Perturbação
Madrugada e sua Ambiguidade
Momentos de Repouso
Horas de Perturbação
Talvez, a Extensão de um Instante prazeroso
Para cada necessidade, uma interpretação.
A crítica, quando não constrói, não conduz a lugar algum; e a perturbação da vida alheia apenas revela o vazio de quem se ocupa mais do outro do que do próprio caminho.
As enfermidades psíquicas são o resultado de uma perturbação da capacidade natural de amar.
O SOFRIMENTO ESPIRITUAL QUE ATRAVESSA SÉCULOS: RELATOS DE ESPÍRITOS EM PERTURBAÇÃO E ARREPENDIMENTO SEGUNDO ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A literatura espírita codificada por Allan Kardec apresenta diversos relatos de Espíritos que, após a desencarnação, descrevem estados de profundo sofrimento moral, perturbação e ilusão temporal. Entre esses testemunhos, encontram-se narrativas em que a percepção do sofrimento é associada a períodos extremamente longos, como séculos ou até milênios.
É importante compreender que, segundo a Doutrina Espírita, o tempo no mundo espiritual não possui necessariamente a mesma dimensão psicológica que o tempo terrestre. O sofrimento do Espírito culpado não é uma pena eterna imposta por Deus, mas uma consequência natural do afastamento voluntário das leis divinas, prolongando-se enquanto permanecem o orgulho, o remorso, a revolta ou a ausência de arrependimento sincero.
O CASO DE LETIL: DOIS SÉCULOS E MEIO DE SOFRIMENTO MORAL.
Em O Céu e o Inferno (1865), Allan Kardec apresenta, na Segunda Parte — “Exemplos” —, comunicações de Espíritos em diferentes condições após a morte.
No capítulo VIII — “Expiações Terrestres” — encontra-se o relato do Espírito denominado Letil. Durante sua existência física, teria exercido a função de juiz inquisidor na Itália, participando de atos marcados pela intolerância religiosa e pela crueldade.
Após a desencarnação, ele descreve um longo período de sofrimento espiritual, consequência do despertar da consciência diante dos próprios erros. O Espírito declara ter sofrido:
“durante dois séculos e meio, até que Deus, tocado pela minha dor e meu arrependimento, permitisse que eu seguisse a vida de expiação.”
A narrativa demonstra um princípio fundamental da filosofia espírita: o sofrimento espiritual não é arbitrário, mas educativo. A consciência, ao despertar, passa a sentir o peso moral das próprias escolhas.
O Espírito não está condenado eternamente; ele inicia um processo de reparação e renovação. A dor torna-se instrumento de transformação íntima.
A ILUSÃO DO TEMPO NO RELATO DOS SÁBIOS INCRÉDULOS.
Na Revista Espírita de dezembro de 1865, Allan Kardec publica o artigo “Espíritos de dois sábios incrédulos a seus antigos amigos da Terra”.
Um dos Espíritos comunicantes, que durante a vida havia cultivado uma visão exclusivamente materialista da existência, descreve a angústia de encontrar-se consciente após a morte física, porém incapaz de manifestar-se plenamente.
Ele afirma:
“Sentir-se ser e não poder manifestar seu ser... tal foi minha posição durante mais de dois meses!... dois séculos!... Ah! as horas de sofrimento são longas.”
A expressão “dois séculos” nesse contexto revela a intensidade psicológica da experiência espiritual. O Espírito não necessariamente afirma uma contagem cronológica terrestre precisa, mas expressa como a dor moral altera profundamente a percepção da duração.
Essa ideia encontra paralelo nas explicações de André Luiz, especialmente em Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Na obra, os Espíritos esclarecem que estados mentais de sofrimento, culpa e desequilíbrio podem criar uma percepção dilatada do tempo. Um período relativamente curto para a realidade exterior pode parecer imensurável para uma consciência atormentada.
A BASE FILOSÓFICA EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Embora O Livro dos Espíritos (1857) não apresente um caso específico de um Espírito sofrendo exatamente por duzentos anos, ele estabelece os fundamentos para compreender essas experiências.
Na questão 240, Allan Kardec questiona os Espíritos sobre a duração da perturbação espiritual após a morte. A resposta esclarece que esse estado varia conforme o progresso moral e intelectual de cada Espírito.
Já na questão 1004, ao tratar da duração das penas futuras, Kardec recebe o ensinamento de que o sofrimento não depende de uma sentença eterna, mas do próprio estado moral do Espírito:
a duração da expiação depende do arrependimento;
o sofrimento cessa quando o Espírito busca sinceramente sua transformação;
Deus oferece sempre caminhos de renovação.
Portanto, séculos de sofrimento espiritual representam, dentro da visão espírita, não uma punição divina, mas a permanência voluntária do Espírito em estados inferiores de consciência.
A VISÃO DE ANDRÉ LUIZ: A CONSCIÊNCIA COMO TEMPLO DO PRÓPRIO DESTINO.
As obras atribuídas ao Espírito André Luiz ampliam essa compreensão ao mostrar que o Espírito leva consigo, após a morte, suas construções mentais, seus sentimentos e suas marcas morais.
Em Nosso Lar, o autor espiritual descreve regiões de sofrimento onde permanecem Espíritos presos aos próprios conflitos interiores. O ambiente exterior reflete, muitas vezes, o estado íntimo da consciência.
A aproximação entre Kardec e André Luiz permite compreender que:
o sofrimento espiritual nasce do desequilíbrio interior;
o arrependimento abre caminhos para a recuperação;
a misericórdia divina acompanha o Espírito em todas as etapas;
nenhuma alma está destinada ao abandono definitivo.
CONCLUSÃO
Os relatos de Espíritos que mencionam “duzentos anos”, “dois séculos e meio” ou períodos semelhantes devem ser compreendidos dentro da perspectiva espiritual e psicológica apresentada pelo Espiritismo.
O tempo, para a consciência em sofrimento, não é apenas uma medida cronológica: é uma experiência moral. A culpa prolonga a dor; o arrependimento inicia a libertação.
A justiça divina, segundo Allan Kardec, não é vingativa, mas educativa. O objetivo final não é o sofrimento, mas a recuperação do Espírito pelo amor, pela reparação e pelo progresso.
Como ensinou Jesus:
“A cada um segundo as suas obras.”
(Mateus 16:27)
Na visão espírita, essa lei não representa condenação, mas responsabilidade e oportunidade permanente de evolução.
FONTES CONSULTADAS.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Questões 240 e 1004.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Paris, 1865. Segunda Parte, Capítulo VIII — Expiações Terrestres.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Dezembro de 1865. “Espíritos de dois sábios incrédulos a seus antigos amigos da Terra”.
XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar. Espírito André Luiz. Federação Espírita Brasileira, 1944.
Não me causou horror, temor ou perturbação. Sereno e límpido. Como só o amor que já caiu do pé pode ser.
Já perceberam que uma grande parte da infelicidade e perturbação em suas vidas provém do fato, que estão
escutando a si mesmos em vez de falar consigo mesmos?
no exílio
prefiro ficar isolada
ao meio de tanta violência
um mundo de tanta perturbação
onde os políticos nos comandam
e nunca nos dão a mão
aqui é cada um por si
você é só mais um
vivemos onde não temos liberdade
a pura dificuldade
não tem essa de querer debater
pois gente para eles só são os brancos
já os negros nem humanos são
essa foi a inspiração que nos deram
Hitler na Alemanha
militares no Brasil
muçoline na Itália
e um passado marcante
aterrorizante
marcado pelo sangue de pessoas inocentes e o fim prestes a chegar
Acaba nele
O que sera que é isso?
Sabe, essa confusão...
Essa dor..
Essa perturbação aqui dentro...
Por que essas vozes não se calam?
Elas estão tão altas quanto meus fones!
Elas me dizem pra colocar tudo pra fora...
Toda dor,
Toda amargura,
Ódio
E depois morrer.
Não seria uma má ideia, mas preciso ficar aqui!
Querendo ou não, se eu morresse eu faria falta,
Mesmo essa dor e ansiedade e todo o resto gritando aqui, eu vou lutar por eles, por ele!
E esse é mais um poema que acaba nele!
A final, é sempre sobre ele.
Sempre sobre como eu te amo e como quero pagar o preço da vida por você.
"A paixão é bela um tanto que apavora,a puberdade vem e aflora causando perturbação. É fogo abrasador, que queima sem ter calor,gasolina do coração. Unida a corpos na beira da cama,faz da vida seu panorama,primazia da emoção".
(Rodrigo Juquinha).
“Em geral, o amor começa com uma emoção, com uma perturbação da alma diante do encontro com certa beleza inesperada e entendida como conveniente aos próprios desejos e inclinações. O amor começa ao apaixonar-se — da afectio, como a chamava Santo Tomás de Aquino. É como um golpe inesperado que perturba o coração e a mente. É bom, pois pode ser o início do amor. Por isso mesmo, enamorar-se pode ser a causa inicial do amor, mas não pode jamais ser um fim em si mesmo. É o amor trabalhado que revive esse fenômeno de forma livre e consciente. Assim ele cresce, traz doçura à vida humana. Mas exige esforço e bondade. Segundo Aristóteles, o amor implica em querer o bem do outro: desejar um ao outro o que se considera bom, e fazê-lo por amor deste outro, e não por amor de si mesmo”.
(Matrimonium: Teologia e Direito)
O grito
A angústia morde os lábios
Árido de tanta perturbação
A alma gretada cata os sábios
Fundamentos do terno coração
Ardendo o pedido de socorro
Sufocados no amorfo pulmão
Onde a erudição se faz forro
E manta das quedas do coração
O corpo chora as agonias
E o alarido estridente uivo aflito
Tentando cuspir arrelias
Das entranhas num seco grito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/08/2012, 18’58”
Cerrado goiano
Se o homem que você se envolve lhe causar perturbação mental, por favor deixe -o, o quanto a tempo. Não há nada mais destrutivo que a perturbação mental.
Serena turbulência no oceano
Frenética perturbação no coração insano
Calmaria espacial perante as nebulosas
Pairam sobre as estrelas virtuosas
Aniquilamento da singularidade pela hipernova
Criando dimensões pela imensidão
Arrefecimento temporal em lapso mundial
No glaciar dos magnéticos
Em ciclos que o calor dispara na aerosfera
O astro aquece mais ainda a espera
Pelas constelações sugadoras de matéria
Vagam viajam se expandem colossais pela Via-Láctea
O tempo literalmente congela, por fora
Na ação no núcleo de toda luz se extrai
E toda euforia no brilho da estrela em espiral se forma
Aos poucos durante os milênios
Até o passar da lua em plenilúnios.
Quando alguém chegar perto de ti com a alma dilacerada pela revolta ou perturbação, precisando de que a escute, empresta-lhes teus ouvidos, acaricia-lhes e acalma sua alma em prece, escutando-a enquanto isso. E verás que não foi por acaso que essa pessoa bateu em tua porta. Escutar também é caridade, e impede de alguém cometer uma loucura.
As vezes a vida nôs trás perturbações que nem se sabe o porque desta perturbação que Tenho.
Pensando que só acontece comigo esquecendo de que na vida não estas sozinho/a.
Dores Sem O Fim.
Amor Sem o Sucesso
Paixão e a Ilusão.
Vergonha e Ignorância.
Felicidade e a Tristeza.
Avanço em vão.
toda perturbação pode tormenta por enquanto nosso bom entendimento e um recomendo refletor para as armas do inimigo descrente.
É então que nasce a perturbação em todo o corpo. O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza.
