Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

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⁠Anuncio a noite mais longa

da tua história e em rebelião

para quem disse

que iria me descobrir,

no fundo percebo que

não sabe por onde seguir.



Bem antes de te conhecer

venho compartilhando

toda a poesia deste mundo

com povos vitimados

por regimes autoritários

e tropas sequestradas,

e agora com teu silêncio

que mata muito mais

que mil bombas atômicas.



Não sou página para ser escrita,

não sou flor que se cheire,

não sou livro que se lê,

e sim uma alma infinita

que não será dominada

por ninguém e nem por você.



Para quem disse tantas coisas

antes da conjunção

entre a Lua, Saturno e Júpiter,

e alguns dias antes desta

noite de Lua de Trovão,

você vai cair na minha mão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você não permitiu
que entre nós a noite
escura chegasse,
e com este charme
feito de galáxias,
cessou com tal precisão
a prometida rebelião.

Com a força dos teus
tão aguardados beijos
que antes de chegar
já estão provocando
os alucinantes desejos
que sussurram sonhos
através da minha nuca,
venho te adorando todo
o dia como deidade nua.

Os teus fortes impulsos
sensuais me dizem tudo
nesta noite de Lua Cheia
o quê por nós tem sido
cuidadosamente esperado,
e é forte, louco e faminto;
e que há de ser bem vivido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os poetas do mundo
em algum momento
da vida declararam
que gostariam de ser
o café de um alguém,
mas não da maneira
que desejo ser inteira
para você que é dono
deste charme fogoso.

Um não se ausenta
do coração do outro,
guardo as tuas fotos
como o meu tesouro
revisitado a cada hora,
do nosso segredo
sou a flor amorosa.

Em nós está o afã
pelo jogo poderoso
onde nós sabemos
que os dois lados
serão vencedores;
e que quebraremos
todas as barreiras
do autoritarismo
e seus cúmplices.

Nem mais as luas
de Júpiter duvidam
que sou a sensual
Lua no teu caminho,
a canção de amor,
e a peça mais bem
pregada pelo destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua insônia é a minha,
que a ânsia não passe
como o cometa neowise
pela América Latina.

Da tua idéia na cabeça
não faço a mínima,
só sei que de você
em noite de Lua ou não,
eu tenho feito questão.

A tua indecência é a minha,
que ela não passe
como um incenso aceso,
se for preciso reacendo.

Dos teus suspenses
com todos eles teço
as mil tramas de um
tapete no deserto,
porque engenho eu tenho.

A tua perdição é a minha,
te aguardo além do tempo,
no afã de espaços tremendos
e dos teus secretos terrenos.

Esta tua fantasia é a minha,
embarquei nessa viagem
pela loucura brindada,
talvez ser a paixão que passa
ou para ser a tua amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Saber que me tens por tua
e o teu desejo é o meu,
há algo muito além de Marte
orbitando ao redor da Lua.

Veio a tempestade e as tuas
palavras me tocaram
como serenata no balcão
e mexeram com a emoção.

Saber que me quer sempre
mesmo trabalhando muito,
quem sabe um dia o nosso
encontro de fato acontece.

Ouvir tua voz, as fotos ver
e rever, e reler que me quer:
é o quê tem me mantido
sempre com alta temperatura.

Passou a terrível tempestade
e o diálogo de hoje a tarde
virou mais um poema,
e entre nós já é primavera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Brasil, meu amor atemporal

⁠A nossa Independência
foi acrisolada por revoltas,
conjurações, sentimentos,
gigantescas emoções,
e sonhos de liberdade:

(na beira do Rio Ipiranga
sou o anseio histórico
Bicentenário por igualdade).

Brasil, meu amor atemporal,
não há ninguém que diminua
o meu apego a cada memória
gala do meu sentimento nacional.

De tudo aquilo que fomos,
somos e ainda seremos,
tudo confirma que não é
preciso que o pior aconteça
ou mesmo vir a estar longe
para amar o nosso Brasil:

(a hora de amar o Brasil é agora).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As auroras e os poentes
feitos de opala,
Uniram e continuarão
unindo infinitamente
e o amor da gente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Indaial

Na confluência do Rio Benedito,
só que ninguém havia te visto,
minha terra de palmeiras indaiá.

No Carijós de hoje já havia
um povoado acolhedor
que receberam o canoeiro e o doutor que foi um confortável apoio
para o grande sonho desbravador.

Na margem esquerda do Rio Itajaí-Açú tu já estava ali sorrindo,
Indaial querida que segue luzindo.

Com a força da imigração alemã, italiana, polonesa e dos caboclos
tu te fizeste distrito e cidade
para um povo gentil e amoroso
em terra catarinense, honra e virtude.

Com força das lavouras da tua gente
e as primeiras culturas de arroz
por mãos italianas nascia
com o seu sonho de liberdade.

Tu és minha Indaial querida,
minha cidade favorita
com essência na independência,
que eu a amo infinita
e que só conhece na sua própria
força o progresso de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠És das nossas vidas

o ponto de partida,

Com as tuas cores

ancestrais mantidas.



Meu pendão místico

sob o signo perenal

de vinte e sete estrelas,

Pelo teu verdor devoto

cada instante da vida.



Do Príncipe dos Poetas

és a letra novembrina,

o nosso povo é o augusto

do teu amarelo ouro.



Sob a azul celeste aliança

não perderemos jamais

a esperança e a fé que

nunca se cansa por ter

orgulho de aqui nascer.



Meu pavilhão etéreo

e signo de amor terrenal

da Pátria da minha vida

é a nossa Bandeira Nacional.



A alvura marcada nos

teus valores positivistas,

É o quê nos identifica

como a Pátria pacífica

e a sempre os reverencia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bicentenário Soberano

Da herança da própria
imagem renunciada,
Em mim está viva
e vibrante a fibra
de Maria Quitéria.

Do chacoalhar
das ervas e do brio,
Maria Felipa em meu
peito vive e o medo
do futuro rejeito.

Do enfrentamento
e coragem sou a filha
de Catarina Paraguaçú
que nada na vida
detém ou intimida.

Do martírio santo
de Joana Angélica
sem pranto vivo
a prova de cada
desafio que é oferecido.

Só sei que eu sou
a poesia daquelas
que deram tudo
de si para que
o país chegasse até aqui.

Deste Bicentenário
como a poetisa dos invisíveis
deixo o meu marco
o apego inabalável
pela nossa Soberania.

E cada fagulha etérea
da minh'alma patriota
que mantém alimentada
a almenara inapagável
do imenso amor pelo Brasil
sublime e inquebrantável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não escrevo poesia
para me mostrar,
Caminho com a certeza
que vamos todos
chegar no mesmo lugar.

Fui bem criada e seria
até pecado lamentar,
e eu conheço bem
na vida o meu lugar.

Sou convictamente
a poetisa dos invisíveis
que pelas mãos do Universo
continua a se guiar
e continua a acreditar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Percorri toda a estrada
do sofrimento feminino,
Já não mais conheço
o caminho de volta,
O silêncio já é a resposta
como a noite de Lua Cheia.

Com a cátedra de quem
passou por esta estrada,
Posso dizer a vontade
que com as lágrimas de
uma mulher em nenhuma
circunstância da vida
se produz um bom perfume.

Por consciência terrena
optei ver toda a cena
pelos olhos de James Webb,
com a cara lavada e sem retórica:
O berçário de estrelas
e a magnífica dança cósmica.

Poligráfico é este poema
porque não cabe a mim
e a ninguém adentrar
histórias que não fazem
parte da própria biografia;
Claríssimo é o sentimento
que fez alcançar este momento
de dizer o quê mereceu ser dito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Não existe pós-verdade
tudo nesta vida
ou é verdade ou é mentira,
Devemos amar o Brasil
de verdade acima
de qualquer divergência
e todo os dias.

Só sei que o amor que
temos é dádiva
desta magnífica Pátria,
E o mérito deveria
ser em regra
para quem o merece.

A recíproca muito
além do Bicentenário
da Independência
deveria ser prática
diária por tudo aquilo
que fez com que
alcançássemos até aqui.

Só dizer que ama
o Brasil não é o suficiente
é preciso conviver
com quem pensa diferente,
E não atentar contra
os símbolos nacionais
e suprimir tudo o quê
nos fez e faz Pátria,

Preservando o nosso
idioma que é a maior
herança da antiga da Colônia
que nos permite
a unidade poderosa
que nos faz Pátria pacífica,
gigante e não devemos deixar perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sonho que não venham
nunca mais ser trocados
os nomes dos heróis,
as placas das ruas
e os nomes das nossas
cidades e que entre
nós não haja nunca
mais baleados por
ordem do invasor
que é em si a verdadeira
tragédia para si mesmo.

Há quem perdeu a noção
daquilo que o invasor
faz o tempo todo contra
nós é um crime bárbaro,
Cada poema meu há
de ser mais forte do que
cada míssil pelo invasor
contra a Ucrânia lançado.

Não acolho com a minha
boca fechada e nem com
os braços meus abertos
que os caminhos com
gente mesquinha que
nega a agressão contra
a soberania venham
a se cruzar nesta vida.

Chega desta tragédia
distribuída na terra
dos meus ancestrais
e além fronteiras
desta estúpida guerra
de um invasor que tem
se comportado pior
do que qualquer fera.

Onde idioma ucraniano
não tem escapado
da voracidade e tem
sido forçosamente
obrigado a ser silenciado
por ordem deste invasor
que tem espalhado
a tragédia que é para si
diante dos olhos do mundo.

Por causa de tudo isso
na correnteza das águas
do destino eu atirei
o meu Vinok para a paz
e o amor vir de tanta
dor nos salvar daquilo
que está a sufocar.
sem perspectiva de cessar.

Enquanto isso, os campos
de trigo estão a queimar,
o bombardeio a estourar
e muita gente pelo mundo
afora com tanta mentira
sempre está a compactuar;
e eu não posso me calar
e o algoz tem aprender a parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Às vezes penso que
o meu continente
está mergulhando
lentamente no lago
parado da morte.

Na América Latina
não tem sido nenhum
pouco diferente,
E imparável só penso
a cada dia mais
em resistir porque
junto eu não
vou e não quero ir.

O atraso processual
anda castigando
os presos e as paredes
das prisões e existe
um oceano de gente
que finge não ver.

O velho tupamaro
originário segue
em martírio há
mais de vinte dias,
E a Comandante n°2
em situação infernal:

(países diferentes
num pesadelo igual
com ideologias
e tragédias coincidentes).

Não é segredo que
corações maus levam
qualquer ideologia
à total deriva e tudo
o quê leva na vida
tempo para conquistar.

Em Fuerte Tiuna
estou entre aquilo
que muito machuca
e tudo aquilo que
é muito impossível
de compreender.

No meio desta
gente que precisa
de paz para se entender,
todo o santo dia
quero saber da tropa,
do General e do mapa.

No Guadacapiapu-tepui
do Esequibo Venezuelano
por todos e tudo isso
insisto nos meus versos
latino-americanos com a intimidade
que todos ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Yantias em parte da cena alterada,
A caminhada não será parada,
Karma para uns agora é carma,
O silêncio de quem deveria falar,
Não vai atrapalhar por nada,
Tua fé também é a minha,
Isso ninguém vai nos roubar,
Poesia contemporânea desta terra:
União da gente que ninguém quebra;
Todos vão nos ver juntos por aí,
E sentirão orgulho da nossa História
Porque o Esequibo é todo nosso,
Unidos sempre e imparáveis
Iremos vencer os inimigos do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Poesia oculta feita de vários
livros nas estantes das bibliotecas,
Assim sou eu a abrir caminhos
para todas as descobertas.

Por mais que fechem ou queimem
sempre serei aquele livro
que ao reaparecer iluminará alguém
quando menos esperarem.

Porque silenciosa de vários livros jamais serei rebelião controlada,
Podem me fechar ou queimar,
que sempre haverá alguma escapada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bom dia

Bom dia para você
que levanta ante do Sol raiar,
E que leva um sorriso
no rosto o dia todo
para muitos corações iluminar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se é realmente
como dizem que
"lugar de mulher
é onde ela quiser",
Escolhi no teu
coração viver,
e ser a sua mulher.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio na Feirinha

Quando fecham
a rua para celebrar
a nossa Cultura,
Rodeio na feirinha
vem se orgulhar
em peso dos sabores
e dos saberes
herdados ao longo
da nossa História,
Somos um povo
amável e acolhedor
que temos por nossa
cidade muito amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt