Poema de Amigo de Augusto dos Anjos
Na sala da aula...
Conversa pra lá,
Conversa pra cá,
O que me resta e estudar,
Estudar o tédio,
Não sei por que vim pro colégio,
Será que e para ficar ouvindo música?
Quem sabe, até fazer algum amigo.
Sentimento
Senti menos,
Senti mesmo,
Sem ti, minto,
Sinto muito.
Sofrimento
Sofri muito
Só por momento...?
Sofro ainda
Sou fraco,
Sou frio sofrendo.
Lagrimas,
La vem mais,
Más!!!
La vem,
Más lagrimas.
Mulher sedutora
Com uma boca carnuda,
Uma mulher branca,
Com uma boca de negra,
Lábios tão macios,
Que mal dá para senti-los
Quando alguém a beija...
Seus lindos olhos,
Da cor de mel
E seu hálito com cheiro de café
Com essas combinações,
Você consegue fazer um homem ir a onde você quiser.
Moça da pele branca,
Tão branca e sensível a luz do dia,
Tem sorte o homem que tem sua companhia.
Ao dia, sua pele fica completamente escura de tristeza e insatisfação
Mas a noite ela fica branca,
E vem com muita felicidade e emoção.
Estou na balada,
Com o copo na Mao,
Vejo jovens na pista esquecendo-se da solidão,
La dentro o que predomina é apenas diversão.
As horas passam, percebo que bebi demais,
Então algo me atrai,
Eu preciso dançar,
Assim como preciso respirar.
A noite acabou e o dia chegou,
Preenchi o vazio da minha alma,
Com bebida, drogas e música.
Hoje eu lhe vi bem de longe,
O tempo parou naquele instante.
Você porventura acabou me olhando,
A densidade do seu olhar me fez abaixar.
Segui em frente cambaleando,
Pela cidade morte fui pensando,
Que sempre que te vejo tenho demasiada vontade de lhe dar um beijo.
Entro em contato...
Marco de te encontrar num esconderijo...
No esconderijo me aproximo,
Sinto uma mistura de medo e desejo,
Acabo lhe dando um beijo com cautela,
Sinto seus lábios quentes,
E minha alma se descongela.
Leitura
Leitura boa
Leitura gostosa
Minha mente voa
Nas suas histórias
Histórias inebriantes,
De lugares longínquos.
Tenho ambição alarmante
De ler todos esses livros.
Alguns ganhei
Alguns doei
Outros comprei,
Um dia, um livro escreverei.
Quando me sinto vivo,
Poder ouvir o canto dos pássaros,
Sentir prazer ao terminar um livro.
Coisas simples e maravilhosas estão a nossa volta,
O sorriso instantâneo de quando alguém nos olha,
Um abraço apertado quando se chora,
Também um coração apaixonado batendo fortemente,
Que dá para ouvi-lo na noite mais solene.
As lindas noites de luar,
O céu estrelado,
Que são capazes de emocionar o coração mais castigado.
Subir ao cume de uma montanha,
Com o corpo muito exausto,
Sentar-me, observar e absorver,
Ficar contente com a paisagem mais genuína que se possa ver.
O suor escorrendo quente
Momento tão sublime, que se percebe cada gota escorrendo pelo corpo,
Num encontro subitamente com o vento frio,
Meu corpo sente um calafrio.
Quando sinto essas sensações é que tenho certeza de que estou vivo.
Oh povão,
Devo a ti toda minha alegria, sabedoria e humildade...
Foi onde cultivei minha arvore de amizades,
Onde cresci jogando bola no meio da rua e não parava nem na chuva.
Restinga!
Descrevo-te em só uma palavra: autenticidade
Foi aqui que aprendo que a melhor forma de viver é a simplicidade.
Povo guerreiro e trabalhador,
Levantam 6h da manhã para trabalhar, mesmo fazendo -20c, a gente vai pra luta,
Mesmo com o ônibus lotado a gente continua
E com esse longo dia a dia nada nos afunda, nada nos moribunda.
É tinga...
É a ti que devo toda a minha conduta.
Sozinho estou,
Repelindo a bolhas,
Sozinho me vou,
Envolvendo-me com pessoas aleatórias,
Sozinho continuo taciturno e me apaixono pela melancolia do mundo.
Sozinho eu chego,
Organizo o olhar,
Sozinho eu contemplo vidas padronizadas,
São tantas pessoas..., mas não falam nada
Você brilhou na minha vida, como um raio brilha na escuridão.
Eu vivia perdido na bagunça da minha mente,
Como se estivesse num caixão, olhando para o nada,
Conversando com os fantasmas,
Porque até minha própria sombra me deixou...
A devirá dos demônios que lá estão.
Pensei que você fosse de outro planeta,
Pois conseguiu acabar com minhas noites de insônia,
Onde eu ficava me debatendo na cama, tentando achar algum sentido para a vida.
E fumando meu cigarro sem nenhum sentido.
Era como se eu fosse um porco espinho e ninguém pudesse me abraçar.
Quando te conheci,
Com um olhar fúnebre,
Tão vazio quanto o meu coração,
Algo me fez acreditar,
Que você também vivia na escuridão.
Mas não!
Você era o luar da minha noite,
Você tinha vivência e luz,
Eu tinha rancores e escuridão.
Com você eu aprendi que não se deve viver em vão.
Sou jovem, mas tenho minhas razões, tenho percebido que na vida existe alguns padrões e tento aprender com eles, deles tiro minhas reflexões.
Com a pouca sabedoria que tenho acumulado, das poucas falsas certezas que me fizeram escolher errado só agora que o coração saiu machucado.
Aprender tem o seu preço, nisso preciso concordar, sei que é só o começo, ainda tem muito pra caminhar e o meu maior desejo é não desistir de amar!
07/09/20
O VALOR DA PAIXÃO
Dizem que a paixão não tem valor, que ela não dura como dura o amor, mas digo que todo pessoa que ama antes disso se apaixona, pois a paixão é a faísca que produz a chama, que sustenta toda a trama por trás de dois corações que se amam.
O amor depende de dois corações sempre apaixonados, que mesmo depois de anos de casados ainda se tratem como namorados, sem isso o amor é só um sentimento agarrado a felizes memórias lá do passado, que tudo suporta calado, pois afinal, é da sua natureza resistir a qualquer fardo.
12/09/20
Por aqui estamos assim, pijamas com lama e cabelos em chamas.
Estamos em quarentenas malucas entre camas e visores mas tudo nas calmas...
Por aqui 1,2, 3 meses já se foram, momentos formam fóruns entre lembranças e imaginações para discutirem, rirem, irem juntos entre outros espaços do cérebro tentando explorar espaços mais antigos onde se fazem abrigo conversas, pessoas e névoas que se tentaram esquecer mas voltam e magoam...
Por aqui tá frio, quente, o vazio em frente habita e coagita palpitações, saudades nas grades do ecrã que não permitem abraçar nem estar com os demais e mesmo que no fundo se saiba que mais do que más ideias que como grãos de areia passam pelos dedos dos pés ou perde -se na sola do sapato, resta -nos o descobrimento de capacidades ocultas, de lutas que resultam em auto-permutas divagando sobre o estado zen...
ainda assim...
Por aqui tá tudo bem
Todos os seus caminhos ficarão congestionados e não lhe restará alternativa senão caminhar com as próprias pernas.
João Luís dos Santos
No metrô
Passei pela Luz
Não a via
Passei pela Liberdade
Não havia
Passei pela Consolação
Não ouvia.
João Luís dos Santos
Sempre me projetei em busca, do autoconhecimento e do conhecimento, de novos saberes, sempre. E isso é o que mais me importa, buscar sempre.
João Luís dos Santos
Você está condenado a viver no mundo da Lua até o amanhecer, quando seu carcereiro passa ser o Sol.
João Luís dos Santos
