Perto
Eu sou o seu amor
de longe, de perto
e que em secreto
me leva bem dentro;
O teu divino olhar
na fotografia fez
escutar os tambores
da América no ritmo
do meu sentimento.
Se vives perto
ê um aceno
que em ti
habito dentro,
De ti ganhei
uma fotografia,
mas o quê quero
ê o teu amor
e a sua companhia.
Não sou o seu
amor de perto
e nem de longe,
Sou o seu amor
do lado de dentro,
Quero pertencer
a cada canção tua,
Mas a única música
que me interessa
ouvir é a que virá
dos teus lábios
dizendo o meu nome.
Por pretensão de ser
algo perto de um
batismo de fogo
rumo a consciência
mais profunda
dos governantes,
Estes versos levam
à luz para lembrar
que a Cruz hoje
está vazia e Ele vive
sempre que se permite
o amor vencer a morte:
O ego dos poderosos
despejou o peso
nas costas dos povos
humildes e imigrantes,
e há quem ainda distante
anda fingindo que não vê;
A Cruz está vazia
para mostrar que
não se deve repetir
a história de manter
em injusta prisão
quem pensa diferente
como o General está
há mais de dois anos
preso injustamente,
e todos os outros
que assim se encontram
independentemente
de na vida ter ou não patente.
Quem não se
reconhece como
alma de gaivota,
não chega perto
nem de ser
como uma pedra,
porque neste
mundo não
há quem não
seja imigrante.
Rejeitar entender
o quê se passa
com Generais,
a tropa e o povo
que se encontram
num exaustivo
e asfixiante sufoco
que por astúcia
dos radicais
vem atingindo até
os entes queridos,
é o mesmo que
não amar e rejeitar
deixar a vida viver.
Nem de gente
pode ser chamada,
quem assim
não se enxerga,
não aprecia o som
do Rio Arauca,
não se comove
com o Rio Orinoco
e nem dança
com os pássaros
e a sua orquestra.
Estes versos
não chegam
nem perto
da beleza
dos tupamaros
semeando
a terra para saciar
a fome do povo
que precisa,
Ninguém vive
de poesia
embora ela viva
para sempre
alimentando
as almas
e dando força
aos inconformados.
Não há mais
mulher nenhuma
desaparecida
até o momento,
uma foi
libertada,
e outras com
alvará de soltura,
mas há mulheres
marcadas por
toda uma vida.
Quero saber dos três
militares e do civil,
que dizem que
ninguém mais
sabe e ninguém
mais viu;
e do General
injustiçado
que nem deveria
ter sido aprisionado.
Neste 5 de julho
amargurado,
Estar presente
para de perto
consolá-los é
a minha vontade
mesmo sabendo
que não seria
o suficiente...
Por isso
sou
só oração aos
irmãos que
seguem com
os seus irmãos
aprisionados
na terra onde
uma juíza espera
a publicação
da sentença
da própria liberdade
por causa de uma
condenação por
ter cumprido lei.
Não é mentira
e tampouco poesia,
Você bem sabe,
Foi é injustiça
mantê-la
presa - sem merecer;
E de certa forma
repetiram a história
com tantos outros
levados aos sótãos
e calabouços...
E com
o General
preso injustamente
e que fizeram desaparecer;
Depois de tudo
não consigo pensar
diferente até sobre
o paradeiro dele
alguém me responder
"Jesus sempre soube que Judas Lhe trairia e mesmo assim queria Judas por perto; sabe para que? Para depois Judas não sair por aí dizendo que ele não teve oportunidades como os demais"
—By Coelhinha
Onde andará aquela menina?
Morava tão perto e era tão linda.
Faz parte de um tempo que não volta mais
Sempre habitou o coração e mente de um velho rapaz.
Às vezes, mesmo de longe, existem pessoas que sabem mais de você do que as que estão perto.
Que bom que existam tais pessoas boas, anjos puros de coração.
Eu não preciso de mais nada no mundo, a não ser ter você por perto. Sua presença me preenche por inteiro.
Vivo em um novembro infinito
Perto do fim e evitando o começo
Repetidamente carregando esse peso
Uma ausência presente em mim
Frio que se propaga em meu peito lentamente
Olhos que já desistiram de chorar
Feita de uma porcelana rachada
Com medo de qualquer toque desajeitado
Recuando antes que aconteça
Evitando começos com medo dos finais
Construindo novas muralhas com minha ignorância
Afastando todos com meu jeito repugnante
Criando um mecanismo de defesa
Posso também ser um livro com páginas coladas
Das qual não se abrem pra serem lidas
Que preferem omitir oque sentem pra serem perfeitas
Sou aquela pessoa que corre pra casa no pôr do sol
Com medo da noite
Por mais que as estrelas me tentem, o escuro ainda me assusta.
Se eu sinto o vento eu fecho as janelas com medo da tempestade
Por mais que as gotas frescas me curem do meu deserto
Por mais que o vento limpe as folhas paradas
Após racharem minha porcelana polida
Todo toque me assusta
Todo balanço parece que precede a queda
O poema que ainda não fiz é perto, é longe, é dentro, é fora. É aquilo de oiro do sol, aquilo de sonâmbulo luar. É pertencimento de regaço a conflitar suas águias de alados. O poema que ainda não fiz esbarra em sombras para rasgar fulgências. É ilha e deserto a dizer desse jeito assim visceral e fatal sobre aprender e sentir VIVER.
Na pretensão de fazer-se verbo, o poema que ainda não fiz, convulsiona verdades doutros para fazê -las, por fim e por começo, minhas. Quiçá, possa eu tê-las, quiçá assim possa eu, sê- las. O poema que ainda não fiz, desarruma certezas, desajeita quietudes, desassossega silêncios, realinha olhares. Maldição consentida que conversa comigo num diálogo estranho, descalço, portanto, íntimo. Desses estranhos que salgueiam, que braseiam, ternuram, adoçam os tudos e os nada em nós. O único acontecer capaz de fazer conhecida, fazer liberta uma mesma alma para muitas vidas. O poema que ainda não fiz, é tecitura das vontades e dos quereres pagãos. É confluir sagrado e profano no inalienável e incorruptível dever SER. Vê como monge em clausura o já tido, sente como entranha cigana o ainda não sido. A licença é para partir. Partir sob ânsia selvagem, alheia ao morno, alheia ao raso, alheia ao atalho, alheia à metades. O poema que ainda não fiz rabisca versões outras de mim, a mãos leves ou carrascas que sejam, sem interrogar porquês, sem censurar soturnos, sem pretender conclusões, sem avultar finitudes. O poema que ainda não fiz, arrasta madrugadas para amanhecer encontros a baloiçar inícios. E quão híbrido de sentires é esse encontro. O poema que ainda não fiz, gargalha gostoso pedaços sonetos da vida. Descansa no papel todos os êxtases de sentir. O poema que ainda não fiz, confia ao mar um girassol de tarde outonal forjado entre sede e fonte como lenda e feitiço de amar a pretender fazer daquele mar, habitar querente de seus tão íntimos e imortais badulaques de amor. No poema que ainda não fiz, existo e subsisto num alto e largo apelo por SER. Tudo o que fascina e por algum descuido acumina, habita teus verbos. Por crença, por rendição por confessa paixão, dou- te em poesia telúrica, vida. Vida já desde o útero, prometida ao divino e inexorável impudor do INTENSO.
Que este ano tenhamos um Natal sem hipocrisia, sem falsidade, sem a necessidade de estarmos perto de pessoas que não nos suportam, pessoas que durante o ano nos criticam, julgam e acham que somos pessoas ruins, e preferem nos criticar para estranhos pelas costa, do que nos criticar frente a frente... Que tenhamos, apesar da minha incredulidade... Um dia normal, dia de Natal, poucas pessoas sabem o que significa, sincericidio não é falta de educação, é ombridade e justiça neural!
"Como policial de rádio patrulha por mais de 20 anos, vi de perto milhares de ocorrências pequenas que poderiam ter sido resolvidas na hora se tivéssemos juízes, promotores e defensores de plantão em cada município. Enquanto o topo do Judiciário se perde em influências e processos intermináveis (como mostra a imagem), o sistema trava porque não resolve o básico na base. Se puníssemos o pequeno conflito com agilidade e mediação direta, acabaríamos com as montanhas de processos que geram impunidade e libertaríamos as forças de segurança para o que realmente importa. A justiça precisa sair dos gabinetes de Brasília e voltar para o dia a dia do cidadão comum."
(Mário Luíz)
Ultimamente você tem se mantido tão perto de mim, quanto os meus pensamentos em você.
Mesmo em orações, a minha mente recorda em ti, é como se a saudade tivesse braços, e a usasse-as para lhe manter perto de mim.
No entanto, prometo-me soltar qualquer lembrança sua, e deixá-lo ir.
Algumas pessoas só deixarão de existir para você se você as mantiver por perto, justamente para nunca se esquecer do motivo que o fez se afastar delas.
