Permanecer em Silencio
As vezes o coração tem um alfabeto transbordando, mas estou descobrindo a lei do silêncio, onde não expressamos o afeto e nem mesmo os desgostos.
SILÊNCIO!
Há o silêncio que cala, há o silêncio que fala,
E quando o silêncio predomina parecendo ilusão de um sono de paz,
Ele muito fala,
Ele grita...
Como num pesadelo, que espera a voz do outro que se faz mudo,
é como quando gritamos e nada se ouve,
é como gritar embaixo d’água,
é como o silêncio reclama na paixão,
pela ausência,
pela decência que esperamos do nosso amor, que muito fale, e não que se cale.
Faz a saudade virar desespero,
Faz silêncio gritar por inteiro,
Faz amor virar dor,
Esperando que me diga “Te amo! Meu amor!”
Por isso,
Por favor, não se cale....
...somente fale, nem que seja em silêncio!
Moacir Portolan
O silêncio de Dilma
A passividade da presidente é tão estranha que demanda explicação. Talvez nem ela saiba ao certo qual o seu mandato.
Alguém que tivesse votado em Dilma Rousseff no segundo turno, viajado em seguida e voltado ao país no fim de semana passado não entenderia o que aconteceu. Eleita com 3 milhões de votos de vantagem, ela parece derrotada. Manifestações de rua pedem sua saída, adversários tentam vinculá-la à corrupção na Petrobras, na economia se apregoam cenários catastróficos. Como Dilma não reage ao cerco, perde espaço nas ruas, nas manchetes e no mercado. Também no coração e na mente dos que nela votaram.
A passividade de Dilma é tão estranha que demanda explicação. Não pode ser atribuída apenas a seu temperamento insular ou à falta de iniciativa de seus assessores. Há algo mais, que talvez tenha a ver objetivamente com o resultado das eleições.
Dilma venceu, mas não ficou claro, talvez nem para ela própria, qual é seu mandato.
A eleição derrotou (por pouco) o projeto de Aécio Neves para a economia, encarnado pela figura do financista Armínio Fraga. Mas não é evidente com que projeto Dilma venceu. Seria com "mais do mesmo" -- impedir o ajuste econômico e lançar o governo contra o mercado, com resultados imprevisíveis? Seria com o "ajuste gradual" -- tentar recolocar a economia no rumo sem sacrificar os níveis de emprego e renda? Ou seria, ainda, o "estelionato eleitoral" -- a adesão às teses do adversário, representada pela escolha de um nome de mercado para a Fazenda, como Henrique Meirelles?
Em eleições passadas, não houve tal dúvida. Fernando Collor de Mello era o "caçador de marajás" que tiraria o país do atraso. Fernando Henrique Cardoso, o presidente da estabilidade da moeda, com mandato para integrar o Brasil ao mundo global. Lula, o pai da inclusão social que aceitara, depois da carta as brasileiros, as ferramentas de mercado. Dilma, na primeira eleição, a seguidora do período Lula. Todos receberam das urnas uma missão clara e trataram de executá-la com mais ou menos tirocínio. Agora, pela primeira vez em anos, especula-se sobre o que Dilma fará no segundo mandato. A eleição não resolveu a contento esse aspecto do futuro.
O problema talvez se deva à maneira como Dilma venceu. Ela ganhou com uma plataforma à esquerda. Acusou Marina Silva e Aécio de curvar-se aos desejos do mercado e dos banqueiros. Ao falar em mudança de rumos e pessoas, ao prometer um novo ministro da Fazenda, porém, induziu parte dos eleitores (e do seu próprio partido) a acreditar que a gestão da economia no segundo mandato inclinaria alguns graus em direção à austeridade e ao mercado.
Agora, Dilma colhe os frutos da sua ambiguidade. Parte da aliança que a elegeu quer que ela dobre a aposta à esquerda. Outra parte apoia as mudanças que o mercado exige. Ambas as facções estão representadas no governo. Refém das duas - e pressionada pelo ruidoso descontentamento dos que não votaram nela - Dilma hesita. Ao fazê-lo, permite que a vida econômica do país entre em compasso de espera, enquanto a política se organiza contra ela.
Não há saída simples dessa situação. Dilma terá de fazer agora a escolha que não fez antes da eleição e renunciar ao apoio e à simpatia dos que ficarem insatisfeitos com ela. Qualquer escolha será melhor do que a paralisia.
Ivan Martins para Época
Queria morar na Lua, onde minha única preocupação seria não ter preocupação. Vivendo num silêncio harmonioso... observando as maravilhas celestiais na imensidão desse Universo...
TEMPO
Ontem não pude falar tudo que meu silêncio quer dizer. Não quero magoar nem esquecer. Preciso de um tempo para viver. Você é mais que um bibelô. Significa emoção na minha razão. Caminho febril sentindo torpor. Te quero demais, minha paixão!
Ma calar é apenas oferecer silêncio aos Tolos, pois estes não compreendem certas coisas, prefiro falar e tentar passar algo para aqueles que independente de saberem mais ou menos que eu, querem aprender.
Saber mais não significa saber as mesmas coisas.
Ricardo Deric
Sinto falta do barulho que fazia o nosso silêncio, dos arrepios incontroláveis que eu sentia a cada toque seu. Sinto falta dos risos fora de hora, das piadinhas sem graças, das besteiras que surgiam durante a madrugada, do seu jeitinho desajeitado de dizer coisas fofas e da sua carinha irritada quando eu fazia algo que não lhe agradava. Faz tanta falta alguém para desabafar, alguém que não te julgue e sim te aconselhe. Faz tanta falta fazer planos e sonhos juntos. Sinto falta de ficar até de madrugada esperando uma mensagem dizendo o que já estava em casa e o quanto me amava. Sinto falta de alguém com quem eu me importe, me preocupe e se preocupe comigo.. nada de relacionamento unilateral. Quero que seja intenso, verdadeiro. Sinto falta de dar as mãos, contar estrelas e rir descontroladamente de tudo que não fazia sentido. Sentir meu coração pular de alegria, gritar "eu te amo", chamar alguém de meu. Ocupar o vazio que se instalou em mim. Sinto falta do AMOR. Sinto falta de você, de mim, de nós.
Entre a mulher e a serpente
Entre o dia e a noite
O grito e o silencio
A vida e a morte
O sim e o não
A felicidade e a solidão
A inquietude e a paz
O brilho e as trevas
O sol e a lua...
A força do contraditório
Uma mistura explosiva
Dentro de mim
O encontro inesperado do meu "Eu"
Na existência suprema de mim.
Escute a voz do coração
Ouça em silencio
Deixe que fluam sentimentos
Que ecoem palavras
Que trasborde a esperança...
Reflita através dos olhos o que
Esta oculto,sussurre sonhos
Grite verdades,silencie mentiras
Ame incondicionalmente
Porque a vida é curta,os dias
Incertos e os momentos inesperados.
