Poema Borboleta
A Borboleta-do-manacá
dança no caminho,
Sou a poetisa do meu
próprio destino
e de quem também
deseja poeta vir
a se tornar e espalhar
poesia por onde precisar.
Conto cada Borboleta-aro-vermelho
que vem se aproximando ao redor,
Sem receio mergulho em mim
para escrever sobre o amor.
O fel alheio não me sufoca
porque tenho vida anterior,
Sei da onde vim e para onde vou:
ser ainda melhor só cabe a mim.
De mãos dadas com o tempo
o interminável minueto,
ele sussurra e eu apenas solfejo.
Porque quem tem razão
não precisa se antecipar,
tem tranquilidade para continuar.
Borboleta de encontro raro
é a Capitão-do-mato,
Que põe o coração de quem
a encontra em disparo,
É assim que quero ser
para você quando te ver
e te retribuir colocando
no pedestal mais fino e caro.
Borboleta encontrando
o seu par para se juntar
as outras sem parar
rumando ao panapaná,
Na beirinha do rio
vejo o destino refletido
e nas correntezas leio
o poema da vida escrito.
Morpho Helenor Cramer,
linda borboleta azul
voando livre pelo Esequibo
é ali que nasce o Sol
da sua terra e do seu destino.
Borboleta e sua Metamorfose,
uma meta em cada fase,
Ovo - Objetivo que se descobre,
uma estratégia que é traçada,
Lagarta - Dos planos à prática, início da Jornada,
Pupa - Na falta de engano, depois do cansativo processo, um momento de descanso
E Borboleta - Principal meta alcançada, poder usufruir os frutos de uma vida Transformada.
Sábia Nebulosa Borboleta,
Envolve- se com astros iluminados,
Deixa em destaque a sua presença,
Reflete o brilho das Estrelas
a Sua Volta,
Dando significado a sua existência.
Linda e delicada borboleta
que desconhece a fraqueza,
devido a sua resistência,
seu vôo é liberto,
após uma árdua jornada,
vivendo uma vida intensa
e sem perceber que é temporária.
Ela, semelhante a uma borboleta, passou por uma metamorfose, enfrentando suas barreiras,
hoje, sente-se mais forte,
usufrui de sua liberdade
e segue grata a Deus
por amar-se de verdade.
És uma linda borboleta
de hábitos noturnos,
de uma alma intensa
e sentimentos profundos,
que alimenta-se de liberdade,
a noite é o teu cenário,
transforma a tua insegurança
em serenidade,
a tua beleza se destaca, a tua intensidade resplandece
num lindo vôo de vivacidade.
Lindo azul celeste
nas asas de uma borboleta liberta,
nas pétalas de uma flor delicada,
uma mescla de liberdade
expressada num vôo de superação
e na compensação do desabrochar
com uma cor de sobriedade
da sensação da veracidade de amar.
Ao meu ver, podes ser comparada
a uma linda borboleta que ama a luz do dia, mas que prefere voar à noite,
aprecia a sensação ardente
de liberdadeque ela transmite,
assim, com a delicadeza
da tua pele e de tuas formas
e o fascínio das tuas cores,
a tua beleza logo se nota
e segues com uma desenvoltura excitante que faz-me esquecer
das horas.
Dessarte, a tua natureza é sedenta, insaciável, profusamente bela,
um fogo abrasador
que sente a necessidade
de ser alimentadocontinuamente
com uma veemência inflamável
que compense a perda do seu fôlego
por alguns instantes acalorados.
Claramente, és fascinante
em cada parte,
entre a arte do teu corpo
e a poesia do teu espírito
que geram um resultado gracioso
de um jeito inconfundível.
Olho pra ela e vejo a essência de um linda borboleta que tem enfrentado bravamente cada fase da sua vida
tanto que hoje está mais bela
com suas asas feitas de amor
e resiliência, certamente, uma benção
permitida pelo Senhor, mostrando a relevância da sua existência.
Sua beleza terna é tão admirável
que aparenta ser frágil, indefesa,
desconhecem sua batalhas diárias,
o que tem feito pra sua sobrevivência,
os seus risos entres as muitas lágrimas,
entretanto, o que importa é que muito amada por Deus, por si mesma e pelos seus, uma pessoa abençoada.
Com esta visão atenta, é possível chegar a conclusão de que ela não é conquistada facilmente por estar ciente do seu valor, sendo assim, sua preciosa atenção não será prestada inutilmente, o querer que for só de fala será em vão, é preciso que o agir também se faça presente.
Metamorfose Negra
por Claudia Vitalino
Hora lagarta,
outras, borboleta —
às vezes, o contrário.
Nem sempre o voo vem antes da queda,
às vezes, é a queda que ensina o voo.
Esse direito de mudar,
de silenciar ou gritar,
de rastejar ou planar,
é privilégio
conquistado com o tempo,
com as medalhas invisíveis
de cada luta travada
contra o racismo
que marcou minha pele
feito fogo e ferro —
mas nunca calou minha alma.
Trago cicatrizes,
mas trago também asas.
Carrego dor,
mas sem perder
minha rebeldia.
Sou feita de fases,
de força e poesia.
E me recuso a caber
nos moldes que tentaram me impor.
Hoje, sou o que sou —
porque resisti.
Dei-me a liberdade
de agarrar
Nas asas da borboleta,
e ir voar.
Eu mereço ser
feliz contigo,
E um novo caminho
trilhar...
Não vejo o dia
De voltar a sentir
a alegria,
Não vejo a hora
De cheirar a rosa,
Não vejo os segundos,
De aproximar hemisférios
e mundos,
Não vejo os minutos
De nos reaproximar
resolutos,
De que seremos
felizes juntos.
Dei-me a suavidade
de pairar
Nas sombras das tuas noites,
e brilhar
Repleta e incrivelmente
estelar;
Arrisquei-me no abismo
do sacrifício
Do teu amor desperdiçar.
Eu tenho que insistir
e acreditar,
Que o amor é grande,
e que não vai terminar.
Mesmo que adversamente
estamos distantes,
Crer que o pesadelo
um dia irá acabar...
Orbito nos horóscopos
secretos das galáxias,
Ninguém me captura
nem por medo,
Como borboleta nômade
não tenho e não terei
nenhum governo;
Não há autoritarismo
que me dobre ou prenda,
A minha liberdade interior
é a indestrutível crença.
Tentar insistir é loucura,
trago os signos
e as fases da Lua,
Como borboleta nômade
vivo pronta a escapar,
Ninguém nunca
há de me dominar;
Tenho vela, bússola
e orientação interior:
ignoro o quê tumultua,
Estou por onde você
menos imaginar
todos os dias
sempre a surpreender
onde menos esperar.
O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela estará ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.
(...) Que era um bicho, um bichinho desses ariscos. Coelho, borboleta. Um rato. É preciso cuidado com o arisco, senão ele foge. É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo. Cada movimento em direção a ele é tão absolutamente lento que o tempo fica meio abolido. Não há tempo. Um bicho arisco vive dentro de uma espécie de eternidade. Duma ilusão de eternidade. Onde ele pode ficar parado para sempre, mastigando o eterno. Para não assustá-lo, para tê-lo dentro dos seus dedos quando eles finalmente se fecharem, você também precisa estar dentro dessa ilusão do eterno.
