Poema curto
É uma pena de prata que guarda do céu. Tudo cabe dentro daquelas sacolas pesadas de dor. Lá no fundo, resta também um pouco do amor que guardou. Sozinho, construiu sua casa. Ela não tem portas, janelas, nem telhas. É uma casa sem direito às visitas, só ele sabe entrar.
Foi um amor de verão, feito apenas de desejos, naquelas tardes quando os beijos e abraços, por mais que assustados eram seus.
Quando soprava o frescor da noite, as primeiras notas eram lembradas dos lábios distantes, tão distantes que lembrava quando, da pele fina, as mãos se fizeram amor
Mas, quando chega o final da estação, com ela também a despedida. E do vidro do ônibus, ou da janela do avião, tem sempre uma canção que começa, que dura, e que termina.
Havia páginas vazias de jornal em pratos cheios de cigarros. Ficou tudo assim, desarrumado, numa conversa da gente. Voou longe, assim, meio descrente. Mas precisou de um truque mágico para decolar. Um toque simples... Acima daquele trabalho, estava também o amor.
E por assim ser, a cor do giz que ia a mão não importava mais. Naquela selva amarga, onde a loucura era negada por quem ia esquecendo os aprendizados da dor, restou viver da saudade, se lembrar da vontade, e refletir sobre o amor.
Ficou imobilizado naquele instante. Sentiu o sangue correr quente. A saudade foi tanta, que tentou fragmentar visões sobre o seu futuro.
Não sabe bem ao certo o motivo, mas lembrou-se da casa onde o afeto de mãe tornou-se o principal refúgio.
Bom seria se todos os ventos fossem como aqueles ventos... Naquele verão, naquele entardecer perfumado de protetor solar, naquela mesa de bar.
Com o barulho do ventilador, o brindar de copos, o sorriso de outras existências. O silêncio da compreensão.
Vamos correr e rir por entre a noite, meu amor. Nos amarmos na plenitude dos impudores de nossas mocidades e então, tornemos num corpo só, as nossas duas almas.
Eu entreguei minha vida para Deus,que sem Deus não sei viver que Deus é mais que Tudo na minha vida e para sempre será..
Dê calor ao que sente frio, dê alegria ao que sente tristeza, mas jamais dê amor ao que apenas sente tédio.
Toda vez que eu te cheiro faz o meu corpo se agitar, toda vez que eu te cheiro eu estremeço sem parar, e foi assim te cheirando que fomos nos amar.
A vida é muito curta para usar sapatos apertados, que nem tomar café esquecido como alguns abraços gelados.
Alma sangra pela duvida de alma gêmea, coração fica apertado pela insegurança de alma machucada por outras almas, mas amor nunca desiste, amor cura. Não perca a fé.
Se todas as vias nos levassem a uma unica estrada, hoje tenho certeza que esta estrada seria o amor, não importa quantos desafios no caminho tentem nos destruir, o importante é o que cultivamos dentro de onde nem precisamos nos levantar para ir.
Linda e pálida, deitado em um mato com cheiro de cravo, sussurra meu nome com voz de sono, chamado dos anjos. Meu coração dispara em súbito para, só para apreciar em silêncio o som do movimento de seu corpo girando na grama.
