Pés de Criança

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Se o IDE não está nos teus pés, talvez Cristo não esteja no teu coração.

A liderança de Cristo lava pés; a dos hipócritas pisa em pescoços.

Deus firma os pés.
Você deixa de viver por emoções e passa a viver por convicção.


miriamleal

Ame a todos, perdoe a todos e tenha um coração limpo.
Isso faz bem para a alma, porque tira o peso. Isso faz bem para o espírito, porque mantém a presença de Deus. Isso faz bem para o corpo, porque o que a alma carrega, o corpo sente.
Quem vive com ódio, vive pesado. Quem vive com mágoa, vive cansado. Quem vive com raiva, vive em guerra por dentro.
Mas quem aprende a perdoar, dorme em paz. Quem aprende a entregar para Deus, descansa. Quem tem o coração limpo, vive leve.
Não é sobre o que o outro merece. É sobre a paz que você merece sentir.
Ame a todos. Perdoe a todos. Mas acima de tudo, proteja a paz que Deus colocou dentro de você.
miriamleal

Judas veio com a traição, Mas Tu lavaste os seus pés, Mostrando que o amor verdadeiro Vai além do que o homem é.
Pedro negou o Teu nome, Jurou que não Te conhecia, Mas encontraste o discípulo caído E o restauraste com misericórdia. miriamleal

O Príncipe e a Plebeia


Ele tinha o mundo aos pés,
castelos erguidos em promessas de ouro, mas foi no sorriso simples dela
que encontrou o único reino que valia a pena governar.


Ela não usava coroa,
usava sonhos costurados
à própria coragem,
e mesmo sem trono,
reinava absoluta no coração dele.


E quando as mãos se tocaram,
não havia mais príncipe nem plebeia
— só dois destinos que se escolheram como se o amor
fosse a única nobreza necessária.

Caminhada


O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.


Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.


A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.


Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.


Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.

De fato o dia começa depois de um café, e termina depois de um escalda pés.

Mantenha o foco, os pés no chão, a cabeça erguida olhando na direção, sem desviar o alvo do objetivo.

Todo poeta


tem canto de Inambu


e pés na terra.

Não temer nenhum risco,
num lugar secreto
de ser o universo,
e com os dois pés na terra,
com o peito aberto.


Assumir de tudo
um pouco, sem reserva,
e entre dois mundos —
selar a convergência
com lábios mudos.


De um pacto semeado
sem nenhum pleonasmo,
arcando ser de um
jardim oriental:
todas as frutas
mais doces e macias
para alimentar,
com delícias infindas,
a sua liberdade
de tão linda ave.

Com os pés descalços
nas brancas areias,
Com você no coração
navego em poemas.


(Sem testemunhas,
sem preocupações ou teoremas).

Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.


Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.


O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.


Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.

Sentado aos pés de uma figueira, imerso em pensamentos que desafiam até minha própria compreensão, percebo a tênue fragilidade do tempo. As horas se dissolvem como grãos de areia escapando pelos dedos da consciência, e o mundo ao redor se reduz a murmúrios sutis, o canto distante de um galo, o sussurro das folhas, ecos de lembranças e dilemas que insistem em me perseguir. Sem perceber, sou tragado para dentro de uma introspecção que transcende o instante, como se cada fragmento de percepção fosse simultaneamente revelação e enigma.

Meu passado foi um pedregal que feriu meus pés a cada passo. O terreno era árduo, coberto de espinhos e tropeços, e por vezes pensei em desistir. Mas hoje entendo, cada pedra teve um propósito. As dores que antes me faziam parar, agora me ensinam o valor do caminho. Nem todo sofrimento foi castigo, alguns foram lições disfarçadas de quedas, preparando-me para o chão firme que piso hoje.

Pés despidos na pedra fria, olhos que sabem de dor. Mas há no rosto cansado a chama viva do amor. Quem carrega o que é amado não sente o peso que levou.

Caminha sem pressa, Deus abre estradas ocultas sob teus pés, passo a passo, o deserto se inventa caminho.

Quem fixa os olhos na verdade encontra pés para caminhar novamente.

Teu caminho até mim foi traçado com sangue na terra. Cada pedra feriu Teus pés, não porque eu merecesse, mas porque Tu escolheste me amar.

​Viver é vagar por um inverno sem margens, onde os pés descalços tateiam o abismo sob o manto de uma chuva que não lava, mas petrifica. Sob o negrume de noites sem fim e dias de um cinza estéril, o horizonte se dissolve, e a jornada deixa de ser sobre o destino para se tornar a pura resistência da matéria contra o nada.


- Tiago Scheimann