Plano
Não existe nada mais Consolador para um pobre pecador quando ele compreende que não tem participação nenhuma no plano de salvação de Deus.
Em algumas ocasiões, podemos pensar que nossa existência neste mundo é eterna, mas a despedida de um amigo ou ente querido frequentemente nos faz perceber que isso não é real. Por isso, é essencial desfrutar intensamente o tempo que temos neste plano.
Você acabou com os meus planos, mas ainda bem que eu tinha outro. A vida me reservava mais um pouco!
A Execução é o fator diferencial entre a ideia e a realidade, entre o nada e o tudo...
Sem executar o plano, qualquer ideia é apenas devaneio e os sonhos são apenas nuvens boas rondando nossa cabeça.
Paixão por empreender, realizar e respirar por metas 24 horas é muito diferente de ser "horkaholic".
Aproveite as oportunidades, não simplesmente com o intuito de satisfação pessoal, mas por ter sido a individualidade escolhida no maravilhoso plano astral
A beleza que ela tem
é proporcional a sua persistência, planeja bem antes de agir,
mais esperta do que aparenta,
não é de desistir,
seu plano A pode até não se tornar verdade,
mas ainda há do B ao Z de oportunidades.
Mesmo sem ter consciência,
ela vive intensamente
como se soubesse
que a vida é passageira,
já precisou até rastejar,
mas continuou resistindo
pra que, hoje, pudesse voar
apesar dos perigos
e assim, uma borboleta
tem muito a ensinar,
com certeza,
algo do plano divino.
Todos os dias quando acordo, visto meu olhar e eternizo o momento. Todos os dias a brisa me leva a um lugar desconhecido, a um intenso e longínquo plano que se eu contasse ninguém acreditaria. Vale a pena viver quando o natural me cobre com a intensidade que a vida me quer.
Datilografia
Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Formo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavalarias
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes passagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do sul, opulentos de verdes.
Outrora...
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Na outra não há caixões, nem mortes.
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra não vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer.
Neste momento, pela náusea, vivo só na outra...
Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinístro,
Se, desmeditando, escuto,
Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Deus tem um plano pra mim
bem maior que sonhei, só dou tempo ao tempo.
Deve estar escrito em algum lugar.
Ás coisas nunca são como agente quer,
sei que só tem coragem quem tem medo,
deixo a vida decidir o que devo fazer,
Abriria a mão de tudo se vc fizesse o mesmo por mim...
Será que ele quererá. Será que ele quer. Será que meu sonho influi. Será que meu plano é bom. Será que é no tom. Será que ele se conclui.
