Perdoar e Esquecer
Prece do amor
Ensina - me ó Deus a perdoar.
Aceitar. Confiar.
Que eu saiba ser amor, mesmo diante da dor.
Que as tuas mãos me amparem,
que eu siga meu caminho sem rancor.
E se as tempestades surgirem, que eu
olhe para meu coração e veja o
sol em mim resplandecer.
Que eu estenda as minhas mãos para socorrer.
Que eu seja o abraço á acolher.
Que eu possa semear o bem,
para colher alegrias.
Ser singela flor que perfuma,
traz paz, harmonia.
Que por onde eu passar,
o mais puro amor eu possa espalhar.
Perdoar o imperdoável me torna mais humano?
Essa pergunta me pegou desprevenido. Não veio de um livro de filosofia, nem de uma conversa profunda. Veio de um episódio de uma série de advogados. Mas a ficção tem esse poder estranho de, às vezes, nos despir por dentro.
Mike Ross mentiu. Construiu sua carreira sobre um engano. Por mais brilhante que seja, sua história é marcada por uma fraude. E quando a verdade ameaça vir à tona, tudo parece ruir. Do outro lado, Louis Litt — o guardião das regras, o homem que respira justiça e vive pela letra fria da lei — se vê diante de uma escolha: expor Mike, ou poupá-lo.
E então ele faz o improvável: perdoa.
Não porque Mike mereça. Não porque a situação peça isso. Mas porque, naquele instante, algo mais forte que a regra sussurra dentro dele: a compaixão.
Justiça e misericórdia: não basta uma sem a outra
Esse gesto me confrontou. E me revelou.
Muitas vezes, somos ensinados a escolher entre dois caminhos: ser justo ou ser misericordioso. Como se um anulasse o outro. Mas a verdade é que uma sociedade — e uma consciência — só amadurecem de verdade quando aprendem a equilibrar os dois.
É preciso ser justo. É preciso praticar a justiça. Mas também é preciso saber o que é misericórdia. E praticá-la.
Justiça sem misericórdia se torna crueldade.
Misericórdia sem justiça vira permissividade.
Unidas, elas produzem sabedoria. Produzem humanidade.
O dilema que habita em todos nós
Perdoar o imperdoável não é apagar o erro. É olhar para ele com os olhos de quem também já errou. É reconhecer que há uma dor por trás da culpa, uma história por trás da escolha errada.
Louis, naquele episódio, não nega a verdade. Ele apenas escolhe não deixar que a verdade se torne uma arma de destruição. Ele escolhe algo raro: a humanidade em sua forma mais nobre — o perdão consciente.
Ser justo, mas ser mais do que isso
A grandeza não está em aplicar friamente a regra, mas em saber quando a regra já não basta. Em saber quando o gesto humano precisa ir além da letra. Porque há momentos em que seguir a lei não é o bastante — é preciso seguir a consciência.
E foi isso que me tocou. Porque eu vi em mim a rigidez que cobra, mas não acolhe. Vi em mim a pressa em julgar, o medo de errar, a dificuldade de ceder. E entendi, com um nó na garganta, que ser humano não é ser impecável — é ser capaz de compaixão mesmo diante da quebra.
Talvez seja isso que nos refine:
A capacidade de olhar o outro — e a nós mesmos — com verdade, mas também com ternura.
De dizer: sim, houve erro.
Mas também dizer: ainda assim, há espaço para recomeçar.
Ser justo é necessário. Mas saber perdoar com consciência — isso é maturidade.
E quando conseguimos unir esses dois mundos, nos tornamos profundamente humanos.
Não é fácil perdoar. Quem sou eu para negar o perdão se eu fui perdoada por Ele quem me amou primeiro?
“Perdoar” é ato sublime, requer esquecer de verdade o que trouxe magoa, é virar a página e recomeçar na folha em branco.
Meu omega
Se eu te machucar a de me perdoar
O meu coração grita sobre o meu recuar
Tire as armaduras , ao abrir das cortinas o sol reflete e irá
Mais nunca encontra-ra o caminho do luar
_Angel Serafim
Perdoar a si mesmo consiste em findar à auto-punição por decisões danosas no passado. É ressignificar a dor do aprendizado e converter as feridas humilharórias em cicatrizes medalhísticas.
Você pode doar a fortuna que quiser, mas se não for capaz de perdoar, ainda não entendeu o que é doação.
Se um dia alguém te machucar, magoar teu coração, não relute em perdoar,
pois como diz o ditado: Errar é humano! (desculpa para alimentar a egocentricidade humana), mas jamais permita que esse alguém continue te magoando e massacrando você por amá-lo. Entenda que o sentimento verdadeiro, ainda que incerto, não faz doer, não faz chorar de tristeza, ao contrário do que faz mal, o amor mais sublime é aquele que nos permite viver e nos enche de força para fazer de cada dia um novo querer.
Érwelley C. de Andrade ALB/DF.
Se Você depender dos seus sentimentos nunca irá perdoar, pois o perdão é uma decisão e não um sentimento.
Se você pode perdoar e não consegue ficar próximo dessa pessoa, então a perdoe novamente, porque seu coração necessita deste consentimento e não a sua boca
É tempo de Renascer
É tempo de Renovar
As esperanças
É tempo de perdoar
o que deve ser perdoado
É tempo de amar
quem tem que ser Amado!
Feliz Páscoa
