-o perfeito!
Belo e indefectível
Nada mais me importava!

Mesmo insipiente eu sei
Não eram os meus olhos que viam
Era falta de lucidez
Amor é para os loucos
Nunca para os normais
Qualquer margem de razão destruiria
O idlilico poder do amor!
Foi nessa insanidade que pude notar
Que o amor é sorrateiro e chega sem avisar
É preciso ser mesmo louco
Correr riscos e ser corajoso
Para desfrutar da indisivel arte de amar!

Inserida por Dayanecunha

Erros!I

Se errei, é porque minha natureza é adamica!
Perdoe-me, Senhor
Porque de todos erros cometidos
Meu intuito foi acertar!
E só os cometi porque existia uma pedra alçada em meu calcanhar!

Verdade seja dita
Omissões nunca esquecidas
Por que quantas vezes escondi de ti a face
Era para não me omitir
Se aplicar com zelo a justiça
E não compactuar com mal também for erro!
Muitos eu cometi!

Fui rebelde
Destemida
E pequei
Jamais daria a minha alma o direito de ser canonizada
Porque sou humana como todos os demais!
Então, não há entre nós santos
Apenas pecadores e mortais

Que julgados pelos que se dizem santos
Vão à guilhotina todos os dias
São calúnias, injúrias e difamações
E beijam a face e lisonjeiam
Suas línguas são felinas
Venenosas e vermelhas como escarlate.
Mas, de nada possuem compaixão
Se até Cristo foi à crucificação
O que será de nós, então?!

Inserida por Dayanecunha

Soneto da lua morena

Eu não vou esquecer esse dia
Meu anjo sorriu pra mim
Com aquele sorriso de criança, cheio de alegria.
Um semblante meigo, ela sorriu pra mim.

Sorvete de morango, a lua morena: o tempo desapareceu.
Prometo não te beijar: cruzo os dedos
Teu sorriso e teu beijo, aconteceu.
Duas crianças felizes, uma infância sem medos.

A noite, o céu abençoa nós dois com água da chuva
A chuva, o beijo, a chuva, meu anjo e eu.
A tua boca, o teu beijo, outro mundo repleto de curvas.

Maria, meu anjo, minha Graça, bem vinda.
Que se repita esse dia moça encabulada
Sussurrar no seu ouvido: meu anjo, até o ultimo dia de minha vida.

Inserida por marcoskm7

Mariana
Um pedaço de amor solto no mundo,
Mariana,
a Bahia inteira numa unica moça,
Mariana,
Uma fala arrastada cheia de dengo,
Baiana,
E os cabelos carregando uma menina,
Baiana,
E nas veias corre ternura no sangue,
africana,
Florida no sorriso em todos os dias,
Emana,
Como não amar tu Mariana?

Inserida por marcoskm7

soneto da frase sobrando: O poeta esta morto

O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)

Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam

Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via

Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia

Inserida por marcoskm7

Soneto de Marcela

Se uma palavra te definisse, qual seria?
Algo que descrevesse um ser em transformação,
Que envolvesse a estética de uma flor, convenceria.
E no limiar da dor: crescimento e gratidão.

Mesmo se estiver no escuro, tenha certeza,
Eu estou aqui pra te acompanhar.
Com afetividade e mesmo sendo piegas,
Aos poucos, tocando a tua mão.

Levo-te a praia, a fim de te acompanhar.
Aparentando ser uma boneca de porcelana,
Desconhece o quanto é resistente para lutar.

Pois, mesmo quando o peso da dor esfacela,
Renasce uma flor colorida,
Sinônimo de crescimento interior: Marcela.

Inserida por marcoskm7

A vida não é justa, é ingrata, é fria, cruel. Não espere acertar sempre, nem ser recompensado pelo que faz.
A vida é injusta, dolorosa, nem sempre vale a pena viver.
As vezes a vida é justa e dolorosa, as vezes a vida é um amor não correspondido e o que mais dói é saber que amor também pode ser ao mesmo tempo justo e doloroso, pois ninguém é obrigado a ficar com outro alguém. E mesmo se esse alguém te ama, a vontade do outro deve ser respeitada, e assim o amor é justo e doloroso, pois para amar é preciso ser forte para deixarmos a outra pessoa livre. As vezes a vida é apenas amar na solidão. É justo, mas dói.

Inserida por marcoskm7

Adaptação da vida

Primeiro mataram os negros
Mas eu me importei com isso
Eu sei a dor de uma perda

Em seguida mataram alguns gays
E eu me levantei contra isso
A dor da perda eu conheço, eu sei

Depois mataram uma moça
E eu lutei contra isso
Eu sei a dor de uma perda


Depois mataram mais lgbts
Mas resisti e lutei
Pois eu já senti a dor de uma perda

Agora,estão atacando todos nós
Mas não é tarde
Sempre haverá alguém para resistir comigo

Adaptação de intertexto de Bertolt Brecht

Inserida por marcoskm7

⁠eu sou um Gnósio


profissão de produzir conhecimento novo, uma variação de cientista, enquanto a categoria geral de cientista produz e reproduz conhecimento, o gnosio constrói algo diferente das linhas comuns de pensamento... algo que se distancia do conhecimento já consolidado, algo com textura, odor e densidade oposta ao que já foi produzido.

Inserida por marcoskm7

⁠Soneto de Carol Barreiros

Desejo é palavra forte:
entorpe, cativa, move.
A procura de tu, do teu beijo.
No meio dos livros, comove.

A busca, o desencontro com teu cheiro.
Nada além do mesmo, tua ausência.
Nenhuma palavra substitui teu beijo.
E a solidão matando a paciência.

Meu corpo, invisível, sem cheiro.
É a ausência que maltrata.
A memoria inexistente, teu beijo.

O calafrio do encontro, desejo.
Tua boca tocando minha alma.
A razao de tudo,teu beijo, acalma.

Inserida por marcoskm7

Março em lua nova presente
Boa nova meu coração pressente
No limiar do céu outono já encena
A noite é serena e orvalha poema.

Inserida por SoniaMGoncalves

Na tua presença serei generosa
minha vingança será benigna
despejarei em tua boca um hálito de prosa e um sabor peculiar agridoce.

Inserida por SoniaMGoncalves

...e há momentos que sou Anjo de coração
Arcanjo talvez...
N'outros sou tentação
Esbanjo tudo de uma só vez...

Inserida por SoniaMGoncalves

De repente Extinto
O que existia já não mais
De repente outra vez puro instinto
De novo o que antes jaz...
Num sopro de manhã se refaz...

Inserida por SoniaMGoncalves

Um bom dia vem
quando você saber que tem
riso compulsivo
céu da boca com hálito de hortelã
Beijo subjetivo com sabor de foliã
Café, pão e poesia na janela
maçã do amor e sebo nas canelas...

Inserida por SoniaMGoncalves

Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua

Inserida por SoniaMGoncalves