Poema de Amigo de Augusto dos Anjos

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Desejaria que houvesse o cuidado de lhe escolher [à criança] um condutor [preceptor] que antes tivesse a cabeça bem feita do que muito cheia.

Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?

Nas revoluções dos povos a insignificância é a maior garantia de segurança pessoal.

A mais útil e honrosa ciência e ocupação da mulher é a ciência dos cuidados domésticos.

Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição.

Ambicionando o louvor e admiração dos outros homens, provocamos frequentes vezes a sua inveja e aversão.

Censuram-se severamente defeitos à virtude, ao passo que se não poupa indulgência para as qualidades do vício.

Os escolares preocupam-se em segredo com o mesmo que preocupa as raparigas nos internatos; faça-se o que se fizer, elas falarão sempre do amor, aqueles das mulheres.

O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.

Um versificador não considera ninguém digno de ser juiz dos seus versos; se alguém não faz versos, não sabe nada do assunto; se faz, é seu rival.

A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.

A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.

Os bons presumem sempre bem dos outros; os maus, pelo contrário, sempre mal; uns e outros dão o que têm.

É triste a condição de um velho que só se faz recomendável pela sua longevidade.

Acontece muitas vezes que somos estimados na proporção em que nos estimamos a nós mesmos.

É um gládio perigoso o espírito, mesmo para o seu possuidor, se não sabe armar-se com ele de uma maneira ordenada e discreta.

Os maus não são exaltados para serem felizes, mas para que caiam de mais alto e sejam esmagados.

A avareza é um nó corredio que aperta cada dia mais o coração e acaba por sufocar a razão.

É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Os bens que a ambição promete são como os do amor, melhores imaginados que conseguidos.