Poema da Geladeira Elisa Lucinda
“...buritizeiros são testemunhas poeirentas.
Emprestei na roça tempo e gosto na labuta
Junto aos afazeres que eram sua luta
por entre o memorável frescor das bentas.
Dulce, me empenhou o sabor do jenipapo
entre quantos pulos no Corguinho Doce
e contudo se isso suficiente não fosse
do sentido da bondade não me escapo.
No mundo então onde um rei não mais enxergo
Nem pelas veredas com cheiros de rês no pasto
ela, tia, que me ensinou temor e respeito vasto.
Discernir o ruim do bom onde me aqueço e ergo
Sua falta é agora para onde me rumo
com olhar vazio pela falta que se instala.
Posso talvez sofrer pela morte que apunhala,
mas certamente há um lugar de seu aprumo..."
A Rosa tão rosa
Que se desdobra em prosa
Da minha vontade incessante
Que busca em ti a todo instante
Como o baile das pétalas ao vento
Um prazer e ternura que são meu intento...
Esta é a minha procura
entre os espinhos de sua clausura
Com toda minha vontade de te invadir
nesse orvalhado respingo de amor pedir
O desabrochar aveludado de tão bela flor
Como é minha rosa que perfuma e dá calor.
"...no mundo que vale a pena
Onde cicatrizes cortam a terra
Ora seca-molhada ou tenra
e lágrimas mais soluços encerra
Que esse convívio em ser
por entre exemplos a toar
minhas horas a não esquecer
esse bem nunca vai acabar..."
Ainda que muito esteja perdido, muito ainda nos resta;
à saudade de correr pelos dias quentes do velho Chico
mesmo que esteja perdida aquela força de outros dias,
que movia cachoeiras e ilhas; somos o que nos restou,
aquela coragem única nos corações de largueza infinita,
velhos pelo tempo e pelo destino, mas persistentes sim
se em nossas duras almas for, esforço a retribuir tanto carinho...
..até existe por ai uma porta para a solidão,
Sendo que nunca a fitei de perto...
Mesmo quando apegado em pouco
quero muito o viver e até a dor amar...
Diante desse mundo contraditório,
parecendo que nada mais interessa...
Não me esqueço que me resta a vida
mesmo com o desuso da navalha...
Meu senho certamente chegará bem
no recomeço de cada amanhã...
Sei que até no silencio de Deus
muitas batalhas são vencidas..
Passar pela vida como uma sombra escura
Não é grata missão nem bondosa elegia
Mas a minha batalha segue pelo dia
Nos versos de dor que encontra a cura.
Sei que poderei apenas relembrar
a pele cor pêssego maduro,
mas neste caminho perduro
onde pude no gozo de outrora beijar.
Mas sei que serei chamado num raio de luar
Para o umbral das nuvens e do céu, partir
E certamente há um momento sublime por vir
Onde até Sócrates e Galileu vou encontrar.
E meu semblante não estará mais pálido e branco
Pois sabia que pelo menos no céu poderia
Novamente ter quem eu tanto queria.
Com o coração vencer qualquer pranto.
.... só me dei conta das profundezas
onde retorcidas raízes são arrancadas
na despedida e na derradeira separação....
Procurei sol brilhante que aquece mais
que uma família inteira em horas tristes
e lança fé na prece e intercessão divina...
Sei que no firmamento colorido é você
que perdura nalguma estrela a doçura
que me fez valente a procura de justiça ...
foram-se minhas esperanças perdidas
pois chegou hora do amor encontrado
a revigorar minhas forças a cada dia....
Noites serenas,
poesia cantada à capela.
Desejo entoado em mantras
que ecoam no ventre das trevas.
Sorriso apagado.
Um momento de autoflagelo.
É o espelho da alma exaltando
as escaras de um mundo ébrio.
Alvorada. Desvairado disco.
Mais um equilibrista caminhando
na luz e na escuridão.
Razão de existir
Onde estão as belas frases lidas, escritas?
Lá, estão elas
Nos livros amarelados
Em cada objeto desgastado
No sentimento, congeladas.
É o que basta,
Estarem em algum lugar.
Ouro
Em cada esquina, cada rua...
Sinto no ar
Outra chance, um novo despertar...
Aquelas lembranças da infância
O piso que ando, as paredes e as plantas...
Fazem meu coração de abrigo
Para as memórias profundas
Que trago comigo...
Todo hoje é um novo começo...
Pra uns é apenas uma manhã...
Pra mim é a liberdade
Cantando em mente sã
Os tempos são outros, mas o lar é o mesmo...
Conheci o valor do outro e não parei de lutar...
Mergulhei em águas profundas
Pra aprender a me renovar...
E assim sigo...
Brindando à vida.
Depressão não é brincadeira. ela não sangra, não vaza ,ela simplesmente seca a Alma, o raciocínio,, a razão ,a paz, a vida!!!
A Depressão é uma dor real, sentida intensamente por quem se sente completamente sozinho mesmo em meio a multidão!!
Amor, Família,Fama, Dinheiro, Poder, beleza, nada disso importa quando o vazio toma conta!
E mais um dia das mães chegando,!
como se Mãe e Pai tivesse dia marcado rsrs
É maravilhoso ser mãe de bebes!
Mães de crianças pequenas!
mas é um tormento ser mães de adolescentes!!!
este é o momento em que eles passam a conviver em sociedade, a ver e ouvir por conta própria, a encontrar novos amigos,a frequentar novos ambientes, a fazer suas escolhas pessoais.
É nessa fase que podemos perder nossos filhos, nossos bebes, nossos anjinhos e ter que nos deparar com os jovens rebeldes,que se acham donos, da razão,donos do mundo," Não são todos assim diga se de passagem" e é ai que perdemos a harmonia do lar, da família, e passamos a viver diariamente o enfrentamento do medo, da insegurança, da incerteza e da loucura de tentar reaver o bom senso de nossos filhos!
A vitória nem sempre é garantida.
Mas mesmo com tantas dificuldades não desista de seus filhos, não deixe que eles façam o que querem ,do jeito que eles querem, oriente sempre, fale sempre ,reprenda sempre!
Não deixem seus filhos à revelia se eles acertarem Maravilha, mas se eles errarem, terão sempre a lembrança dos pais que dedicaram a eles amor, atenção e o desejo de os tornarem pessoas melhores!
A função dos pais sempre foi, é e sera educar orientar, conduzir seus filhos ,podando os maus ímpetos e implantando virtudes !
Mãe... Pai... Não se preocupem em ser somente 'amigo' de seus filhos.dizer sim é lindo, mas dizer não é a maior prova de amor que podemos dar aos nossos filhos!
Eduque-os e mais tarde eles acetando ou errando , terão a certeza de que você foi à pessoa que mais o amou e que foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo e que estarão sempre ao lado deles em Coração e Oração !
Algumas pessoas confundem amor com paixão.
Paixão tem prazo de validade.
Amor é construido com o tempo.
Oh! Minha Musa Inspiradora cortou, de forma abrupta e unilateral, o fornecimento de Inspiração a este poeta que vos escreve. Deixando-me, assim, sem a devida inspiração para fazer arte. Pois sem mulher, não há beleza natural. Sem tal beleza, não há inspiração. Sem inspiração, não há arte. Sem arte, só me resta, para amenizar a crise que em mim criaste, "Sabor&Arte" um Chocolate.
Poema: Chocolate, "Sabor&Arte"
E mesmo despido sob a luz da lua não é fácil romper as algemas do medo.
Perdidos em Oz, camuflando segredos.
Um vazio no peito criado apenas por pensamentos alheios.
A insegurança que cega o leão travando os lábios e criando freios.
Um espantalho incrédulo e atordoado em um vasto campo de girassóis.
Devaneios segredos.
Como é degradante ver uma sociedade canibalizando informação a troco de um holofote no palco da vida.
Uma ferramenta que deveria agregar e edificar valores se tornando instrumento de depreciação.
É o Homo homini lupus se adaptando e transcendendo as gerações.
Desconfiança!
Um despertar sob a observância.
Um calafrio numa manhã singela.
O agridoce sentimento entre os mundos.
Agonia!
Um olhar custoso junto à janela.
Um sentimento fúnebre lhe atormenta.
A consciência que algo próximo lhe espreita.
Desespero!
Um espectro das trevas à sua espera.
Será este o florescer de um olhar?
Surge a pergunta após gélido momento.
O estrondo!
Eis o soco na janela entreaberta.
Um tiro de canhão contorcendo o vento.
É o ceifador induzindo-o à morte.
Arrebatamento!
Um corpo incrédulo de movimentos.
Um socorro calado sob o frear do tempo.
O pesadelo vívido que transcende solidão.
Crepúsculo!
O romper das correntes e o cair no chão.
A esperança mística cria motivação.
Mas o amanhecer ainda gera inquietação.
Nessa semana, junto com um pequeno grupo de colegas, estávamos conversando a respeito do dia das mães e sobre os dilemas das famílias nos dias de hoje e, lá pelas tantas, uma colega havia dito que não gostava de assistir homenagens feitas para as mães nessa data porque, era uma e duas, e ela já chorava.
Uns confirmaram o mesmo sentimento e outros se mantiveram silentes sobre o assunto.
Eu, de minha parte, manifestei-me dizendo: eu não choro não. Não tem perigo de correr uma lágrima sequer pelo meu rosto.
Minha amiga olhou firmemente pra mim e perguntou a razão disso e, então, lhe disse: se eu chorar, rapidamente lembrarei de minha mãe me dizendo: “engole esse choro piá!”
Obrigado mãe, por tudo, principalmente por ter-me ensinado a engolir minhas fraquezas, todas elas, para encarar o mundo e a vida de frente.
Antigamente, lá pelos idos de minha porca juventude, um jovem apresentava-se como rebelde “esclarecido” e “crítico” por ter lido um livro. Nossa! Ele leu um livro...
Para recuperar a sanidade, nesta época, bastava um pouco de tempo e algumas leituras a mais para que nos flagrássemos de nossa idiotia nada original.
Hoje os tempos são outros. Em outros temos nós estamos.
Atualmente basta que o infante – não tão infante assim - pinte o cabelo, ou faça uma tatuagem, beije na boca e, quem sabe, fume um e integre uma trupe para que se sinta o suprassumo do esclarecimento, da criticidade.
E é cada esclarecimento que, só por Deus.
Enfim, diante deste quadro, francamente, não sei o que poderia ser feito para livrar a pobre alminha agrilhoada neste estado criticamente crítico de alucinação coletivista, aja vista que o indivíduo deve, necessariamente, reconhecer que está carecendo de ajuda o que, infelizmente, não é o caso. Não é o caso mesmo.
Olavo de Carvalho, com a força de sua personalidade, e com o poder de suas letras, faz o establishment tremer de raiva e chorar escondidinho; quer dizer, nem tão escondidinho assim.
E, assim o é, porque gente de geleia com coração de papelão não suporta um zoinho torto voltado pra sua direção.
Noves fora zero, fico cá com meus alfarrábios a matutar: já pensou se, hoje, tivéssemos figuras de tinteiro ferino do calibre dum Agripino Grieco, Gregório de Matos (o “boca do inferno”), um Padre Vieira, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Lima Barreto, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Paulo Francis e tutti quanti. Pensou? Já parou pra pensar nisso? Pois é, seria divertidíssimo.
O establishment, provavelmente, estaria à muito rasgando suas vestes em rede nacional e, os militares, as suas fardas; e isso, amiguinho, seria realmente impagável.
Pois é, sem essa galera toda eles já estão nessa sofrência dantesca. Verdade. Então melhor nem imaginarmos o que eles estariam fazendo se esse time estivesse hoje presente com uma conta no twitter e outra no facebook.
