Pés de Criança
AOS PÉS DA EMOÇÃO
Fui no amor sonhador exaltado
tudo era para mim importante
o conto... a ilusão tão cintilante
ouvir, sentir, um feito sagrado
Foi se avivando ser enamorado
e a paixão, ardeu, num instante
com uma sensação penetrante
e um toque cheio de significado
Deitei-me aos pés da emoção
na tendência de muita direção
ri, chorei, e fui um imaginário
Ó crenças do coração, singela
és ao sentido enigmática janela
e pro sentir sustento necessário.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 julho 2024, 19’32” – Araguari, MG
DIVINA HARMONIA
Pés despidos na terra
Abençoada. Sintonia
Intrínseca de sua cintura
Com o balanço das árvores,
Em ritmo do cantar do
Sabiá-Laranjeira.
Transcende seu sentimento
Tão límpido quanto a água
Da cachoeira. O seu vigor
Vibra com a queda nas
Pedras vestidas de limo.
O ar estreme sacia os
Pulmões, o espírito.
A Mãe Natureza gratula
Sua romaria. Carpe diem!
Tem vezes que a vida manda alguém pra botar seus pés de volta ao chão..
É ruim se sentir deslocado nesses momentos
Mas pior ainda, é viver num mundo que não é seu, e depois de anos acordar nele, e não ter mais para onde ir.
Era final de tarde, havia terminado o ensaio e sentei pra ver o por do sol.
Estava com um vestido curto, uma jaqueta e meus pés estavam sujos de areia. Vinha um vento frio devagarinho.
Olhava o céu, olhava a luz refletindo na água. Brilhando.
Uma luz de sonhos, de calma.
Coragem, pois o coração cansa, levanta e persiste.
Respirei fundo e fechei os olhos.
Estava com os pés descalços. No chão haviam folhas secas, plantas com pequenos espinhos e a terra estava úmida. Mas naquele instante, isso não fazia diferença...
Então em cada passo, o vento tocava o rosto igual algodão.
Isso mesmo! Um algodão doce.
Canto de Amor ao Mar
Todos os tipos de peixes
Nas verdes águas do mar,
Mães d'água passando em feixes,
Num elegante nadar...
No mar, também sou peixinho,
Nado lento ou ligeirinho
Deixando a maré passar!
Crustáceos, no fundo escondem
Entre o coral, alga e areia,
Polvos ao mar respondem
Como aranha em sua teia.
Tenho amor pelas estrelas,
No céu e mar posso vê-las...
Mar que corre em minha veia!
Meu canto de amor ao mar
É como ele, profundo!
Nas areias, ao luar,
Deito e esqueço do mundo...
E por toda a natureza
O mar é o rei da beleza
E deste reino... me inundo!
Elischa Dewes
Cordel estilo
Mourão de Sete Pés.
Banhar-me-ei nas águas sagradas do amor, para que eu possa chegar límpida até você. De pés descalços te estenderei as mãos cheias de flores.
"Coloco-me aos pés de Jesus: queria voar como uma pomba: Ele invés me convida a apresentar-me como cordeiro!...Ofereço-me à imolação e sou afetuosamente aceitada."
Ando pela estrada
Deserta e nefasta
Cada passo
Uma nova marca
Meus pés nus
Sangram
Ao tocar o chão quente
Num calor ardente
Com um sol impetuoso
E me afundo
E me machuco
Nas rachaduras dessa estrada
Mas nenhuma sombra me aliviaria
Nem um pouco de água acabaria com o gosto de sangue da minha boca
Mas eu daria tudo pra relembrar
Todos os momentos
Os pensamentos
Sentimentos
Que me trouxeram até aqui
A se eu pudesse me lembrar
Dos momentos que me trouxeram pra cá
Das reflexões feitas pelo caminho
Dos paraísos que eu passei andando sozinho, enquanto meus pés nus ainda estavam lisos
Se eu pudesse me lembrar de como era a brisa das praias linda que eu viera a passar
Ou do verde intenso
Ou brilho imenso que meus olhos davam pelas belezas intensas do luar
Como seria bom recordar das pessoas que no começo me ajudaram a caminhar
Dos momentos
sorrisos
desconfortos
Confortos
E abrigo
Mas a visão já não é a mesma
Nessa estrada de incertezas
Só queria lembrar
Do que me fez começar a caminhar
E da razão que me levará a caminhar
Meu pés já estão lassos
Meu corpo já não aguenta tanto o cansasso
E se for verdade?
quando morremos vemos a vida passar mais uma vez diante dos nossos olhos.
Talvez seja isso
A melhor parte da vida é a morte
Em que eu me lembro da sorte
De meus pés não pararem no meio do caminho
Pois apesar do cansaso
Eu posso me lembra de ao menos ter vivido.
A alegria de brincar me contagiava
Eu ria ,caía ,corria e chorava
Eu brincava com tudo que achava
O sorriso saia e a felicidade brotava
Com os pés descalços, na terra pisava
Brincava de pega pega e ninguém me pegava
Com as bonecas falava
Futebol jogava
Bagunças fazia e depois apanhava
A noite chegava e logo eu dormia
Ansiosa ficava para a chegada de um novo dia
Mais uma decepção...
Não, não aprendo.
Continuo a confiar,
a acreditar,
a buscar,
e a esperar...
Um dia o vento trará,
eu sei que sim,
trará alguém igual a mim.
Confiança aos meus pés depositará.... essa é minha maior esperança...
ou minha esperança... é confiança nos pés de quem me guiará?
Pés no chão, sempre! Mas... Sabendo aproveitar cada momento feliz e de olho nas entrelinhas. Este é o segredo.
Cante alto e beba água,
molhe os pés na beira do mar,
é imenso como você sempre foi.
Vai longe. Vai sem medo...
“Pés fincados no chão e espírito ligado às estrelas...”
É assim que devemos nos posicionar durante toda a nossa caminhada evolutiva, pois queiramos ou não, somos parte da Divindade e não podemos nos desligar em momento algum.
Recebemos das estrelas todo o suporte necessário para que consigamos cumprir todo o conteúdo programado de nossa encarnação, nossos guias e mentores espirituais sempre tentam nos intuir no caminho mais assertivo, porém, muitas vezes, nos fechamos e não alcançamos as suas orientações.
Um dos grandes vilões em nossos pensamentos, é o orgulho que nos faz achar que não precisamos de ajuda, que já sabemos tudo ou que até mesmo que a intuição recebida está errada.
Tentemos escutar nosso coração, sintonizar com o bem, amando e buscando nossa melhora, nossa reforma pessoal, pois assim será muito mais fácil a atração das sintonias benéficas.
O estudo constante se faz necessário, pois como vamos saber nos defender das investidas do “mal”? Como vamos entender que precisamos socorrer para sermos socorridos? Como vamos aceitar que a vida continua usando da nossa fé raciocinada? Quando passamos a compreender todas as questões que envolvem as relações tanto materiais quanto espirituais, tudo se torna mais simples, a vida se torna mais simples.
A aceitação do nosso entorno, da família que estamos inseridos, do trabalho que temos, das relações pessoais. Porque estamos no meio que vivemos? Porque tenho que passar por tantas provas, tantas dores e dificuldades? Se não abrirmos nossas mentes para os estudos racionais destas questões, fica muito difícil viver e algumas pessoas não conseguem suportar e desistem da vida.
Vamos abrir nossas mentes! Podemos muito mais do que pensamos! Vamos abandonar a mesmice e a ociosidade intelectual! Antes tínhamos que ler até nossos olhas sangrarem, hoje com a evolução tecnológica, temos que ouvir até nossos ouvidos sangrarem! Não temos mais desculpas, a vastidão de possibilidades de acessos ao conhecimento não nos permitem mais “deixar para amanhã”.
Se precisar peça ajuda, fomos feito para vivermos em sociedade, para que evoluamos juntos.
Se souber um pouco mais, ensine! Ajude!
Vamos amar mais!
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