Perto
Ao bater da brisa
Sinto a saudade batendo
Ao soar do canto dos pássaros
Sinto-te mais perto
Não te atrases, não te demoras
A primavera chegou...
Cada cronometragem do tempo que não pára,vai deixando as coisas mais perto de acontecer e quando chegar a hora acontece.
O Diabo é perto, mas Deus é longe
Depois de meses chego a ti
E eu choro e rio maravilhado
Tua cor, calor em mim
Tua brisa
E o caminho do teu coração
Meu cavalo sabe de cor
Nem que morra
Me leva, eu vou até o final
Você sabe, eu vou
Tudo que eu demonstro, não chega nem perto de tudo que eu sinto. Enquanto aqui dentro parece que vai tudo transbordar.
Sabe, eu tenho medo de ficar sozinho, de não ser suficiente pra manter alguém por perto. E isso é tão triste, precisamos ter alguém por perto para nos dar apoio, alguém para nos dar a mão e dizer que vai ficar tudo bem. Que sinta, que precise de nós. Que nos traga paz. Alguém para nos amar, para abraços apertados. É que às vezes o que mais precisamos é saber que temos alguém.
Percebo o amor só de longe
E toda vez que chego perto, ele se esconde
Cada dia um canto novo, no canto de um conto ou outro
Conto de fadas. Fadas que por mim, não fizeram nada
E dói só de pensar que sem amor não poderia existir o mar,
eu e você, nem pensar!
Novo amor antigo
Imagem de amor antigo.
De novo volto a sentir o teu carinho,
bem perto, bem ardente.
Imaginei que os corações mudassem,
todavia o teu em nada mudou, os anos
passaram, longe ficamos, mas as coisas
do coração voltam, e vejo que és a mesma.
Nada em ti modificou.
Perto estando, nos sentindo mais, retornamos
a ambicionar o amor de ontem.
Volta o devaneio, o impacto do xodó
de antigamente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Meu bem,
Onde você esta,
Eu escuto sua voz,
Porém não lhe vejo,
Parece que estais
tão perto e ao mesmo tempo tão longe,
onde tu estais meu amor.
Sei que um dia tudo vai acabar,
Sinto esse dia cada vez mais perto.
Perderei o que nunca tive,
Ficarei com os meus sentimentos feridos.
Deixarei você ir e voltar para sua raiz.
Sentirei saudades e lhe darei felicidades.
Sei que não sou melhor que ninguém,
Carrego a que nunca vai me esquecer.
Eu vou estar grudada em suas lembranças,
Por ter rolado química e por ter sido intenso.
O tempo passou voando e foi muito rápido.
Árduo vai ser apagar os poucos momentos.
Tornou – se tatuagem em minha alma.
Cai acontecer como se morresse repentinamente,
Darei – lhe o último adeus e nunca mais verei outra vez.
A grandeza ,a beleza e a felicidade
só está contida n'Alma dos que ...
Conhecem de perto
o valor do Amor e da Simplicidade .
Talvez amar seja isto. Mesmo longe, querer a pessoa perto, nem que seja por um segundo súbito, e, contudo, suficiente o bastante, dentro de um minuto, para aumentar a eternidade eterna no coração.
Vives em mim e por isso sou mais feliz, pois sinto os nossos corações bem perto e bem juntinhos, como a estrela mais límpida fixada no céu, presente nos meus pensamentos, nos meus gestos, no sorriso que me faz rir, na saudade que me faz forte para continuar a saber esperar e que vai, sem querer, doendo um pouquinho, estando ao teu lado mesmo distante, orando por ti, torcendo por ti, e acreditando que o dia em que ficaremos abraçados está para chegar, amando-te de longe mas permanentemente fixo e intenso dentro do meu coração.
A grandeza ,a beleza e a felicidade
só está contida n'Alma dos que ...
Conhecem de perto
o valor do Amor e da Simplicidade .
Tem dias que eu só queria ter um tempo pra fazer um café, me esquentar no fogão que tem perto da mesa, apreciando tudo que um bom gole de café na roça faz. Aquela fumacinha bailando ao sair do bule é uma dança bonita de se ver, leva a gente com ela e a gente sai voando pela janela também. Lá na sala, no radinho de pilha, uma velha música caipira pra gente lembrar das bonanças e sofrências da vida, dos causos da roça, da lida, dos bichos e ter no estampado dos olhos uma natureza cheinha de provas da existência de Deus. Às vezes, tudo que quero é uma cadeira de madeira, bem velha, bem pesada e um lugar na janela pra ver o tempo passar, pra ouvir o sabiá cantar lá na laranjeira, pra ouvir o ronco que o rio faz quando chega à cachoeira, pra ouvir o miado da gata faceira, fazendo das minhas pernas brincadeira e lugar de coçar. Tem dias que eu quero só isso, o estalar da madeira no velho fogão de lenha, a panela cozinhando milho verde, o biscoitinho de polvilho frito pipocando, quentinho feito pela vó. O barulho do gado no curral, do vento chacoalhando o buritizal, das galinhas tudo à toa ciscando pelo quintal, eu com meu violão, brincando, cantando e tocando mal. Isso tudo é a orquestra menos ensaiada e mais bonita do mundo todo. Nada se compara ao que eu queria agora, sossegado, mundão afora montado no meu burro, chapéu véi na cabeça, sol na moleira, cabaça cheia de água fria do rio, um ou dois tecos de rapadura e um punhado de farinha pra enfeitar o céu da boca. Deitado na sombra da mangueira, estirado na esteira, admirando o céu azulzinho e perfeitinho com que Deus me presenteia toda vez que o procuro lá em cima, lá pra riba daquelas nuvens que insistem em se desenhar, indo pra lá é pra cá, como se dissessem: Menino, vem dançar! Ah, como eu queria, que vontade que dá, inveja do gavião carcará, desejo de ser como ele, bem alto, confiante e tranquilo, saber voar!
