Pesadelo
Esqueceram de me falar que viver era como acordar de um pesadelo. Você sabe que está sufocado e que algo estranho aconteceu, mas nem sempre é capaz de perceber o que está lhe sufocando. Sabe que seria fácil coçar seus olhos e espantar esse devaneio para longe, mas ainda assim, prefere manter as luzes apagadas e viver essa doce ilusão. Então, aprende que nem todo pesadelo adormece, mas torna-se real.
Despertai pois, a humanidade dorme. Ilusões e paixões , os mantém em pesadelo constante. Todos manipulados e influenciados por suas próprias mazelas.
Tive um pesadelo: o amor se tornou extinto, as pessoas passaram a ser gananciosas e deixaram de se importar com as outras, não se envolviam com outra pessoa com a intenção de cuidar e viver ao lado, trocaram relacionamento por passatempo, o amor deixou de ser o que todos pensavam ser, quanto mais a ambição dominar os corações, menos amor existirá.
Talvez não espere amanhecer para acordar de um pesadelo, perceber que era sonho, levantar com o pé direito ou realizar todos meus planos.
Me diga que amor nessas trevas dentro meu coração...
diga tudo que quiser tudo mar de pesadelo...
as correntes da minha alma são apenas frio da solidão...
sinto gosto da tua boca morta tanta coisas,
que nunca senti, mas, desejei sentir...
minha alma sangra pelo amor que senti
tantos desejos mortos pelo ador desse amor...
Pesadelo, de verdade, é acordar e perceber que aquele perfeito sonho, não passou de um simples sonho.
Acordei de um pesadelo onde você me falava palavras duras, e me vi em um pesadelo onde via você virando as costa e simplesmente indo, sem olhar para trás. Me pergunto quando vou acorda dessa realidade?
Cala-te
Cala-te óh vento
Tira-me deste pesadelo
Que deixas-te nesta pobre alma
Entregue ao seu cruel destino poético
Amarfanhadas palavras no ventre amado
Magoa que destrói todos os gemidos de amor
Lírios brancos de dor no silêncio em cúpulas de ti
As vestes negras de seda soltam-se do corpo sofrido
Noites repletas do teu odor
Numa taça de sons compreendidos de amor
Cala-te óh vento que eu não quero
Ouvir os gemidos da tua dor em mim.!
Há quem dizem que sou mito,
Há quem dizem que sou morte,
Sou seu melhor pesadelo, sua sorte.
Sem cerimonia, sem rito, um ato,
Assim nasceu Renato,
Que mesmo nao sendo Gato,
Nesse mísero formato,
Renasce, resurge, revive é fato.
Posso te falar palavras de amor,
Posso te causar a mais incessante dor,
Mas se voce vier comigo,
Terá seu seguro abrigo,
Se ele largou tudo pra com voce ficar,
Contruo o dobro pra te empunhar,
É ruim gostar de um carneiro,
mas sem provocar um salseiro,
Digo que desde aquele nascer do sol,
Não sou mais eu inteiro,
Até tento renascer, fagueiro,
Mas a cada tentativa me vejo ao meio,
Metade desse mito, que ficou em Bonito.
