Permanecer em Silencio
No silêncio da noite, a lua se desprega,
os sussurros do vento dançam entre as sombras,
estrela a estrela, o céu se enche de segredos,
cada brilho, um lamento, uma história esquecida.
Caminhando por ruas adormecidas,
o cheiro da terra úmida embriaga o ar,
memórias flutuam como névoa suave,
despertando ecos de risos em cada esquina.
Os olhos se perdem nas profundezas da escuridão,
onde sonhos se entrelaçam com o mistério,
as luzes dos faróis, vagalumes errantes,
guiam os passos incertos em busca de abrigo.
E ao longe, a sinfonia do silêncio se intensifica,
batidas de corações pulsando sob a pele,
na serenidade do noturno, tudo se revela,
um convite ao descanso, à paz que se aninha.
O silêncio nunca é neutro ou mudo. Quem se cala perante uma injustiça, uma maldade a está aprovando calado.
Griô
E sons dos atabaques penetravam em todos os voos do silêncio
Brotavam cantos do eterno continente
Não cessavam nunca
Inspiravam o velho griô
Aqueciam o Quilombo
Faziam-nos felizes
Abrigo e Cumplicidade
Não tenha medo,
Quero ser abrigo,
Quero somar ao teu lado,
No silêncio e no perigo.
Que a vida nos una,
Em laços de ternura,
Caminhando juntos,
Sem pressa, sem fuga.
Quero ser teu porto,
Teu refúgio seguro,
Ser a mão que te guia,
Nos dias mais duros.
Não tenha medo,
Vamos trilhar o caminho,
Com força e carinho,
Em paz e em segredo.
Serei tua calma,
Teu farol na tempestade,
Na alma, um abrigo,
Na vida, cumplicidade.
SimoneCruvinel
Nesta nau dos insensatos
Nesta onda sem razão
O silêncio grita alto a favor da opressão
- Nau dos Insensatos
No silêncio da noite estrelada,
Onde a lua sussurra segredos,
Minha alma vaga, enluarada,
Procurando entre sonhos e medos.
Cada estrela um desejo perdido,
Cada brisa um abraço no ar,
E no vento, um verso contido,
Que insiste em me embalar.
Há um jardim em meu peito,
Onde flores de esperança nascem,
E por mais que o tempo seja estreito,
São as memórias que me abraçam.
Nos caminhos que a vida desenha,
Entre curvas e retas incertas,
Sigo a trilha que me encaminha
Para as verdades encobertas.
E mesmo que o dia amanheça,
Com nuvens a esconder o azul,
Carrego a certeza que aquece,
Que o amor sempre encontra o sul.
Assim, sigo cantando em versos,
Com a fé de quem sabe esperar,
Que entre os mistérios dispersos,
Há um destino que me quer encontrar.
No silêncio da madrugada fria,
Onde os sonhos flutuam ao léu,
Minha alma vaga, leve e vazia,
Buscando um brilho no céu.
As estrelas, como faróis distantes,
Sussurram segredos do além,
E eu, em passos hesitantes,
Procuro o que o coração não tem.
Há um rio que corre em mim,
Feito de lembranças e saudade,
E em suas águas, sem fim,
Nadam peixes de felicidade.
Mas as margens são incertas,
Cercadas por névoas de incerteza,
E o que outrora eram promessas
Hoje são ecos de tristeza.
Ainda assim, sigo a corrente,
Esperando que a maré mude,
Pois o amor é persistente,
E a esperança, quem a ilude?
No horizonte, um novo dia,
Traz a promessa de um amanhã,
E no peito, a melodia
De um coração que se quer sã.
Assim, na dança dos versos,
Encontro a força para seguir,
Pois nos caminhos do universo,
A poesia me faz sentir.
“ Sabiamente, a vida vai ensinando com o passar dos dias, que o silêncio pode ser o maior grito de revolta e manifestação de repúdio!!!” Silvânia Alves Saffhill✨
Em tempos de desigualdade e injustiça, o silêncio e a neutralidade não são opções aceitáveis. É necessário agir, falar, e lutar por um mundo mais justo e igualitário.
No silêncio das noites escuras,
Teu nome ecoa em meu pensar,
Como uma brisa suave que sussurra,
Promessas que não posso ignorar.
És o mistério que me envolve,
A doce tentação do desconhecido,
Em cada gesto teu, o coração dissolve,
Num mar de emoções, perdido.
Teu olhar, um segredo revelado,
Desperta em mim desejos profundos,
E sem medo, me lanço ao teu lado,
Disposto a desbravar novos mundos.
Se for para amar, eu me rendo,
Aos encantos que só você tem,
Em ti, encontro tudo que entendo,
E o que jamais soube que também.
