Pimenta
CAPSAICINA
Pimenta pequeninha
De um vermelho bem marcante
Quanto mais pequena é,
Mais picante!
Pimenta tão bonitinha
Tão sapeca a danadinha
Parece uma menininha
Mas quando você a morde,
Ela vira um gigante!
Pimenta do amor
Pimenta em prato de amor
Queima com uma chama doce
Arde como o frescor de um beijo bom
Ascende o que parecia querer apagar
Apaga a falta de vontade
Que persistia em querer dominar
Pimenta de amor é bom
É só saber degustar.
Político sem escrúpulo é como um atleta sem dor, um casal sem amor, é pimenta sem ardor, é algo assustador, um verdadeiro agressor!
Do que é feito o amor senão da doçura?
Da leveza do toque, do carinho com ternura?
De uma pitada de sal, de pimenta ou de açúcar?
Do sabor suave, sem exagero e nem frescura?
Não tem receita, nem regra, nem lei.
Amor é amor pro plebeu e pro rei.
Se é coisa de mulher, de tolo, não sei.
Só sei que te amarei, te amarei, te amarei.
"Para que ser gostoso se pode ficar muito mais saboroso?!..."
Luciana Th Assis
ManiaDePimenta.com.br
Gosto de feitiços 🦋
De varinhas mágicas
Alho, ervas, pimenta, fogo
Com a varinha de condão
Pois sou uma bruxa por um triz
Ou não quem sabe🦋
Loucura é viver essa relação sem sal.
Loucura é o beijo sem açucar, sem pimenta.
É o beijo de quem apenas cumprimenta.
Loucura é ceder ao cotidiano e perder a intimidade.
Loucura é deixar para depois. É transformar o amor em lazer.
É fazer do amor um passatempo. Um simplório ato de prazer.
Loucura é desconhecer a casa, o corpo e os pontos do outro.
Loucura é viver essa insana normalidade entre quatro paredes.
Loucura é essa extrema lucidez sem fantasias.
Loucura é reprimir desejos e fetiches.
Loucura é acumular tensões e fatigar o amor.
Loucura é perder o toque, o tato, o lúdico da relação.
Será que daqui em diante todos os amores hão de ser insosos? Sem sal nem açúcar , sem pimenta nem limão ? Porque nenhum deles tem seu encanto , seu gosto , seu cheiro...
Há na Pimenta, a suavidade da planta
Há na planta, o vigor da terra
Há na terra, a essência da alma
Há na alma, o sopro de Deus.
Amor com pimenta
Tantos poemas
Chorados
Tantos versos
Acabrunhados
Feitos nos proveitos
Da imaginação
Agora aqui estou
Imergido
Em pleno voo
De letras servido
Esperando
Uma nova emoção
Chega de vazio
Vazio leito
Peito vazio
Solidão como sujeito
Eu só queria
Poder compor
Afeto na caligrafia
Sem os rabiscos de dor
E nem porfia na teoria
E assim, uma canção
Que fale
Que ouça
Não cale
Respire
Suspire e esbouça
As videiras do coração
Compassivamente
Servindo-me de poesia
Verdadeiramente...
Sedenta!
De amor com pimenta.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23/04/2016, 09'09"
Cerrado goiano
