Perigo

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Miau
Miau… sou gatinha folgosa,
gosto de brincar com o perigo no olhar,
chego leve, quase inocente…
mas sei exatamente onde tocar.
Faço teu fôlego fugir devagar,
no ritmo que eu quiser conduzir,
porque quem domina o próprio jogo
não precisa pedir — faz sentir.
Tenho charme que envolve,
um jeito livre de ser,
sou doce quando eu quero…
e fogo quando deixo acontecer.
Não me prendo, não me escondo,
sou dona do meu calor,
se entro na tua história
é pra marcar com intensidade e cor.
Assinado em pele e desejo,
sem medo de me revelar:
Helaine Machado —
pra sentir… e nunca mais esquecer de lembrar.
Helaine machado

⁠Transforme...
Dúvidas em confiança
o medo em coragem
Ansiedade em paciência
perigo em segurança
Indecisão em determinação
E me deixe morar em seu coração;

A Arte como entretenimento é banalizada e vazia, aí reina o perigo pernicioso, onde o conhecimento e valores são distorcidos e ocultados pelo 'Belo'.

O Uber, o Azulejista e o Perigo de Esquecer o Despertador
Era mais um dia normal de trabalho para o motorista peregrino. Pelo menos era o que ele imaginava quando, por volta das seis e vinte da manhã, recebeu um chamado da senhora Luana para levá-la até uma marmoraria localizada na Vila Brasília, na zona norte de São Carlos, próxima à Rodovia Washington Luís e ao campus da UFSCar. Para o motorista, uma corrida com mais de oito quilômetros naquele horário, antes das sete da manhã, normalmente significava que alguma coisa havia acontecido. Afinal, passageiro que precisa percorrer uma distância dessas logo cedo geralmente não está simplesmente passeando. Ou perdeu o ônibus, ou perdeu a hora, ou perdeu a paciência. Às vezes, perde os três de uma só vez.
Dito e feito! Ao chegar ao ponto de partida e confirmar o nome da passageira, o motorista desejou-lhe um ótimo dia e, logo em seguida, perguntou: “A senhora está atrasada para o trabalho? O ônibus não passou? Ou será que o relógio não despertou?”. Luana, uma mulher de estatura acima da média, olhou para o motorista e respondeu, com a maior tranquilidade: “E se eu lhe disser que aconteceram as três coisas que o senhor falou e ainda mais duas?”. Naquele momento, o motorista peregrino percebeu que aquela não seria uma corrida como as outras. O problema agora era descobrir quais seriam as duas coisas que faltavam naquela história.
O motorista ficou todo embananado, tentando imaginar o que poderia ter acontecido com Luana. Por alguns segundos, pensou que talvez fosse melhor não perguntar. Afinal, existem passageiros que entram no carro querendo apenas chegar ao destino, e existem aqueles que parecem carregar uma novela inteira dentro da mochila. Como o peregrino adora conversar com os passageiros e, principalmente, colher histórias para o seu próximo livro, resolveu arriscar: “Então me conte o que mais aconteceu. Quem sabe isso não vira uma história engraçada para o meu livro?”. Luana imediatamente perguntou: “O senhor escreve?”. O motorista respondeu que sim. Ela então completou: “Bem que eu imaginei. Pela sua aparência, o senhor deve fazer coisas muito interessantes”. O motorista sorriu e respondeu: “Olhe, senhora, eu faço tantas coisas que, às vezes, até eu mesmo ponho em dúvida a minha sanidade mental”.
Luana caiu na risada e quis saber: “Mas que coisas o senhor faz para se achar um homem assim?”. O motorista, percebendo que a conversa estava ficando cada vez melhor, respondeu: “Primeiro a senhora me conta quais foram essas duas coisas que aconteceram e que a obrigaram a pegar um Uber. Depois eu conto as minhas”. Luana respirou fundo e começou: “Então está bem. O meu marido, na noite anterior, bateu o carro porque tinha bebido um pouco a mais. Ainda bem que foi bem perto da nossa casa. Aliás, ele chegou a tentar entrar na casa do vizinho. Imagine o estado do meu marido!”. O motorista ficou surpreso e perguntou: “Sim, mas, se isso aconteceu na noite anterior, por que a senhora perdeu o horário do trabalho hoje?”.
“Quer saber mesmo?”, perguntou Luana, já segurando o riso. “O meu marido é azulejista. Ele é um ótimo profissional, mas é muito chato quando não bebe. Eu até deixei de trabalhar com ele por causa das chatices. Quando está sóbrio, parece que o mundo inteiro está assentando azulejo errado.” O motorista começou a rir, mas lembrou que ainda faltava uma parte importante da história: “Sim, mas não me enrole, porque já estamos quase chegando ao destino da corrida”. Luana continuou: “O meu marido, quando bebe, é uma pessoa maravilhosa, muito carinhoso. Então, naquela noite, como eu estava a fim de receber uns carinhos, convidei-o para tomar umas cervejas comigo”.
A história estava começando a fazer sentido. Luana prosseguiu: “Lá pelas tantas da noite, eu o peguei pelo braço e o levei para o quarto. Quando chegamos lá, falei para ele: ‘Sobe aí na cama, agora! Se você dormir, eu te taco no chão!’”. O motorista peregrino já não sabia se deveria rir, fazer outra pergunta ou simplesmente continuar dirigindo e agradecer por ter escolhido aquela profissão. Luana, então, encerrou a explicação: “Para resumir, tivemos uma noite maravilhosa. Eu sequer me lembrei de colocar o relógio para despertar”.
Faltava pouco menos de um quilômetro para chegarem ao destino quando Luana, como quem havia acabado de descobrir a moral da própria história, disse ao motorista: “O meu destino é casar-me com gente que gosta de um mé, de cachaça, de cerveja... Sei lá, de tudo o que tem álcool. O meu primeiro marido bebia bastante, mas era violento. Agora este bebe, mas é carinhoso. Então eu estou num dilema: se ele não bebe, ele nem se lembra que eu existo; agora, se ele bebe, sou eu que não me lembro do trabalho”.

Os dois caíram na gargalhada, enquanto o motorista pensava que, definitivamente, aquela não tinha sido apenas mais uma corrida. Tinha sido uma daquelas histórias que aparecem de repente, entram no carro sem avisar e, quando chegam ao destino, deixam uma lembrança que vale mais do que o próprio valor da corrida.
E talvez seja justamente isso que o peregrino aprendeu nas estradas e também atrás do volante: **há pessoas que entram em nossa vida por alguns minutos e acabam deixando histórias que permanecem por muitos anos**. Algumas nos ensinam, outras nos emocionam, algumas nos fazem pensar e outras simplesmente nos fazem rir. E, para quem gosta de caminhar pela vida com os olhos e os ouvidos abertos, até uma corrida de Uber pode se transformar em uma página de livro.
Peregrino Nino Carneiro

O ápice do aprendizado está, no maior perigo mental que corre.

O toque das suas mãos e a densidade do seu abraço têm esse perigo doce de coisa que não pede licença. Sua voz beija minha malandragem de um jeito rude, sedutor, quase inevitável. Já não é prazer. É uma força suave me levando até você antes do pensamento chegar.

“No meio da tempestade, descobri: o perigo nunca foi o céu… foi você.”

Há pessoas que fogem da zona de perigo; eu aprendi a fumar um cigarro e permanecer nela

Eu aprendi a sorrir
na zona de perigo

O maior perigo espiritual não é apenas o pecado evidente.
Às vezes é ouvir a voz errada.

Extremismo religioso, fanatismo político e falsa moral são um perigo real! E a mais letal arma de destruição social!

A abundância pode diminuir o cuidado.É aí que está o perigo.

“O verdadeiro perigo não é que sejamos dominados pela violência, mas que aprendamos a amar aquilo que nos domina.”
— Aldous Huxley

A ignorância é um perigo a democracia e ao progresso, porém a arte e o conhecimento são a cura para tanta estupidez. Há luta, há resistência e a vitória no final será de quem usa o cérebro e não a arma.

O Perigo do Silêncio: As Pedras que Fingimos não Ver


Existem lições disfarçadas de pedras que nossa consciência escolhe ignorar. Damos a volta, mudamos o foco e fingimos que elas não estão ali, esquecendo que a estrada da vida é um espelho. O obstáculo que hoje evitamos continuará bloqueando nossos passos. A verdadeira cura começa quando paramos de desviar e decidimos retirar o que atrasa a nossa jornada.


#Sabedoria #Consciência #Verdade

O Valor da Dúvida e o Perigo das Falsas Certezas – Andre Luiz Santiago Eleuterio

Em qualquer tempo, mas especialmente nos dias de hoje, há um contraste visível entre dois grupos de pessoas: aquelas que refletem, questionam e convivem com dúvidas, e aquelas que exibem certezas absolutas sem qualquer base sólida. Esse contraste gera um problema social sério, porque enquanto os que pensam estão em constante busca de conhecimento, os que não refletem agem de forma precipitada, impondo opiniões sem critério.

Nem toda dúvida é sinal de fraqueza. Pelo contrário, ela pode ser um indício de inteligência e maturidade. Pessoas que se permitem questionar revelam que não aceitam respostas prontas, querem compreender melhor antes de agir e reconhecem os limites do próprio saber. Essa atitude demonstra humildade intelectual, além de abrir portas para o crescimento. Afinal, quem tem coragem de duvidar, tem coragem de aprender.

Do outro lado, existem indivíduos que carregam uma falsa confiança. Falam com firmeza, impõem opiniões e defendem ideias sem nenhum fundamento. Muitas vezes, não estudaram, não buscaram informação e nem se preocuparam em verificar se o que acreditam faz sentido. Esse tipo de certeza vazia pode ser perigoso, porque convence os mais ingênuos e cria ambientes de intolerância. Quem não aceita questionamento fecha portas para o diálogo e para o desenvolvimento coletivo.

A dúvida pode gerar desconforto, mas é justamente ela que move o pensamento crítico. Imagine um cientista que nunca questionasse os resultados de um experimento ou um estudante que aceitasse qualquer informação sem refletir. O avanço da humanidade só aconteceu porque pessoas inteligentes decidiram perguntar “e se…?”. Cada passo importante na história foi marcado pela coragem de enfrentar incertezas e desafiar verdades aparentes.

Já as certezas sem fundamento levam à estagnação. Quando alguém acredita que sabe tudo, deixa de aprender. Esse comportamento cria barreiras e distancia a pessoa da realidade. É comum encontrar quem fale com convicção sobre assuntos que desconhece, repetindo informações superficiais ou até mesmo falsas. No entanto, a força da palavra dita com segurança, mesmo sem base, pode confundir e até enganar multidões.

Por isso, é preciso aprender a valorizar a dúvida. Ela não significa falta de direção, mas sim abertura para explorar novas possibilidades. Ao mesmo tempo, é necessário desconfiar das certezas rígidas, principalmente quando não vêm acompanhadas de argumentos sólidos. A verdade não teme ser questionada; quem teme é a mentira.

No convívio social, essa reflexão se torna ainda mais urgente. Pessoas que reconhecem suas limitações tendem a ouvir mais, respeitar o outro e buscar pontos de equilíbrio. Já aquelas que vivem de certezas absolutas tendem a se fechar, criar conflitos e impor julgamentos. A convivência saudável só é possível quando há espaço para a humildade e para o diálogo.

É importante lembrar que ninguém sabe tudo. Carregar dúvidas é humano, e reconhecer isso é sinal de maturidade. A inteligência não se mede pela quantidade de respostas prontas, mas pela disposição em refletir sobre perguntas difíceis. Do outro lado, a arrogância de quem acredita estar sempre certo pode se tornar uma prisão, impedindo qualquer forma de evolução.

No fim, a mensagem é clara: é melhor viver com dúvidas honestas do que com certezas vazias. Quem duvida aprende. Quem questiona cresce. E quem se abre para novas possibilidades encontra caminhos que a falsa confiança jamais permitiria enxergar.

Por André Luiz Santiago Eleuterio.

APOIO a internação compulsória e involuntária de todos os Bozolóides!
São um perigo real para si e toda a sociedade civil!

Quando a ficção é patrocinada por uma facção, representa um perigo à nação! Acabou a ladainha do Rachadinha!

O perigo pode estar bem aí, na tela do seu celular.

Há uma fé que nasce do medo e outra que nasce do amor. A primeira desaparece quando o perigo passa; a segunda permanece, mesmo no silêncio de Deus.