Perdoar
Coisas de que tenho medo: Ficar gordo, barrigudo, surdo e esquecido, a ponto de perdoar a ingratidão.
Perdoa-me se essa carta está com palavras borradas não são de choros
são do suor frio em escrever essa última
Se perdoar é a certeza de que serei melhor hoje, do que ontem fui na incerteza de não saber perdoar o próximo. Não preciso viver na certeza de um passado deixado feridas em meu peito. Vivo na certeza de perdoar sempre,pois serão poucos que acreditam que és superior na capacidade de entender a vida, e as pessoas.
O orgulho é o adversário mais obstinado do perdão! O verbo perdoar é um matrimônio das palavras “perder e doar”. E o matrimônio dessas duas palavras gera uma ação que o orgulho tem aversão. Marcelo Rissma
Pregar, cantar, profetizar, exorcizar, não faz de você alguém espiritual. Amar, servir, perdoar, isso sim, faz de você alguém espiritual!
Quem pede perdão aprendeu o que é Amar... Quem perdoa aprendeu o que é a Graça... Quem esquece aprendeu o caminho da Paz...
Perdoa-nos, Senhor! Por sermos tão rasos em nossa comunhão Contigo, mas profundos em teologias e confissões de fé.
Quem caminha na vida sem perdoar o próximo, demonstra que ainda não experimentou da imerecida Graça de Deus.
É um erro bíblico enorme acreditar que no fim, Deus perdoará o pecador que não se arrependeu dos seus pecados, pois tal pensamento não encontra fundamento nas Escrituras Sagradas.
A Disposição de Deus Para Perdoar
A natureza divina é rica em misericórdia (Ef 2.4), não necessita de nada para tornar Deus misericórdiamente disposto a oferecer o perdão gratuito a pecadores ARREPENDIDOS.
O Primeiro e o Segundo Testamento demonstram essa disposição para perdoar, bem como as seguintes características de Deus:
A santidade de caráter para nossa reverência é imitação (Lv 11.44-45), livre de qualquer vingança ou retaliação (1ª Jo 1.5-7; 1ª Pe 1.16; Ap. 4.8).
Amor ou benevolência imparcial, que leva a Deus a adiar o julgamento e oferecer o perdão (Jr 31.3). O caráter moral essencial de Deus (1ª Jo 4.8).
Bondade e benignidade, uma disposição voluntária interior (Sl 86.5) movendo a mão de Deus para conceder muitas bênçãos (MT 7.11).
Graciosidade, inclinando-se em bondade em relação ao interior (Ne 9.17).
Misericórdia, o fluir do terno espírito de compaixão (Lm 3.22); um sentimento de empatia com a miséria e a desgraça da humanidade (Ef 2.4).
Longanimidade, tardio em irar-se e paciente diante da provocação (Na 1.3); tardio em punir nossos erros e pecados (Rm 2.4; 2 Pe 3.9).
Filantropia, amor pela humanidade, expressando a afeição de Deus (Tt 3.4).
Bem, no sentido da beleza moral (Jo 10.11; Hb 6.5).
Bondade, manifestando-se em boas ações (Lc 6.35; Rm 2.4).
Graça, alegria e prazer em demonstrar misericórdia (Rm 3.24).
Alegria ou benevolência em oferecer a expiação pelo pecado (Lc 18.13).
Compaixão, um anseio emocional pela salvação do homem (Mt 9.36; Tg 5.11).
Piedade, preocupação pesarosa com trágico estado do homem (Rm 12.1; 1ª Tm 2.4).
Simpatia, compadecer-se de nossas fraquezas (Hb 4.15).
Consolo, chamado para receber força e bênção (2ª Co 1.3, do Pai; em 1ª Jo 2.1, do Senhor Jesus; em Jo 14.16, do Espírito Santo).
Paciência, tolerância com o dano e o abuso que a para a prática do mal pode causar (Rm 15.5).
Indulgência, retendo ou adiando a punição (Rm 2.4).
Portanto, ninguém precisa temer a falta de perdão, pelo contrário, Deus é riquíssimo em amor e misericórdia!
Pense nisso e ótima semana a todos!
No Amor do Abba, Marcelo Rissma.
A fé genuína é a certeza em Deus de que seus pecados estão perdoados, através dos méritos de Cristo, e você está reconciliado para o favor de Deus.
Quando você perdoa uma pessoa você tem que devolver para ela o lugar que ela ocupava no seu coração.
Resumindo:
Justificação. Nossos pecados são perdoados e somos reconciliados com Deus;
Santificação. Nossos pecados são purificados e não nos domina mais;
Glorificação. Nossos pecados são erradicados e seremos como Ele é.
O pecado abandonado é uma das melhores provas do pecado perdoado.
J. C. Ryle - Bispo Anglicano
Teologia Arminiana
