Poema 18 anos
Talvez Etnólogo
Tenho me surpreendido comigo mesmo através do que venho escrevendo há alguns anos, e as vezes me pergunto, fui eu quem escreveu isso?
Pós Modernidade, tempos difíceis para os etnólogos que vivenciam e experienciam costumes de sociedade e povos diferentes, tentando sobreviver ao globalitarismo, cada qual, seguira o seu caminho imposto ou os mais afortunados escolhidos.
Como os monges, nós "etnólogos" mergulhamos nas sociedades e culturas, como um monge mergulha em busca da mais profunda paz na meditação, nos isolando, e ao mesmo tempo nos conectando com outras dimensões de verdades desconhecidas.
De varias palestras que participei e em sigilo comuniquei, dizem que sou intelectual, sem se recordarem de uma só frase e palavra dita, mas acham legal. Legal, simboliza, significa a lastimável condição de imobilismo e conformismo das massas imediatistas.
Pré-datado
“Anos atrás, quando eu mapeei mentalmente pela primeira vez o que significaria andar à frente, havia meia dúzia de arremessos em que eu pensava: Oh, isso é um movimento assustador e essa é uma sequência realmente assustadora, e aquela pequena laje e aquela travessia. Havia tantas pequenas seções onde eu pensava, mas nos anos seguintes, eu empurrei minha zona de conforto e a tornei cada vez maior até que esses objetivos que pareciam totalmente loucos acabariam caindo no reino do possível.”
Charles Darwin, Presente
Você é o resultado de 3,8 bilhões de anos de evolução, isto que se chama acordo.
O Impetuoso Eterno Retorno
Após anos tentando entender a generosidade de minha atitude, a interpretação do Übermensch é por demais generosa. Nunca consegui enxergar esta construção de Nietzsche, que na minha opinião, é apenas estética sem nenhum valor ético como um ser feliz, um ser satisfeito consigo próprio. Zaratustra gasta tanto tempo em críticas aos outros que, só resta uma sensação de estar lendo o texto de alguém frustrado com a existência. Um inimigo da vida real que propõe que a existência desejável é algo inatingível pelo homem.
Quando Nietzsche propõe o teste do retorno em Gaia Ciência, parece que propôs algo tão insólito como a contemplação suicida de alguns monges quando buscam para atingir o Nirvana através do jejum infinito. O eterno retorno, não é apenas impraticável, é indesejável.
Não sou especialmente sartreano, mas como eu poderia esperar ser livre num contexto de perfeição das ações. Penso que o erro e o arrependimento façam parte das nossas bençãos. São uma parte fundamental da mudança e a mudança é o desejável. O caminho tortuoso é verdadeiramente o Nirvana possível e desejável.
Atingir a meta, chegar ao fim do caminho é o inferno, ser o super-homem, viver de acordo com o eterno retorno é a morte. É o fim da aventura humana de erros, acertos, delícias e arrependimentos, amargores e doçuras. Não almejo o tempo para vivê-lo numa espécie de plenitude utópica. Sou um adorador do tempo em todas as suas dores e sobretudo na sua inconsistência tão fluida.
Como eu poderia respeitar o despautério de desejar uma vida perfeita, tão perfeita que, não mais se quisesse mudar uma nota em sua existência. O Super-homem está morto, pela própria definição do seu criador.
Sua arrogância
Foi pela idade substituída
No diagnóstico feito pela vida
Você em dois anos envelheceu dez
Pouco juízo
Falta de conselhos muitas vaidades
Dispensando tantas oportunidades
Hoje você vive sozinha e carente
Segunda chance
Depois dessa idade é um presente raro
O mundo não poupa, o tempo cobra caro
Não perdoa juros nem dá prazo a gente
Letra de Vicente Nery
Em diversos temas sobre as belezas da vida,
a criança de 4 anos adiciona sempre o mesmo.
Então utiliza-se pedagogicamente esse mesmo, para contar das belezas da vida.
Misticismo
Um minuto de conexão
Cem anos sem explicação
Silêncio contido, disperso
Paz no sentido reverso
O que contém a letra M?
O que há por trás dela?
Misticismo e tudo treme
Na contínua passarela
Opções em transposição
No infindável rumo
Quatro ou um milhão
Eu encontro ou sumo!
Por que existe alfabeto?
Só enxergo uma agora
Sob outros olhos, perto
Distante, indo embora
Semelhança que atrai
Diferença que apedreja
Esperança que se vai
Coração que esbraveja.
Tatuado com açoite
Passam os carros, passam os anos
Uma mesma vida com outros planos
Crescimento alheio às megalópoles
Impaciente com as conversas moles
Mesma rua da infância sem crianças
Não há brinquedos, novas andanças
Habitante do arquipélago da lacuna
Que nos jornais não renderia coluna
O pessimismo é fruto da observação
Fecham-se os olhos, cai outra noite
Continua sendo perdoável ter razão
Ainda que esteja tatuado com açoite
Supera e se recolhe à sua caverna
Existe tranquilidade mesmo sazonal
Não alimenta crença na vida eterna
Otimismo deveras querer ser imortal.
Resguardo da pátria
Faz 15 anos que ele foi à guerra
E, desde então, não mais voltou
Sua mulher continua no casebre
Recordando tudo o que passou
Tantos planos estão esfacelados
Em nome do resguardo da pátria
Contudo, a bandeira bem tremula
Representada por militar ou pária
O governante motiva o confronto
Pois não terá de pegar em armas
Vê o desenlace pelos bastidores
Enquanto famílias são ceifadas
Não há real vencedor na batalha
Muitos entregam seu maior bem
Tratando com artilharia pesada
Fatalmente se dizima alguém
Histórias ricas resultando em pó
De corajosos que agora jazem
Um pranto que retumba no ar
É o dos que ficam à margem
A mulher ainda está esperando
Já que ele prometeu o retorno
Em uma promessa incumprível
Do soldado morto em Livorno.
500 Anos de Luis Vaz de Camões
Lisboa 23/06/2025
Emanuel Bruno Andrade
Canto Sexto
Revelações do segundo tomo Lusiadas.
Entre linhas do além
Provem de mim para si
A procura do ouro da viagem
Corro por um percuso assim
Do desdem a espreita
O sublime fogo que arde em mim
Num velho caos a procura de ordem
Elementos que respiro
Do divino
Suspiro
Daquilo que esta vazio
Repremido pelo frio
Assoitado pelas correntes
Partes da terra submersas
Pelas tempestades
Esculpidas por gigantes
Rompendo a terra com tsunami
Olho a água
H2O o arch que vi
Da filosofia da origem da vida
Por Tales Mileto
Procuro o Homero
Descubro que me perco
Na procuro do Mito
Irado pelo corpo
Por nāo saber da Atlantida
Nem saber da letra
Descrita a algum tempo
Por um cometa
Sapato preto
Para ocalice com uma Deusa
Vou a Plutāo Neptuno
Na minha astroligia
Logica do meu entendimento
Năo percebo a sombra
Filha formosa de meu eu
Naquela madrugada perdeu
O olhar cristalino
Castigo do oculto
Vou passar o Atlantico
Para o outro lado
Para ver o recebimento
De Marte
Reparte o pensamento
Refletido e induzido
Em toda parte
Pelo vulto ou o fluido
Do invisivel da frequencia
De delonga oratoria
Num patamar almejado
Por respirar o ar que respiro
Oiço e sinto
Reflexo do vivido
Tormento cumprido
Pelo socorro de um cupido
Sono no tumulto
Ando a pairar
Para poisar no relvado
Para choro acordar
Desperto uma duzia
Poder de Santa Luzia
Lusitana
Entre damas gentis
É o que prediz a escrita
Das suas famas
Cortinas se abrem
Cortinas se fecham
Várias vezes, por vários anos.
Até que saiamos de cena
Pela vez derradeira.
No último ato, percebemos:
Éramos nós, a plateia
Éramos nós, o único ator
O único coadjuvante
O único figurante...
Sem ensaio
Sem teatro
Sem palco, e sem diretor.
Eu ainda sei muito bem como é estar apaixonado, mas estava refletindo que faz anos que não tenho esta sensação, a qual faz pensar naquela pessoa em todo instante, acelerar o coração por causa dela, seja na sua presença ou mesmo estando longe, sendo ela a protagonista de várias conversas ou no mínimo, uma contínua menção a sua preciosa existência.
Sei que tudo acontece na hora certa, então, isso no qual reflito não é motivo pra muita preocupação, entretanto, acho estranho ter chegado numa conclusão muito atípica pra mim que sempre me apaixonei tão fácil, talvez algo causado pela maturidade, pela frieza ou os dois somados, humanamente, uma clara incerteza, porém, no fim das contas é graças a Deus e sua providência.
Algumas mulheres já despertaram em mim a paixão, contudo, devido a uma decepção ou outra, ultimamente, sinto no máximo, um forte desejo, um apreço sincero, um respeito merecido, uma grata inspiração para os meus versos, a satisfação de causar um lindo sorriso, de partilhar de alguma forma de um simples e memorável momento com espíritos agradecidos num mútuo contentamento.
Atualmente, a paixão da qual desfruto é diferente, não menos importante, tenho pela arte, música, natureza, pela beleza da simplicidade, encantos celestes, o capricho do Senhor por todas as partes que me fortalecem, que alimentam a minha felicidade, que a minha alma enriquece, que me trazem alívio principalmente durante as adversidades, portanto, uma benesse imprescindível para minha brevidade.
Por enquanto, sigo minha jornada solitário, grato pela vida, só saberei se voltarei a me apaixonar com o passar do tempo e espero que se este dia chegar, que a mulher responsável seja uma benção, que eu não venha a abandonar a razão, que eu também seja pra ela uma benção, que o amor anteceda a paixão, que a Vontade do Senhor prevaleça, que um apói o outro na tribulação e que a nossa união Deus fortaleça.
Há alguns anos, certa vez, estava assistindo a um filme, no qual, em uma das cenas, foi dita a seguinte frase "A coisa mais importante que se pode aprender na vida é amar. E em troca, amado ser." , vi tanta verdade que ficou marcada na minha mente, uma indispensável aprendizagem.
Refletindo nas palavras em destaque, sem ultrapassar o âmbito humano, pensei no amor próprio, pois aquele que aprende a amar-se verdadeiramente, por conseguinte, é amado de volta e está apto para demostrar a outrem o seu amor com um valor bastante notável.
E de acordo com esta forma de pensar, a "troca" citada anteriormente trata-se de uma recompensa e não de uma condição, levando em conta que é contraditório alguém que aprendeu amar a si, ainda assim, ficar na dependência de ser correspondido por outro para só então agir.
Continuando a refletir sobre o que foi dito na cena em questão, penso que, talvez, o protagonista estivesse dizendo em outras palavras que tinha a aptidão necessária para prestar o seu amor, que estava disposto a amar e que seria muito recompensado se fosse amado de volta num vínculo salutar.
Estamos novamente no mês de agosto e inevitavelmente, costumo lembrar de que já faz alguns anos que o senhor teve que partir deste mundo, que não vejo mais o seu sorriso, chegando do trabalho, participando conosco nos almoços de domingo, não ouço mais a sua voz falando a respeito da semana que passou, contando alguma história de quando era mais jovem, enfim, a viveza dos dias comuns, porém, tinham a sua companhia, eram abençoados por Deus e possuíam um valor imensurável, cheios do seu amor.
Sinto falta das nossas conversas, das metas que alcançamos juntos, das nossas viagens, dos nossos vários encontros, principalmente, daqueles enriquecidos pela simplicidade, o nosso ânimo era mantido, arduamente, preservado apesar das dificuldades, enxergava no senhor, o meu abrigo, um símbolo de perseverança, uma luz de sabedoria durante a minha imaturidade, o herói que me acompanhava desde a infância, que lutava pelo meu bem e pela minha felicidade, que dava o conforto enquanto eu chorava tudo isso faz parte da minha maior saudade.
Mas, Graças a Deus, o que hoje me conforta é saber que de alguma forma, o senhor permanece vivo e ao meu lado me encorajando assim como o grande amor que ainda sinto, sempre que lembro da sua integridade, dos seus conselhos, dos ensinamentos que carrego comigo e alguns que aplico na minha vida, nas minhas decisões, que contribuem para minhas conquistas, nas minhas realizações, portanto, em cada fase, tem a sua presença entre muitas emoções numa riqueza de bênçãos, nas tantas alegrias que conseguem ofuscar as tristezas.
Várias pessoas passam pelo nossa vida seja por um breve momento, por anos, por um fim de tarde, por verão inteiro, por diversas ocasiões e tipos de oportunidades, onde uma parte já estava presente, outra de uma maneira surpreendente cruza o nosso caminho de acordo com os planos de Deus
e não temos nenhum controle sobre isso, apenas algumas chegam e permanecem, a maioria se afasta ou é inevitavelmente afastada entre aquelas que deixam saudades para sempre por menor tempo que tenham ficado e aquelas que já foram tarde por tão desagradáveis que são ou pelo menos, eram,
existem aquelas que vibram pelo nosso sucesso e outras que torcem pelo nosso fracasso, em todo caso, todas têm algo a nos ensinar, a nos corrigir, a nos agregar, seja intencional ou contra a própria vontade a depender de como vamos interpretar cada situação e as suas particularidades.
Por mais que haja entraves, o mínimo de bom senso precisa ser preservado, não podemos impor a permanência de ninguém, mas também não somos obrigados a aceitar todos ao nosso mundo sem nenhum critério, precisamos diferenciar aqueles nos fazem bem daqueles que só trazem danos rotineiros
A nossa ausência pode ser sentida ou desejada, portanto, esta percepção que trago não nos dá o direito de nos acharmos melhores do que os outros, porém, mostra a necessidade de sermos mais seletivos, de não sentirmos o desgosto que pode ser evitado através de um amor próprio legítimo.
Acredito que todo o nosso esforço para cativar, ser um alguém melhor a cada dia é válido, um comportamento imprescindível, entretanto, só fica conosco quem quer e principalmente quem é para ficar num relacionamento sadio bastante significativo, caso contrário, os caminhos serão separados antes de chegar a ser algo destrutivo.
Mona lisa tem o seu valor obviamente, faz anos que atrai por sua beleza muito peculiar, seus detalhes precisos, o seu olhar misterioso que provoca o imaginário sobre o que ela estaria pensando, assim, muitos olhares ficaram e ainda ficam vidrados diante dela, justificadamente, deixou "Da Vinci" bastante inspirado, um resultado belo e profundo.
Entretanto, tu és fruto do empenho Divino, um grande talento incomparável, que de bom grado deu a ti um gracioso sorriso, verdadeiro e alegre, traços delicados, sentimentos vívidos, uma alma sincera e amável, uma composição naturalmente incrível, inspiração do Deus sábio, o artista genuíno que adicionou o seu amor demasiado por toda tua estrutura.
Pois usou todo o tempo necessário até chegar nas tuas belas cores, texturas, tuas emoções fervorosas, curvas e formas venustas, lindos cabelos, essência românica, valorosa, claro que também possuis teu lado de mistério, já que graça teria se tudo estivesse revelado?A tua plenitude é bem rica, um privilégio, uma mulher intensa com a ternura empolgante de menina.
Então, chega a ser desvantagem comparar-te com a Mona Lisa por ser esta uma arte estática, uma vida filosófica, limitada, em contrapartida, és uma arte que está viva, uma poesia emocionante, trabalho esplêndido, reflexo do Deus Único e Todo poderoso, uma rosa veemente, charmosa, que apresenta um desabrochar exuberante, uma obra poeticamente esplendorosa, presença de fato cativante.
Não viveste ainda muitos anos, porém, já é bastante seguro afirmar que até agora mediante a permissão do Senhor, a tua perceção da vida tem sido salutar, sabes que ela é temporária, consequentemente, não pode ser vivida de qualquer jeito, o tempo é cada vez mais escasso, seu uso precisa ser o mais certeiro possível com um ímpeto verdadeiro, evitando o máximo de desperdício.
E penso que assim tens vivido, mesmo tendo a presença previsível e inconveniente dos erros, participando de capítulos inesquecíveis com pessoas relevantes que oferecem abrigos em forma de abraços, passando por lugares acolhedores que podes chamá-los de lar, desfrutando dedicadamente de experiências memoráveis que te deixam ofegante e muito sorridente de tanta felicidade.
Os momentos mais alegres e preciosos são aqueles registrados na mente, a maioria não está em vídeos ou em fotos ou, talvez, somente uma pequena amostra de alguns deles esteja, entretanto, nada se compara a um sorriso sincero quando ninguém estava olhando, um beijo intenso e escondido de olhares curiosos, um diálogo sadio fora do alcance dos ouvidos desnecessários entre outras coisas que constroem memórias e deixam um valioso legado.
40 ANOS.
Porque muito se diz:
“A vida começa após os quarentas”.
E na periferia é assim, a periferia é assim.
Periferia, tiros.
Pá, pá, pá...
Sangue no jornal.
Abandono total.
Quarenta anos de periferia
Não era o que queria.
O que eu queria mesmo.
Era me mandar...
Há alguns anos, o jardim da vida ganhou mais uma FLOR!
E com isso, ficou mais formoso e cheiroso...
Obrigada por existir, sua essência faz a vida mais bonita!
