Poema Azul
Periscópio sensorial
Um coração azul,
traz mistérios infinitos...
sendo azul,
ao que parece...
Por conta de um meteorito.
Traços
Com o lápis no papel
E o pé no chinelo
Eu desenho o céu de azul
E também de amarelo
Com a caneta
Eu desenho o sossego
Desenho o passado
E também o morcego
Desenho o presente
E pressinto o futuro
Um recinto fechado
Fechando teu ego
Com a caneta
Eu derrubo a marreta
Construo a cadeira
E tranco a cadeia
Desenho um índio na sua aldeia
Dançando tango e fazendo careta
Com a caneta
Eu escrevo o seu nome
E com lápis seu sobrenome
Com a borracha
Eu apago o passado
E escrevo outra história
Com você do meu lado.
Dia e noite
No seu olhar me perco
Me deixo levar por esse azul que me hipnotiza
De uma cor que lembra um lindo dia no parque
E quando me deparar com o céu verei a imensidão do seu olhar
E então ficarei mais perto de você
Sob o luar te peço para contemplar as estrelas
Pois elas nos acompanharão onde estivermos
E talvez, só talvez, você veja
O brilho que vejo em seu olhar
E nessa hora a distância não mais importará
Te desenhei em meus sonhos
delineei cada curva do teu corpo
pintei seu olhar azul clarinho
e fiquei a admirar-te um bocadinho
Seus cabelos esvoaçantes
carestia benigna
simpatia por tua beleza
simpatia por tua delicadeza
Olhando suas formas
deslizando sem pressa de hora
desejando teu toque respeitoso
decifrando teu sorriso malicioso
Vividamente
intensamente
ardentemente
secretamente
Sentimentos impudicos
pensamentos puros
envolvendo-me estou
encontrando em ti, quem eu sou
AZUL da cor do
Céu,
Mar;
Dos seus olhos que veio para unir
Para renovar
Um Azul Marinho
Ou piscina talvez
Mas que apareça depois de mais um dia de luta,
BRILHANDO
Para cada segundo
Tu possa deixar alguem pensando
No teu mais belo significado
RENOVAÇÃO.
O VASO PARTIDO
O vaso azul destas verbenas,
Partiu-o um leque que o tocou:
Golpe sutil, roçou-o apenas
Pois nem um ruído revelou.
Mas a fenda persistente,
Mordendo-o sempre sem sinal,
Fez, firme e imperceptivelmente,
A volta toda do cristal.
A água fugiu calada e fria,
A seiva toda se esgotou;
Ninguém de nada desconfia,
Não toquem, não, que se quebrou.
Assim, a mão de alguém, roçando
Num coração, enche-o de dor,
E ele se vai, calmo, quebrando,
E morre a flor do seu amor;
Embora intacto ao olhar do mundo,
Sente, na sua solidão,
Crescer seu mal, fino e profundo,
Já se quebrou: não toquem, não.
Sully Prudhomme
Trad. Guilherme de Almeida
(*) Prêmio Nobel de Literatura 1901
O amarelo me chama a atenção
o azul me lembra o céu.
Ao ver o céu, me lembra um véu.
o que no futuro você usará.
mas convenhamos...
você aceita ou não comigo se casar?
Seus olhos azuis...
de um azul profundo do céu, do ar, do mar
neles navego segura
e não me importo de naufragar...
em seus braços
cada apertado abraço
mais leve me faz ficar...
no seu corpo meu corpo porto seguro a encontrar...
e a vida de leve levar
no mesmo caminho seus olhos azuis
pra sempre vão me guiar...
por que me faltam palavras
quando alto quero gritar?
Sussurro: te amo, te amo, te amo...
vou com este amor pra onde ele quiser me levar...
"Gosto do simples, gosto do azul, gosto dos tons de laranja misturados com vermelho no pôr do sol, gosto do sorriso maroto, gosto do corpo quente e da voz ofegante, gosto do dia e do surgir do anoitecer, gosto do sonho e do sonhar, gosto do mar, do doce e da alegria, gosto de violetas e do som.
Gosto do simples que simplesmente vem..."
Olhando silenciosamente o céu azul e suas formosas nuvens brancas. Respirando profundamente o ar que a natureza me oferece, e percebendo a beleza incrível do mundo ao meu redor, compreendi que o amor é real, porque é a força que move tudo no universo. O conflito existe porque o inventamos. A nossa falta de gratidão interior tem gerado os problemas exteriores.
As águas sobre as pedras, os animais que nos cercam, tudo isso é o todo, e o todo faz somos nós e nós somos ele. Será que você não percebeu que somos interligados?
Borboletas inspirando sua beleza, pássaros cantando possibilidades, lagartos oferecendo sua amizade simples. O som das cachoeiras é extremamente revelador. A leveza e paz de espírito que os campos nos oferecem são enriquecedoras. A simplicidade das pessoas através de um aperto de mão, de um simples café nos oferecido, a beleza de uma chaleira se aquecendo ao fogão de lenha, e a companhia fraterna de tudo o que é vivo ao nosso redor, nos revela e intui luz a todo o momento.
A partir do momento em que nos vemos nisso e sentimos tudo isso, todo sentimento contrário ao amor some, pois não há como não amar a nós mesmos quando nos vemos no todo. Será que você não percebeu que somos interligados?
Se a chuva nunca mais cair
E o vento nunca mais soprar
Se o azul do céu descolorir
Mesmo assim não deixo de te amar
Seu olhar me pregou um feitiço
Não consigo mais me libertar
Se você meu bem não existisse
Sei que eu iria te inventar
Olhe pela tua janela
O que TU vês?
Estará o céu azul, sem nuvens?
É noite, é dia, é manhã, é tarde?
Sim.
Não, não ficará.
Não permanecerá.
A terra gira.
Junto com ela, a vida gira.
Tudo vai, e nem tudo volta.
O vento leva embora.
Leva o céu, leva o sol.
Não adianta acreditar.
É tudo um circular de gerações.
Rode, rode, rode no centro do salão vazio.
Logo, tudo muda.
Mudam as estações, mudam os anos, mudam as pessoas.
O que resta?
O que resta é a solidão.
A música.
A lembrançã e a solidão.
Olhe pela tua janela.
O que tu VÊS?
Ela vem com seu vestido florido de chita.
Sobre os cabelos um laço azul.
Sorri pétalas suave e caminha com graça.
Tem sabor de fruta sem igual. Ela tem gosto
de mel, céu, carinho e cuidado.
Prateado e azul
Para Marc Chagall
Andreia Clara Galvâo
Num dia distante
Sem você, mas comigo
Vi um mar tão bonito
Prateado e azul,
Silencioso e plano,
Cheio de música
E de lua
Você, onde andaria?
Meu Querer
Queria ser o passarinho azul que na manhã clara vem te acordar
Queria ser um uirapuru que Você ouve a admirar
Queria ser um Beija-Flor para seu cheiro sentir, seu sabor provar.
Queria ser a carta que Você espera com ansiedade.
Mas sabe o que eu queria ser mesmo?
A pessoa que Você ama de Verdade
Céu azul,noite clara
A noite é ilusão
Traz lembranças e saudade
Do amor que esta longe
A noite,tem gosto...
Do beijo ardente gostoso
A estrela cadente
O pedido não atendido
E a noite continua
Chega a madrugada,
Avisando que a noite se finda
Com ela a ilusão
Da volta inexistente
Qual é a cor dos seus olhos!?
Azul, Verde, Castanho, Mel, etc...
Pra mim não faz a mínima, pois tudo
o que vejo são com os olhos do coração!
As Palavras
As palavras ganham asas
E é provável que voem
No azul, até ao infinito.
As palavras rasam a verdura
Dos prados e mergulham fundo
Em lamas espúrias.
Algumas, porém, anoitecem...
Como se uma ave
Me sangrasse na mão
Uma pedrada.
Uma bandeira vermelha, o manifesto do caos.
Verde , Amarelo e Azul, manchado por um vermelho sangue, sangue derramado do povo, do suor, das lagrimas do sofrimento, somos apenas escravos de um sistema, totalmente dependentes de um contrato social, uma infamia denominada democracia, um pacto de sangue chamada constituicao.
Nao e a verdade que rege este pais, mas a mentira, a traicao a usurpação, é um conjunto de regras sociais elaboradas sem nosso consentimento, a violaçao da ordem, e a destruicao do progresso. Somo uma vergonha.
