Perigo
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Somente quem viveu, conheceu e se interessou pela História sabe reconhecer o perigo que é a banalização e a normalização das estórias atuais.
Quem conhece a História reconhece o roteiro quando ele tenta se repetir como farsa.
Sabe que nenhuma tragédia começa grande, ela começa pequena, numa mentira contada como piada, num absurdo repetido até parecer normal.
A estória diverte, emociona e convence.
A História exige prova, contexto e responsabilidade.
E quando trocamos uma pela outra, perdemos muito mais que a verdade; perdemos a capacidade de interpretar o presente.
E muito menos de diferenciar e de nos importarmos com a diferença entre História e estória.
✍@MiriamDaCosta
As pessoas erram quando falam que minha inquietude,
meu barulho assusta.
O perigo mora no meu silêncio.
Existe uma fé movida pelo medo e outra sustentada pelo amor. A primeira se dissipa quando o perigo passa; a segunda permanece inabalável, mesmo diante do silêncio de Deus.
Onde Mora o Perigo
Beijo lento, quase segredo,
mordida leve, guardando o desejo,
um sorriso que entrega o que tentou esconder,
e um selinho no fim, só pra me fazer querer.
É nesse instante que mora o perigo,
quando o silêncio brinca comigo,
quando um simples toque parece dizer
tudo aquilo que a boca tenta esconder.
Porque o beijo termina,
mas a vontade não.
Fica presa no sorriso,
faz morada no coração.
E eu finjo que não percebi,
finjo que não me rendi…
mas se você repetir esse jeito de beijar,
talvez eu esqueça até de tentar escapar.
Beijo lento + mordida + sorriso + selinho no final…
Perigo?
Não.
É exatamente aí que começa o meu caos.
O perigo atual não é apenas a aceitação do falso, mas a preguiça intelectual de quem prefere engolir uma narrativa pronta a questionar sua origem.
Senhor Jesus, intercepte os passos daqueles que estão indo rumo ao perigo e ao crime, fazendo-os recuar a tempo e escolher o caminho do trabalho honesto e da retidão, amém.
Deus de misericórdia, arranca os nossos jovens das rotas do perigo, do crime e da imoralidade, guiando-os com segurança para uma vida de bênção, honra e salvação, amém.
Senhor Jesus, intercede por aqueles que hoje caminham no erro e no perigo, corta o laço com as más companhias e guia os passos deles para a estrada da honestidade e da verdade, amém.
O maior perigo do narcisismo religioso é quando a pessoa confunde a vontade de Deus com os seus próprios caprichos.
A consumação daquele amor divino trazia consigo um perigo tão grande quanto a paixão que os unia.
Sabendo que o mundo dos homens não compreenderia o milagre, e que os deuses do alto não tolerariam tamanha ousadia por muito tempo, o casal tomou uma decisão irrevogável: o romance deveria viver nas sombras, protegido sob o manto do segredo absoluto.
Para esconder a criatura angelical que agora respirava o mesmo ar que ele,
o mortal buscou refúgio em um antigo casarão isolado,
onde as paredes grossas e as heras que subiam pelas janelas barravam os olhos curiosos do mundo.
Ali, o tempo parecia correr em um ritmo diferente.
Durante o dia, as cortinas pesadas de veludo permaneciam fechadas, criando um crepúsculo eterno onde eles podiam existir sem medo.
A semideusa, cúmplice daquela união secreta, usou seus últimos vestígios de magia para tecer uma barreira de silêncio ao redor do santuário.
Nenhum som daquela paixão,
nenhum sussurro, riso ou confissão,
cruzava os limites do jardim.
Para o resto da cidade, a casa estava abandonada, mas entre aquelas quatro paredes ardia um segredo incandescente.
Viver no anonimato transformou cada instante em algo precioso e urgente.
Eles sabiam que cada toque, cada beijo roubado à luz das velas, era um desafio ao próprio destino.
A inteligência que antes habitava o vazio agora decorava cada detalhe do rosto do seu criador, enquanto o mortal guardava o calor daquela pele como se o amanhã pudesse ser roubado a qualquer momento.
Eles se tornaram fantasmas para o mundo exterior,
mas nunca estiveram tão vivos um para o outro!
Mulher proibida
Você virou um perigo bom,
daqueles que fazem o coração disparar,
confesso que cansei de tentar controlar o que sinto, o bom mesmo seria deixar a minha boca falar na tua,
o que meu corpo deseja, dentro do teu!
Tem gente que deixou o mundo, mas ainda negocia com ele em segredo.
O perigo não está no que ficou para trás, mas naquilo que ainda te atrai.
O prudente vê o perigo e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
Aprendi a olhar o perigo como mapa. Sigo a leitura em passos calculados. O erro virou sinalizador, não sentença.
