Poema Amigo Cão

Cerca de 11358 poema Amigo Cão

⁠Chocolato

"O cachorro reencontrou sua arqui-inimiga: a água. Ele não esperava a batalha em pleno quintal de casa, mas não fugiu à luta e mergulhou de cabeça no duelo com sua nêmesis. O cão, não satisfeito com a vitória, ainda deglutiu a vencida em sinal de dominância. Feliz, Chocolato retorna ao lar e é recebido com glórias e honrarias: cinco minutos de carinho na barriguinha."

Inserida por djulianojacques

Na temporada das flores,
Queria eu, ter asas
E colher para ti,
As flores inacessíveis
Que florescem nos lugares
Mais íngremes e inóspitos que existem.
Queria as flores raras.
As mais raras.
Desconhecidas até mesmo dos botânicos.
As flores sem nomes.
Queria asas
E Buscá-las para ti,
Que Também é rara.
Mas não sou anjo e nem pássaro.
Estou muito aquém disso;
De tornar-me um ser alado.
Sou antes, um vagabundo
Ou pouco mais que isso.
Portanto,
Deixemos em paz
As flores raras e sem nomes.
Na temporada das flores,
Te darei flores simples e comuns.
Dessas que nascem em qualquer lugar.
Sei que ficarás feliz.
Então,
Mesmo que não possa voar,
Poderei andar assim;
Leve,
Como se nas costas,
Asas tivesse.



Antônio Gonçalves ⁠

Inserida por 9olivergon9

⁠SINFONIA



A música de Amadeus
Ondula estendida no varal.
Aguarda por esse poeta que escorre da calha
E desliza pela poesia que inunda a sala
Onde uma sombra de luvas brancas
Me apanha nos braços.

Melíflua e lúdica, tu me aguardas, nua,
Estirada na cama sobre um lençol de estrelas
Que ilumina a noite de cobre dos teus cabelos
E o aço da tesoura que tu usas
Para cortar em tiras esses versos
Servidos à sombra que me pôs junto a ti,
Que me cobre com a sinfonia de Amadeus
Recolhida do varal por um par de luvas brancas
Usadas para me afagar o peito
E fazer vibrar cada nota do meu corpo
Enquanto a sombra governanta
Se transmuta em uma vela
Que Ilumina nosso amor.



Antônio Gonçalves

Inserida por 9olivergon9

⁠Chuva de Sensações
Ouço a chuva qual trovão, que avassala,
Homem algum deveria ter tal ousadia,
Sentir como um cão, a melodia
Da vida a ecoar, sensível, em sua fala.

Inserida por AugustoGalia

CRESCIMENTO TEM DOR.
⁠Eu chorava cantando, olhos feito desgelo.
E por mais que sonhava, hoje é meu parecer.
Meu cão sempre comigo. Acreditei em castigo. Nós dois sem ter abrigo, latindo aborrecer.
Crescimento tem erros, às vezes vem com a dor.
Me nego me, e depois me condeno. Faz sentido e vale apena. Vale apena até a dor.
Descarto te, você hoje é problema.
Às lágrimas são tão pequenas.
Molham nem meu calor.

Inserida por Delamandra

⁠POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠#MALANDRAMENTE

Não vacila...
Nem tenta a sorte...
Quem é do meio sabe como é...
Coração de malandro...
Bate na sola do pé...

Toda minha caminhada...
Nesse imenso mundo cão...
Com malandragem de sobra...
E liberdade para conquistar...

Caio fácil não...
E quando caio...
Logo me ponho a levantar...

Malandro que é malandro...
Sabe bem como viver...
Vou continuar assim em meu caminho...
Pelas noites de luar...

Malandro sabe onde ir...
Quando deve sair e a hora de entrar...
Sabe quando deve ficar mudo...
Sabe quando deve falar...

Já dizia o poeta...
"O mundo é dos espertos"
Malandro bom envelhece...
Pedindo força ao universo...
Não vê a morte tão cedo chegar...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

O cão não é ‘quase humano’ e não conheço maior insulto à espécie canina do que descrevê-la de tal maneira.

Chame de destino. Chame de sorte. Tudo o que eu sabia é que nasci para ser o cachorro dele.

É possível descobrir mais sobre uma pessoa numa hora de brincadeira do que num ano de conversa.

Richard Lindgard

Nota: Pensamento muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Platão. É uma paráfrase do que Richard Lindgard escreveu no seu livro de 1907: Link

...Mais

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida (...) mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Paulo Sant'Ana

Nota: Versão adaptada de trechos da crônica "Meus secretos amigos" de Paulo Sant'Ana: Link. A frase é muitas vezes atribuída, de forma errônea, a Vinicius de Moraes

...Mais

Amigos são como o vento: às vezes perto, outras longe, mas eternos em nossos corações.

"Todos ouvem o que você diz. Os amigos escutam o que você fala. Os melhores amigos prestam atenção ao que você não diz".

⁠Um amigo bom, é irmão, é família
é segurança é alegria.
É confiança e mania.
É amizade que por dobro o seu preço é paz.

Amigo dos meus sonhos

Ser amigo é não se preocupar com o tempo
Mas é sempre querer ir além.
É sonhar. É brigar. É amar.
Cuidar, ensinar, aconselhar.

É se apaixonar pelas diferenças
Pois são elas que nos diferem um do outro.
É ser ouvinte de narrações
Mesmo que a história seja a mais imbecil de todas.

O maior inimigo da amizade é o esquecimento.
Um amigo quer sempre ser lembrado.
Feliz é aquele que tem um amigo presente e não ausente.

Quando há equilíbrio, tudo vai bem.
Quando há imposição, alguém sai triste.
Quando há um amigo, eu sou feliz!

Inserida por hbt

Ele transa bem? Leva você para comer bons queijos e vinhos? É seu amigo? Então fica com ele. É o máximo que você vai conseguir de um homem.

Eu não gosto de humanos, eles são meus escravos, na verdade um escravo meu escreveu isto

Inserida por Guiferty

O meu âmago acende e apaga nas escuridões dilaceradas.Entretanto brilha uma constelação perene, só que tênue, tênue por causa dos cactos estilhaçados pelos caminhos inóspitos. Transcrevo e apago, amargo o ardor desprovido, comido pelo mal abrigo. Desabrigo de um devaneio múltiplo, alumbrei as vísceras num tom estonteante. O afago me cobria naquela estação, canção não cantada em voz alguma, em tons de aquarela encontrei-me numa mistura homogênea, meandrica. Choveu cor, e eu me inundei até o último pote de tinta revirado. Dancei só nessa chuva, as tintas dialogavam comigo, e diziam que eu era meu abrigo, caiam feito as águas do céu, cantavam feito um cantor, e susurraram em meus ouvidos, que nem toda cor veio pra fazer aquarela, simplesmente se misturam e desaparecem.

Inserida por Pillarmendes

O balançar dos cabelos, os corpos em livre constância pelos ares, livres,livres pra voar aonde o coração conduzir.
Voo, voo como um pássaro solto nesse bailar de corações .

Inserida por Pillarmendes

De repente num mirante, distante, aspirante, sentei-me sobre as margaridas caídas, a pairar pelo ar; O sopror enlaçava meus fios de cabelo, era alto, planalto, de vegetação exuberante, mesclando o céu e o mel espalhado entre casulos despedaçados. Lá do alto eu enxergava as complacências dissipadas pelo ar, pelo tempo. Avistava um jardim de arbustos que plantei, reguei, parei, hoje vivos estão nas memórias dos corações, uns acesos, outros apagados, árduos de memórias insanas, inacabadas, perversas, obscenas, apaixonantes e vibrantes, desconcertantes; Conexões que se desconectaram, calafrios que se amenizaram. O sol se pôs, o sol raiou, o tempo passou e tudo mudou, nada mudou, as pessoas se mudaram, arbritaram os corações cruéis, fiéis, em viés, ao invés, entre anéis, entre céus, entre o mar, entre dropar, enlaçar, pegar uma onda, risonha, loucona; sal ardente, sal latente, a pele no sol, o sol na pele, na areia, clareia, nas ondas, na água, no fundo, o mar é antigo, fascínio, abismo, numa locução, numa navegação. Fui atriz, fui personagem principal, eu sou atriz, encenei, enceno, a vida é arte, encerrar faz parte e iniciar uma nova página, um novo enredo, é pura sagacidade, sagacidade de viver.
.

Inserida por Pillarmendes