Poema Azul
No tom certo
O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.
planeta Terra
Mundo orbitado
No tempo e espaço
Parece azul ,vazio
Inabitado.
No entanto, há um traço
É um canteiro de obra
Pura ação de manobra
De rotação e translação
Estância de vida e gravitação.
Força energética de renovação.
Mundo
Tu viste um mundo orbitado
Azul vazio ,quase pronto!
Eu vejo canteiro de obra
Placa tectônica que "entra em serviço"
E mãos que chegam com argamassa.
com botas sujas de barro,que o amassa.
Ainda pulsa a esperança
O fogo devora o verde,
o amarelo, o azul profundo,
uma bandeira queimada como memória de um sonho.
Ruas viraram cinza
e eco de passos perdidos,
mas ainda pulsa a esperança
em meio ao abandono.
As chamas refletem o caos de cidades em pranto,
carros queimados,
prédios que choram fumaça.
No horizonte,
silhuetas caminham sem destino,
como sombras que guardam histórias de um povo ferido.
O céu se abre em nuvens pesadas, carregadas de medo,
helicópteros cortam o silêncio
de uma pátria em alerta.
Mesmo na destruição,
há um grito que insiste:
“Olhem para nós,
aprendam com a dor
que carregamos.”
E assim, entre brasas e escombros, o país respira,
resiste no eco de vozes que ainda não se calaram.
A bandeira, ferida, ensina que mesmo em chamas
pode brotar a coragem de recomeçar.
Ainda é de manhã
Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.
O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.
Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:
O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.
Já é tarde agora
Já é tarde agora,
O céu se ilumina com o brilho do sol,
O azul intenso toca o horizonte,
E imagino-te perto mesmo estando longe.
Da varanda da casinha branca
No quintal que dá pra floresta
Mas montanhas que enfeitam a paisagem
Temos um verde em festa...
Imaginar-te sorrindo,
Acreditar que o fazes
Faz esse dia tão lindo
Que queria eu não tivesse fim
Parecer te pegar no colo
E trazer-te pra perto de mim.
-Pekenah
Joga com ginga ( Brasil )
Azul e amarelo riscam o céu,
Na rua o batuque escreve no papel,
No peito um país que aprende e insiste, Cai, levanta, apanha…
mas não desiste.
Tem fé na voz rouca da multidão,
No pé descalço virando canção,
Cada esquina guarda um sonho inteiro,
De um povo teimoso, bonito e guerreiro.
Brasil, Brasil,
coração na palma da mão,
Entre o suor e o sorriso,
é só emoção,
Brasil, Brasil, quando a bola vem,
Até o mundo aprende a sambar também.
Brasa, fogo no coração,
joga com ginga
— é arte em ação.
E quando a bola rolar,
É mais que jogar…
É rua, é raiz, é lembrar
De onde a gente vem.
Brasa, deixa o fogo levantar,
Joga com ginga, o mundo vai parar”
É nossa hora de conquistar,
Mais uma estrela pra eternizar.
"O amor é um mergulhar fundo no azul do mar e lá encontrar estrelas...
Daí, vem um tubarão branco e estraçalha tudo!'
Haredita Angel
22.11.21
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
Quem viveu cercado de tempestades
começa a desconfiar do céu azul.
Não porque desaprendeu a sonhar,
mas porque o coração passou a esperar o trovão.
Ainda assim,
há dias em que o sol insiste.
Não para apagar o passado,
mas para lembrar que nenhuma dor
foi feita para ser morada eterna.
ATÉ A ÚLTIMA LUZ.
No claustro azul da noite silenciosa,
onde o tempo sepulta antigas eras,
a alma contempla as sombras austeras
da marcha humana, trágica e grandiosa.
E, entre ruínas da jornada dolorosa,
recolhe as vozes frágeis das quimeras;
mas vence os vendavais das primaveras
com a força imortal e misteriosa.
Não é a chama efêmera da aurora,
nem o fulgor que o mundo reverencia,
mas o lume interior que a dor aflora.
É a centelha da própria consciência,
que mesmo quando a existência se evapora,
persiste além da última aparência.
Marcelo Caetano Monteiro.
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
De onde eu vim
De onde eu vim
O céu é mais azul e as estrelas nem te conto.
De onde eu vim
Tem três sóis, um amarelo, um azul e um verde,
Então vivo em um lugar que todo o tempo há sempre um arco-íris no céu.
De onde eu vim
As flores tem um perfume sem igual
E a natureza deve ser a mais bela da galaxia.
De onde eu vim
Deus quase fala comigo, de tão perto que ele está.
De onde eu vim
A Paz é sempre constante
E vivo maravilhosamente feliz.
Mas a saudade apertou, porque lá, você é a minha parceira na dança,
nas aventuras, nas alegrias... em tudo você está comigo.
Lá, é você quem encanta meus dias, você é metade de mim.
Então, cheguei bem perto de Deus e falei:
— Aqui é muito bom, Senhor, mas sem ela meus dias estão sem graça.
E Ele respondeu:
— Vai, meu filho querido, vai ao encontro de sua amada, ela também precisa muito de você.
Por isso estou aqui novamente, e descobri que o melhor lugar do Universo
não é meu planeta, nem na minha galáxia, nem em qualquer outro lugar na imensidão infinita do universo.
O melhor lugar é aqui, pertinho de você, dentro do seu abraço.
Por isso estou aqui.
Me abrace!
Quando o azul celeste vespertino
encontra o Pico do Montanhão
e concede a sublime visão
também enche a alma e o coração.
Assim o divinal acontecimento
amaina o meu pensamento
levando-me ao mergulho austral
neste céu do nosso Hemisfério.
Enquanto uns aos outros se colocam
pelo mundo afora em situações difíceis, busco e escuto com ouvidos
espirituais as notas musicais
da minha Cidade de Rodeio
que fazem crer que tudo tem jeito.
Buscando no canteiro do peito
ajeitar as flores do meu alívio
para que preparada esteja
quando encontrares o meu destino.
Na Mata de Araucária
o meu coração é Pinha,
E tu és Gralha-Azul
alimentada espalhando
Pinhão na terra fértil
e austral do coração,
Não permitindo nada
nos pôr em inquietação.
Semeando o paraíso
com sedução refinada
para deixar faltar nada,
Mantendo empolgada,
para não deixar a desejar
[o que faz inequívoca]
e enlevada a iniciativa
d'alma toda extasiada.
Não é de ontem que
tenho dado com clareza
e gala inúmeras pistas
de natureza feminina,
Da sua parte o que falta
mesmo é só a iniciativa,
Não posso o que não sou,
se não vieres, jamais vou.
Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.
À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.
Borboleta Fantasma Azul
que pode ser encontrada
entre a Mata Atlântica
e a Amazônia profunda
desta Pátria romântica.
Absoluta em ti e oceânica
é esta poesia que captura
total o teu peito a distância
trazendo a sutil fragrância.
Devoção, entrega e pendor
em íntima congregação,
querência e plena sedução.
Com desejo e imaginação
sem pausa e com evolução.
Concha
Lá longe não se sabe onde
A ideia pega salga e sopra
Vem rolando o manto azul
Num vai e vem e alguém
num barco pesca
Passa e deixa
Segue o manto que banha tudo
Sobe e baixa
Cheio de peixes lá no fundo
Olha o tanto que dá pra escutar
Será concha será letra será
O uuuuuh do vento
E o sentimento na areia
Sai no banho não sai não sai a palavra mar
Vem o manto banhado tudo
E o som no último verso a quebrar
Leonardo Mesquita
O azul das hortênsias
confundido com o céu
do Médio Vale do Itajaí,
No Caminho dos Anjos
escreve sobre Rodeio
poemas para os sentidos,
e para o amor que virá
em breve nos caminhos.
Quando o amor chegar
será acolhido por nós
com infinitos carinhos,
Sei que não vai demorar
mais para nos encontrar,
Acredito que será lindo,
e você também deve
acreditar neste princípio:
[O sonho de amor quero
viver real contigo,
Do jeito doce, recíproco,
acordado e contínuo].
