Poema de Amigo de Augusto dos Anjos
Imperturbavelmente convicta
partilho com quem precisa
entender que ser forte não é
entrar em guerra com ninguém,
Inexoravelmente a paz é
e sempre será o nosso maior bem.
O mundo já deveria ter aprendido
que quanto mais em paz estamos,
mais fortes todos nós somos
e para sempre assim seremos.
Daqui do meu continente espio
Marte e Mercúrio reunidos
na Constelação Ocidental de Leão,
muito perto do horizonte a oeste,
a tua fotografia na minha mão
e você ocupando o meu coração.
O visco no caminho fará abrigo
para que perto dos olhos seja
selado o nosso primeiro beijo
de todos os próximos desejos.
Júpiter em oposição ao Sol não
é sinal de que estão em guerra,
os homens sempre entendem
os fatos como lhes convém;
Quando a nossa hora chegar,
sei que eu iremos para onde
só o amor possa nos encontrar.
Não é preciso ninguém me falar
que o teu idioma é o teu olhar,
e como Lua e Saturno enamorados
na Constelação Ocidental de Capricórnio
bem próximos a leste assim seremos,
e que nas linhas do Universo
o amor da gente por ele está escrito.
Quando o Sol se por
no horizonte Oeste,
ainda assim estarei
remexendo com cada
um dos teus sentidos,
com iguais trejeitos
que bailam os oceanos.
Com meu pensamento
diário pouco a pouco,
preparei o teu território
com a minha rebeldia,
e todo o sentimento
de puro enamoramento.
Muito mais próxima
estarei com vitória
expressada em mãos,
para mais brilhante
coroar o meu Júpiter
com a mais extasiante
das minhas confissões.
Invocando assim toda
a delícia e teu espírito
amoroso em festa,
Como as perseidas dão
voltas ao redor da Terra
e as flores na primavera.
Seta na paz pregada
no teu balcão romântico,
a Lua sempre ao redor
destravando as guardas
da timidez e a espera
do beijo que tanto quero
sem nenhuma desfaçatez.
O kajal da noite
escureceu o céu
do teu Afeganistão,
E com cada um
que sofre está
entregue o meu
coração de poeta.
Creia com firmeza
que as estrelas
só habitarão nesta
profunda escuridão,
se a tua dedicação
for a mesma que
Mecnun daria com
todo amor à Leyla.
Somente através
dos sorrisos
das tuas mulheres,
das crianças
e do esplendor
da Natureza se têm
todo o real poder
de restaurar
o teu temperamento
endurecido pelo tempo
e a tua Pátria ferida.
Sob o porvir de todas
as luas no teu Oriente
tens o dever de ser
forte dando proteção
aos mais frágeis,
e de ser gentil com
os teus heróicos anciãos.
Permita-se ser céu aberto
ao Sol da bondade,
inspiração de paz,
oração em elevação
com gratidão repartida
como pão a multidão
pelo dom da vida
para fazer o melhor,
e ver a tua terra reflorescida.
As folhas da romãzeira acenam
ao céu do teu coração de Saturno
amoroso concentrado na busca
junto ao seu tão sofrido povo
pela imprescindível reconciliação.
A romã perfeita do encontro,
do perdão e da reconciliação
para que venha brotar,
precisa da tua amável dedicação,
porque tudo tem o tempo certo.
A vida sempre pede romper
com a zona do conforto
onde o orgulho faz habitação,
no mundo que um busca
insistir passar por cima do outro.
Tal como tímida Lua Azul
ainda coberta por nuvens
e que irá sobre Kabul,
tenho buscado o perfeito
bálsamo da pacificação do milênio.
Nenhum de nós nasceu para ter
que estabelecer e conviver
em aliança com o medo,
nem eu, você e nem ninguém,...
a paz possível precisa
da tranquilidade das damas,
e sobretudo, da bondade
e da fortaleza dos cavalheiros.
Sem me revelar
a sua identidade,
tu me enviaste
as rosas favoritas
para invadir de vez
estes dias cinzas
com a tua presença
sedução e magia.
O meu amor vai
ao seu encontro
onde a Lua Azul,
Júpiter e Saturno
se encontraram
fiéis em conjunção,
e o nascer laranja
dela se ergueu
tal como sentinela.
Da minha cesta
espalho pétalas
de papoulas brancas
para dizer não
a todas as guerras,
abraçando a missão
de ser a centelha
da pacificação,
de alma e coração
em poesia e oração.
O meu amor vai
pelas estradas
do mundo sem
ao teu encontro
com igual coragem
do destino de quem
provou que da onde
menos se espera
a História foi tecida,
pelas estrelas
e para as Nações.
Em tempo o coração
chegou de surpresa,
para te amar dos pés
a cabeça sem pressa
e com a celebração
que o amor merece.
Em segnício percorro
os recônditos de ti
e sem marco temporal
tornei-me patrimônio
de rebeldia intocável.
De maneira inexplicável
há soldados rejeitando
o ancestral e o legado
patriótico dos nossos
heróis e bravos poetas,
e insisto semear apego.
Nas galáxias habitantes
dos teus olhos previstos
nos sonhos românticos
e que os levo silenciosos
são o meu exílio sigiloso.
Não é nem Lua Nova
e me encontro inquieta,
e por adivinhação venturosa
sinto que sou retribuída
por uma paixão inesperada,
e ainda não é nem primavera.
A Lua Vermelha em nossa
terra não tem sido normal,
um prelúdio alertado do Mal
que os avisados deveriam
ter acatado o limite natural,
e ainda quero crer
que o Bem vence o Mal;
Não há nada que me faça
esquecer que só o amor
a existência importa no final.
Eles não tiveram a chance
de um minuto de paz
para na vida parar para pensar,
A maior lição aprendida
com o Cemitério dos Impérios
foi a sagrada hora de parar;
A tempestade vai passar
e o sofrimento irão superar.
Nós temos nas mãos tudo
para nossos destinos
ao passado não regressar,
Quando os poderosos
despejarem sobre nossas
cabeças os seus infernos
e levarem a crueldade
extenuante os mais frágeis,
Não devemos nos igualar
com quem está por cima
e a vida não vão nos devotar.
Não podemos nos entregar
ao abismo da ferocidade,
O importante é plantar flores
e a paz entre nós cultivar,
não viemos aqui para chorar,
Reunir esforços para obter
os frutos da tranquilidade,
tudo na vida pode melhorar.
Nos Taurídeos do Sul
das noites novembrinas
e nos Leonídeos no céu
dos instantes incertos
dançando nos hemisférios;
O teu nome é a canção
que resguardo com as chaves
de mais de mil silêncios.
Em noite de eclipse lunar
parcial tentando quebrar
as resistências em nome
dos teus olhos por todas
as fronteiras dos sonhos
de um convergente destino
que nas estrelas está escrito
muito além do que pensamos.
Unida com a imigração,
nos cárceres políticos
e certa que ao seu coração
em primaveril sagração
do amor em florescimento
me tranquilizo mesmo
sem saber ao certo quando
e onde nos encontraremos.
Em todas as escalas,
alturas e potências
do amor à primeira vista
aguardo a nossa hora,
até Lua, Saturno e Júpiter
em conjunções na orbe
estão certos que não há
tempestade capaz de nos perder.
Onde as estrelas
podem ser melhor
vistas é ali que meu
predestinado amor
pode ser encontrado.
A Bakhchisaray é
ouvida nos lábios
do etér dos séculos,
e perpetuo você
em todos os sonhos.
Tenho despertado
no meio da madrugada,
e silenciosa deparado
com o quê há de forte
lindo e infinito para nós.
A verdade é que morro
por estes lindos olhos
cansados do pesadelo
atroz e assim carrego
a nossa jura em segredo.
Bem perto do enigma,
da ampulheta e do minarete
quero encontrar a vida
com amor e apaixonado rito
e ser feliz sempre contigo.
Do Hemisfério Celestial Sul
a nossa sagrada entrega
têm todos os marcos austrais
do que é eterno, sublime
e que nunca terá limite.
Nas profundezas
da América do Sul,
Se tornar um preso
de consciência tem
sido muito comum,
A prisão não escolhe
fardados ou paisanos,
Ela vem como uma
onda carregando
quem pensa diferente;
E neste Natal ainda há
um oceano de gente
sem hora da pena cessar,
As queixas são tantas que
tenho medo nelas me afogar.
Desenhando os sinais
com o airglow do destino
para que nossos passos
alcancem Samarcanda,
e ele permita nos ver
sãos e salvos de tudo isso
com direito a uma vida feliz
e longe do que é destrutivo.
Alimentando o sonho
neste ano que se arrasta,
e como quem rega solitária
a esperança e habitante
muito próxima da parte
central mais brilhante
da Via Láctea mesmo ciente
que o teu lugar é onde
as estrelas são mais visíveis
no Hemisfério Celestial Sul.
Voltas são aquelas que
o mundo dá e as de Leonard
ao redor de Vênus,
E nelas talvez as respostas
que nos levem a deixar
tudo para trás porque
a paz em nome do amor
é o maior triunfo da vida.
Porque o melhor é se
afastar de quem inquieta
o outro que para ocultar
o mal que abriga em si,
não deixar que a guerra
alheia nos leve para batalhas
que não nos pertencem
e carregar a redentora leveza
de ter construído para o amor
uma indestrutível fortaleza.
Venturas que quero
somente nos braços
teus encontrarei,
O tempo e o destino
em espiral indicarão,
as luas no caminho.
Desenhando colinas
com os meus versos,
para erguer mundos
e tombar impérios:
O Deus da Guerra
não vai mais dançar
no meu hemisfério.
Aventuras de fogo,
somente nos lábios
teus encontrarei,
Galáxia do Girassol
com amor e paixão
só à ti pertencerei.
Irrepreensível manhã
custe o quê custar,
não adianta conspirar,
porque eu sei que vem;
Não existem calabouços
que resistam o convívio
com o tempo de escuridão.
Da vida nova e do Ano Novo
ninguém que escapa,
nem mesmo por intriga
ou mau tempo que os adie;
Porque o quê é do Homem
nem mesmo o bicho come.
Nos sinais do Universo
ainda busco caminhos
como nômade que
faz a sua tapeçaria
com a luz das estrelas
e te deseja sem retórica.
Por aqui tem esperança
porque ainda há muita
poesia viva em abundância
e ainda amo a minha Pátria,
e escuto bastante música
romântica sem me importar
com o quê de mim pensem.
Da Centaurus A puxo o fio
da meada e do prelúdio
que iremos nos encontrar
numa bonita noite de luar,
não sei se é por pressentimento
ou mesmo até válvula de escape,
o apelo da imigração continua vivo.
E neste corpo bonito fico imaginando
o mapa de todas as minhas rotas...
A minha poesia
não é trabalho,
doar amor
não dá trabalho,
Pelo amor doado
ganho amor em troca,
Todo o amor dado
recebe amor de volta;
A minha poesia
é pura rebeldia,
é sutil atalho
e noiva da revolução.
Magnólias acima da onde
nós nos encontramos,
Pétalas de magnólias
sendo suspensas pelo vento.
Sob o Sol, a Lua, os astros
e as cinco luas de Urano,
Estou escrevendo poemas
para te amar sem engano.
Magnólias e suas pétalas
suspensas pelo ar,
E eu olhando as estrelas
querendo te alcançar.
Não há nada de errado
te desejar em silêncio,
E planejar mil rotas longe
deste mundo em desespero.
Magnólias acima de nós
constelando o campo,
E enfeitando a visão
serão um bouquet na mão.
Titânia, Oberon, Miranda
Ariel e Umbriel dançam,
Como ciganas na órbita
sob a regência mística.
Magnólias falam muito
a respeito do que será feito,
E por nós será perfeito
e sem hipótese de regresso.
Como selvagem assumida
não preciso de jóias na vida,
Apenas preciso de gente
de verdade e paz para ser feliz.
Ainda vendo você
como a miragem
de um paraíso perdido
em meio a primeira
Lua Cheia do ano
num rumo sem receio
que para nós antevejo.
Parece que foi
ontem que cruzastes
o meu caminho
com teus akhal-tekes
de fogo hipnotizados.
Busco por antecipação
fixar extensos territórios
que serão todos nossos,
Onde haverão pedágios
feitos de beijos, abraços
que vão transitar livres
nos recônditos espaços.
Ombros, quadris,
Norma et Regula que
em ritmos inequívocos
têm nos beijado e revela
em passos cadenciados
um futuro que nos espera.
Desta vez sem erro
me propus a jogar alto,
porque a felicidade
nos encontrará cedo
ou tarde livres do medo,
É só questão de céu
e mar aberto porque
de ti sei que já pertenço.
Você me traz para dentro
quando me distraio
com este mundo sombrio,
e me faz esquecer de tudo.
Como o Sol entretendo
a Lua Cheia no Universo,
me tocas do jeito certo
e ocupa o pensamento.
Você me seduz do alto
com encanto, salto
e este jeito macio
de se tornar a urgência.
Como Galáxia Circinus
me cobrindo de carinhos,
te quero meu e rendido
com toda a competência.
Você me coloca no peito
anjo lindo, bom e divino
sempre para me acalmar,
és ímpar para ser meu par.
Como fios convergentes
e Aglomerado do Esquadro
em breve longe do passado,
juntos estaremos lado a lado.
Nada desta tragédia humana
nunca nos vestiu, a carapuça
não nos pertence: prevenidos
preservamos o melhor da gente.
Alfa Centaurídeas
no lado esquerdo
do Cruzeiro do Sul
hão de chover
do início da noite
até o amanhecer.
Pendurei cada verso
e minh'alma de cordel
no varal do Universo,
porque não quero
voltar a pisar em falso.
Porque não quero
que meu coração
de novo tropece
por quem não merece.
O amor verdadeiro
haverá de aparecer
em tempo previsto
e antes das treze luas
cumprirem o ciclo.
É assim que eu desejo,
e d'um lindo jeito será:
constelação tu me pertencerá.
"Primaveras da Pastoral"
Do Alto do Turi é a maior,
és radiosa e formosa cidade,
das alegres Festas Juninas
és Terra de Prosperidade
vencedora da tempestade.
São sessenta primaveras
da Pastoral protegida
Por St° Antônio e o Menino
que é o padroeiro elegido.
É Terra do Progresso,
do inesquecível Muiraquitã
E repleta de esperança
de quem ama e não se cansa.
São sessenta primaveras
para toda a gente festejar
ver a Lua brilhar, o Sol raiar,
o dom da vida celebrar
e para muitos vir a inspirar.
O teu nome Zé Doca
sempre faz o povo cantar
E a sua fé faz o coração
diante de Deus ajoelhar.
A tua fé Zé Doca
sempre faz todos acordar
O teu nome é música
para o coração cantar.
São sessenta primaveras
por São João XIII
e São João Paulo II
inteiramente consentidas,
e as que estão porvir
serão ainda mais benditas.
(Homenagem aos 60 anos da Diocese de Zé Doca, Maranhão, Brasil).
Que ninguém se importe,
não veja ou não creia:
continuo sempre a mesma.
Sou a poesia desta cidade,
traçando rotas que tragam
você em alta velocidade.
Sei que você não é mais
o mesmo de antes,
e me deseja de verdade.
Vem em ti surgindo muito
antes do Ano Novo
Lunar imparáveis desejos.
Por adivinhação algo diz
que todo o dia você tem
me colocado no seu ritmo
para me colocar junto
ao calor do teu peito.
Em fascinante silêncio
desfruto em segredo
a sua capciosa sedução,
porque este romance
como o Sol está se erguendo.
