Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

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DEUS ME DEU VOCÊ


Pedi a Deus o sol...
Mas o tempo passou, e Ele não me deu.


Pedi a lua, tão bela, tão serena .
E o tempo passou, e Deus não me deu.


Então, pedi as estrelas.
Para admirá-las nas noites silenciosas...
Mas os anos se foram., e Deus também não me deu.


Foi então que, num dia comum,
Quando eu já não esperava mais nada,
Você cruzou o meu caminho.


“Quem é essa?” pensei.
Era o Amanhecer.


E uma voz suave sussurrou ao meu coração:
“Vai lá... e vê.”


Naquele instante.
Eu soube:
Era você.


Mais radiante que o sol,
Mais linda que a lua,
Mais admirável que todas as estrelas.


Deus me deu você.


Mais do que pedi,
Mais do que sonhei para mim.


Deus não me deu o sol.
Porque guardava a luz dos teus olhos.
Não me deu a lua.
Porque tua beleza já bastava.
Nem as estrelas.
Porque preparava o brilho da tua alma.


Agradeço a Deus todos os dias.
Por ter você ao meu lado.
Minha amada
Meu amanhecer.
Meu amor eterno.

Eternidade do Nada


(Letra original por Maycon Oliveira dos Santos)


Eu vi o tempo se curvar diante dos meus pensamentos,
Transformei o silêncio em direção.
Há mil verdades presas no vento,
E eu aprendi a ouvir a contradição.


Eu sei o que é cair em ruínas e erguer castelos com o olhar,
Sei quando o mundo cala, é hora de falar.


Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.


Aprendi a amar o caos como um velho amigo,
Ele me ensina onde a ordem se esconde.
Há beleza no perigo,
Quando a alma não se rende ao que não responde.


Eu sei quando o medo tenta se disfarçar de paz,
Mas minha mente é o fogo que jamais se desfaz.


Porque eu faço da ausência, presença,
Da dor, uma promessa que ascende.
Eu crio eternidade do nada,
E transformo o vazio em chama ardente.
Eu faço da sombra, luz,
E do fim, um novo início — consciente.


Se o tempo apagar meus rastros,
Que apague tudo, menos minha intenção.
Pois quem ama com lucidez,
Transforma o destino em criação.


Eu faço da ausência, presença,
Da dor, o mapa da existência.
Crio eternidade do nada,
Sou o eco da própria consciência.
E no fim, quando tudo silencia,
É lá que minha alma começa.


— Por Maycon Oliveira Dos Santos

Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

💫 “Ecos do Teu Nome no Infinito”


Quando pronuncio o teu nome em segredo,
O ar suspira, o tempo se inclina;
E cada estrela, em tímido enredo,
Desenha em lume tua face divina.


És como a aurora que beija os montes,
E veste o mundo de nova emoção;
Teu riso — fonte que verte horizontes —
Desata em música o meu coração.


Teu olhar é verbo que o céu recita,
É lume antigo que o amor acendeu;
E o meu destino, qual flor bendita,
Desabrochou só porque és meu.


Se em tua ausência o mundo se apaga,
É porque em ti reside o viver;
E toda saudade que o peito propaga
É o eco eterno do meu querer.


Ah, se puderas sentir o que sinto,
Saberias — enfim, sem temor —
Que o próprio céu, ao fitar-te, sucinto,
Abençoou-me chamando-te Amor.


— Maycon Oliveira Dos Santos

"Pra quem não sabe me decifrar
Chega ser uma grande confusão
Pois eu gosto de estar sozinha
Mas não na solidão..."

A vida tem quatro partes:


A dor ensina.
O amor faz crescer.
Eu permaneço simples.
Você dá sentido a tudo.

Entre a Culpa e o Perdão


Caí…
O peso que sinto é insuportável.
A sombra que plantei sem perceber
voltou — fria e silenciosa —
como quem cobra o preço do erro.


Matei meus sonhos,
feri quem me amava,
e me perdi de mim.


A culpa virou meu pesadelo,
um eco no escuro da alma,
e me abraçou… como a morte.


Gritei…
mas só o silêncio respondia.
Chorei até o choro secar…
e ainda assim, doía.


Achei que Deus não me ouviria mais,
que o céu havia fechado pra mim.
Mas foi no chão…
entre a culpa e a morte…
que eu escolhi recomeçar.


Quando todos disseram “não”,
O Pai disse “vem.”


Ele não me cobrou explicações,
não perguntou o que fiz, nem onde estive.
Apenas me olhou —
e o olhar d’Ele…
me trouxe de volta à vida.

Lágrimas,

São o reflexo do teu rosto, fruto do mês de Agosto e de aquilo que há-de vir

Lágrimas,
São as lembranças do teu jeito, aperto e dor bem junto ao peito e o que sobra de mim

Lágrimas,
São a canção que se perdeu e tudo aquilo que era meu, perdeu-se a noite e o luar

Lágrimas,
Sigo o meu rumo mar adentro, contigo no pensamento, não penses que amar tem fim

Não esperes por mim
A dor não tem fim
Não esperes por mim
A vida é assim

Parto rumo ao sentimento
Acompanhada de mim própria
Deixo a tristeza á beira mar
Enquanto grito de revolta

Nesta embarcação que me leva
Até ao fim do horizonte
Em busca de conforto e um momento
Sentir que estou bem longe de ti

“Amor/Traição”

E depois..vem o Amor
E com o Amor..a Desgraça

Amor,
Traição
Perdão?
Nunca

A desgraça de perder a Liberdade
Deixar de ser Eu, nesta busca
(Perder-me em ti, em troca de nada
Ou em troca de algo que eu nunca fui)

Amor,
Traição
Perdão?
Nunca

E agora..vem a Solidão
E com a Solidão..a Esperança

Foram sementes que nenhuma flor brotou
Mesmo que regadas com as minhas lágrimas
Deixaste as marcas em quem um dia sonhou
Desencantado Amor que nunca em ti morou

Lamento de um Cavaleiro


Um dia eu te amei
Como nunca pensei
Hoje é uma lembrança
Do que poderia ter sido uma mudança


Aquela que foi dona do meu coração
Hoje me deixou na solidão
Pensando aqui nessa escuridão
A perda de uma grande paixão


Te deixarei partir
Da sua vida irei sumir
Como gelo a derreter
Meu sentimento irá desaparecer


Vc poderia ter sido tudo pra mim
Mas assim
A nossa história chega no fim.

A Queda

O sucesso abrupto, escalado ao passo de Hermes ou Mercúrio, devolve ao indivíduo uma falsa sensação de poder e controle.

Essa fugaz emancipação corrompe a lei da evolução estruturada, e por sua vez solidamente sustentada.

Nesta fase de ilusório esplendor, o indivíduo afasta-se do seu próprio reflexo em busca de uma visão globalmente estonteante.

Qual Icarus num rasgado voo em ascensão ao Sol, embalado nesta emoção claustrofobica que lhe asfixia a Razão.

A queda será a sua eterna recompensa.

Estações da Alma
Em mim, viste apenas cores,
deleitou-te em minha
beleza,
pois era primavera…


Chegando o verão,
meus raios te encantaram;
aqueceste-te com meu
calor.
Enfim, não era amor.


O outono chegou…
As folhas murcharam,
as flores caíram.
Minhas raízes te
assustaram;
o vazio do meu caule
te fez frio…


Mas o outono é tempo
de renascer,
tempo de renovar.
Tempo de deixar de lado
as aparências
e mostrar a firmeza
das raízes.


O outono é tempo
de mostrar a essência…
A minha, você não
quis ver.
Mas foi no outono que
a sua pior metade
eu pude conhecer.


Sei exatamente como
está a podridão das
suas raízes, e quando
a primavera, outra vez,
chegar,
suas flores, suas
cores
não irão mais me
encantar.


A alma é feita de estações,
e é necessário que haja
acolhida em cada uma delas…
para nos reencontrarmos
prontos na primavera.


Aline dos Santos

⁠O homem
Era célula a se multiplicar...
Fez-se choro a ecoar,
Tecendo o processo...
Erros, acertos, silêncios e sons,
Buscas inalcançáveis,
Pesadelos, sonhos bons...
Gastou o tempo, fez sua história,
Findou-se em saudade e memória.

E no frigir da manhã
Os sonhos flambados
Ao verdor do alecrim
O bonsai de flamboyant
Desperta amor em mim.

Vou decorar su'alma
com flores e os sabores mais inimagináveis...
Plantar orquídeas em sua boca, meu jardim
com desespero em florir
Soprar teus olhos...
Só p'ra te fazer sorrir
Só p'ra mim...

O sentido da vida...
É sorrir em todas as direções
O vento é viageiro e espalha felicidades pelo mundo inteiro.

Gosto dos plurais
naturalmente...
pois são abundâncias
e opções de ofertas
mas amo o singular
é BEM mais particular...
quando uma inspiração te poeta..
significa que as diversas possibilidades
já foram exploradas, testadas, medidas
e escolhida apenas uma no singular.
Odeio coisas "mornas"
deixo para experimentar
quando já frigida
estiver de corpo presente na lua álgida
dura e com as colunas rígidas.

Liberto
Com livre teor poético
Cheiro de café
puro expresso
pão com manteiga
e boas risadas
até dizer chega
sem pieguices
esteja amar
seja meiguice
é agradável ao paladar

Liberdade
Fragmentada
Tão limitada!
Posso ir!?...
Posso!
Posso vir?
Posso!
Até onde?...
Liberdade!
infinita...
Tão bonita
Liberdade!
Livre inclusive
Pra me perguntar
Posso tudo
De que me posso?
Se possuo a posse!?
Posso!!!
Mas devo?

Amor é fogo é chama
é tempestade e bonança
é céu de inverno pra quem ama