Pobre
Observe:Rico, pobre, bonito, feio... Todos somos iguais, TODOS MESMO! Porque a unica certeza que temos dessa vida é o FINAL DELA. " Humildade" É disso que eu tô falando!
Posso até me queixar de algumas coisas que não adquiri na vida, mas jamais de minha infância pobre e feliz.
Pobre é aquele que não respeita os que estão no nosso encalço, aqueles que nos precedem, que estão na fieira evolutiva a qual traçamos, que nos une e por pouco nos separa. Entitular-se dono da menor obra que seja da criação é muito egoísmo por tomar pra si o que não criou, mas quem tem prazer de conviver com ela, ou mesmo na figura de um pequenino animal, necessita agradecer a oportunidade que ele lhe dá de nos colocar em nosso pequeno lugar no universo, pois conseguir ver a grandiosidade das pequenas coisas, ou amor que cabe nesse pequeno ser, e que ele pode dispensar a você, é a janela que se abre para a obra divina e pela qual podemos ver o céu.
Ai Deus, cuida de mim…
Pobre sei que sou!
Pois amar é só o que sei!
E amar, só posso e só quero uma única mulher
essa que está aqui, prestes a acordar!
Vejo o meu retrato: um menino pobre de Porto Barreiros que chegou a Goiânia num caminhão de mudanças. Penso que evoluí muito.Mas não importa o quanto eu tenha evoluído, eu continuo num caminhão de mudanças.
O homem, pobre ser humano, tem o universo para conhecer, porém, passa a maior parte do tempo dentro de prédios. Anda pelos mesmos caminhos, igual a uma lagarta que não sabe que, num belo dia, o seu destino a fará voar.
Soando o som da vida.
O som do coração... Pobre coração, que com tanto esforço guardou-se, fez uma construção.
Pensou que estava protegido de bandidos, das pessoas.
Iludiu-se
No som da gaita que soava o som da vida escutaram, som de machados.
Alguém quebrava seu muro, sua proteção, tirava do castelo.
E te trazia pro mundo, o som da gaita aumentava.
A vida aumentava
Agora não havia muros para atrapalhar a visão, estava tudo diante de si,
A dança, o cheiro, o tono da voz, as cores ganharam vida,
E a gaita aumentava a vida,
E o passo diminuía, diminuía e depois de sentir a vida, dois rodeios...
A queda
Não havia mais proteção, nem muros e quem a tirou da construção, partiu.
Estava perdida num mundo que não conhecia, que se protegia
A queda, a gaita,
Não havia mais som,
Não há mais o som da vida.
A ausência causava dor.
E o som morria dentro de si.
Amar, Amar...
Nada se dá a ti pobre coração, se de morada foste um dia e agora na vermelhidão de seu amor se encontra por amar, amar e não ter a quem amar se apega nestas palavras que um dia virá a oferecer, no declarar de um só gesto um só olhar, esse coração eis de dar a ti, que por minha irei chamar.
