Pétalas
Se minhas pétalas caírem deixarei teu vento levar. Que quando na tristeza eu me fechar, que antes da primavera acordar eu possa provar: Que o tempo em tuas mãos está.
Oh que saudade da rosa branca
Aquela rosa branca...
Suas pétalas o vento levou
Seus espinhos a terra cobriu
Mas o teu amor interminável permaneceu
Como se estivesse nascido de novo
Naquele dia tão sunil!
Não deixe suas pétalas cair, porque quando estiver a viver um mau bocado, vai precisar delas, para se defender.
Pétalas são como a sua autoestima, não deixe que a tirem de si.
Os animais fogem para a cidade,
os homens para a selva,
rastro de pétalas, caule e espinho,
vereda de flores feridas,
fragrâncias fúnebres.
O chão cercado de lindas pétalas organizadas em espiral, tão belas, tão meigas mas tão mortal! A dor em buquê expõem o que deveras sente, gracioso, virtuoso, estupendo e ardente... Todavia sufocante, um verdadeiro "estrangulado amor", que brota no coração, justamente como flor.
Eu tenho medo de me olhar no espelho e ver uma flor despedaçada e amargurada.
Com as pétalas machucadas e ao acaso deixadas.
Alguém me amava e eu só ignorava.
Era uma flor ignorante e de amor próprio vivia.
Fui tão cego que isso não percebia.
Mais agora as coisas mudaram, uma tempestade veio e de mim afastou quem tanto insistia em me dá valor.
Por que ontem choveu, a chuva me molhou, pingos escorreram pelo meu rosto e se perderam em algum lugar.
Ontem eu era narciso, agora que o vento me frustrou, a visão voltou e o coração meu próprio orgulho danificou.
A ignorância acabou e o vazio ficou.
Queria inundar a minha casa, o meu quarto de flores,
enfeitá-lo com pétalas de rosas de todas as cores...
perfumes e aromas como de uma sinfonia de amor.!!
Assim linda como uma flor
Delicada como as pétalas
Respiração lenta e afegante
Era assim que ela se sentia
Quando eu a fazia feliz
Sorria e observava tudo com um olhar de carinho
Tocava com sutileza
Era assim que se sentia
Quando eu a fazia feliz
Decorava o que escrevia
Esperava ansiosa por respostas
Ajeitava seu cabelo
Colocava para o lado
Era o que fazia
Quando eu a fazia feliz
Para chamar minha atenção
Se preocupava em sair bem vestida
Colocava maquiagem
Escolhia seu melhor vestido
Para ficar bonita
Guardava qualquer objeto que lhe dava
Como se fosse seu maior tesouro
Embora fosse apenas palavras soltas no papel
Era assim que ela agia
Quando eu a fazia feliz
Falava sempre no meu ouvido
Que me amava
Sempre, sempre. me abraçava
E gritava que eu a fazia feliz
Era assim que ela se sentia...
Data da obra: 14/10/2013
Resumi minha vida em uma flor. Ela é bela, tem suas estações: às vezes caem pétalas, às vezes nascem pétalas, às vezes fica seca e se não tiver uma raiz fixa e estável pode chegar à morte.
Sou feita de pétalas de rosa
Cheirosa, delicada e bela
Transmito paz, harmonia e bondade
Mas também carrego um pingo de maldade
Como todo mundo, sou um pouco sensível
Mas o mundo não sabe ser compreensível
Meus espinhos podem lhe machucar
Mas calma, isso vai passar
Posso parecer um pouco grossa
Porém, todos têm uma mossa
Entendem como o mundo é injusto?
Por isso fico escondida num arbusto.
opióide III
escrevo versos
como quem afia pétalas
de papoula
leitosa sangria
sussurando letargia
pra folha
sinestesia líquida
(e a poesia)
é o único néctar
que nunca intoxica.
(reprovado no toxicológico).
As flores murcharam, pétalas caídas,
O orvalho molhando as terras feridas.
Do suor do guerreiro tem-se a vitória,
Lombo surrado, nem se valoriza a memória.
Violão guardado, sem valor, sem sua melodia,
Tal qual, faz falta o brilho do sol no meu dia.
