Poema Azul
A Borboleta Azul
Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.
Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.
O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.
E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.
E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…
E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.
Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.
Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.
Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.
Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.
Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.
Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.
Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.
O amor é azul
Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.
Voltar não é uma opção.
Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.
Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.
Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...
Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...
E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...
E ele nos levou
a um belo campo distante...
Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?
E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...
Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...
Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...
Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...
As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...
As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...
O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...
Doeu perceber.
Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...
"Te afastei...
com medo de não te caber.
Mas você ficou."
Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:
— O nosso amor
é único e verdadeiro.
E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.
E naquele instante,
entendi:
o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️
Ouvindo o barulho do mar,
Sentado na areia,
Com esse céu azul bonito,
Que se perde no infinito,
Tenho vontade de dar um grito,
Onde estás minha sereia.
Seus olhos azuis...
de um azul profundo do céu, do ar, do mar
neles navego segura
e não me importo de naufragar...
em seus braços
cada apertado abraço
mais leve me faz ficar...
no seu corpo meu corpo porto seguro a encontrar...
e a vida de leve levar
no mesmo caminho seus olhos azuis
pra sempre vão me guiar...
por que me faltam palavras
quando alto quero gritar?
Sussurro: te amo, te amo, te amo...
vou com este amor pra onde ele quiser me levar...
olha esse céu azul,olha essa vista pro mar
esse visão q é mais do que perfeita
é algo único de se vivenciar
algo que se sente apenas uma vez na vida
chega até a me arrepiar
meu coração e minha alma, sincronizados na mesma batida
me ponho a imaginar
como essas coisas são bonitas
mesmo em um mundo tão sujo
queria viver em loop esse momento
talvez resolveria tudo
curaria certas feridas,eu diria
causadas pela vida
causadas pelas intrigas
causadas pela inveja
causadas pela agonia.
"CURA".
O SILÊNCIO
O tempo fechou
As nuvens pretas tomaram o espaço de todo o céu azul.
O sol foi embora, não vejo a lua.
Começou a chover.
Me calo, mas grito em silêncio
Mudo o foco, mas o grito ainda arde meus ouvidos.
No tom certo
O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.
planeta Terra
Mundo orbitado
No tempo e espaço
Parece azul ,vazio
Inabitado.
No entanto, há um traço
É um canteiro de obra
Pura ação de manobra
De rotação e translação
Estância de vida e gravitação.
Força energética de renovação.
Mundo
Tu viste um mundo orbitado
Azul vazio ,quase pronto!
Eu vejo canteiro de obra
Placa tectônica que "entra em serviço"
E mãos que chegam com argamassa.
com botas sujas de barro,que o amassa.
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
Ainda é de manhã
Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.
O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.
Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:
O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.
Já é tarde agora
Já é tarde agora,
O céu se ilumina com o brilho do sol,
O azul intenso toca o horizonte,
E imagino-te perto mesmo estando longe.
Da varanda da casinha branca
No quintal que dá pra floresta
Mas montanhas que enfeitam a paisagem
Temos um verde em festa...
Imaginar-te sorrindo,
Acreditar que o fazes
Faz esse dia tão lindo
Que queria eu não tivesse fim
Parecer te pegar no colo
E trazer-te pra perto de mim.
-Pekenah
Joga com ginga ( Brasil )
Azul e amarelo riscam o céu,
Na rua o batuque escreve no papel,
No peito um país que aprende e insiste, Cai, levanta, apanha…
mas não desiste.
Tem fé na voz rouca da multidão,
No pé descalço virando canção,
Cada esquina guarda um sonho inteiro,
De um povo teimoso, bonito e guerreiro.
Brasil, Brasil,
coração na palma da mão,
Entre o suor e o sorriso,
é só emoção,
Brasil, Brasil, quando a bola vem,
Até o mundo aprende a sambar também.
Brasa, fogo no coração,
joga com ginga
— é arte em ação.
E quando a bola rolar,
É mais que jogar…
É rua, é raiz, é lembrar
De onde a gente vem.
Brasa, deixa o fogo levantar,
Joga com ginga, o mundo vai parar”
É nossa hora de conquistar,
Mais uma estrela pra eternizar.
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
De onde eu vim
De onde eu vim
O céu é mais azul e as estrelas nem te conto.
De onde eu vim
Tem três sóis, um amarelo, um azul e um verde,
Então vivo em um lugar que todo o tempo há sempre um arco-íris no céu.
De onde eu vim
As flores tem um perfume sem igual
E a natureza deve ser a mais bela da galaxia.
De onde eu vim
Deus quase fala comigo, de tão perto que ele está.
De onde eu vim
A Paz é sempre constante
E vivo maravilhosamente feliz.
Mas a saudade apertou, porque lá, você é a minha parceira na dança,
nas aventuras, nas alegrias... em tudo você está comigo.
Lá, é você quem encanta meus dias, você é metade de mim.
Então, cheguei bem perto de Deus e falei:
— Aqui é muito bom, Senhor, mas sem ela meus dias estão sem graça.
E Ele respondeu:
— Vai, meu filho querido, vai ao encontro de sua amada, ela também precisa muito de você.
Por isso estou aqui novamente, e descobri que o melhor lugar do Universo
não é meu planeta, nem na minha galáxia, nem em qualquer outro lugar na imensidão infinita do universo.
O melhor lugar é aqui, pertinho de você, dentro do seu abraço.
Por isso estou aqui.
Me abrace!
Quando o “você” morreu em mim…
Foi em uma tarde azul de nuvens-pássaro
Constantei, de repente,
Que morreu em mim aquela distância,
Aquela ânsia
E aquela saudade,
E o você que me torturava…
E eu sorri menino,
De um riso que se desprende em meio ao medo.
Escapa o sorriso, e o coração se vê livre
De qualquer algema que tenha um nome.
E a cabeça pergunta como, onde, quando e por quê,
E o corpo só quer dançar e voar nesses momentos,
Com aquelas nuvens-pássaro
A bailarem com o vento…
As vezes sou amarelo
Ou cor de caramelo
Já fui roxo fosco
Misturado ao azul anil
no carnaval fui lantejoulas
parafraseando o Brasil
Já pintei-me nas cores
do poema de Drumond
Me embelezei dos versos
que Osvaldo Montenegriou
Até rimei melodias
que o triste palhaço me ousou.
Ela vestiu azul, azul da cor do céu,
que estava lindo, parecia pintado
era a imagem dela num desenho de Deus.
ATÉ A ÚLTIMA LUZ.
No claustro azul da noite silenciosa,
onde o tempo sepulta antigas eras,
a alma contempla as sombras austeras
da marcha humana, trágica e grandiosa.
E, entre ruínas da jornada dolorosa,
recolhe as vozes frágeis das quimeras;
mas vence os vendavais das primaveras
com a força imortal e misteriosa.
Não é a chama efêmera da aurora,
nem o fulgor que o mundo reverencia,
mas o lume interior que a dor aflora.
É a centelha da própria consciência,
que mesmo quando a existência se evapora,
persiste além da última aparência.
Marcelo Caetano Monteiro.
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
