Perdi um Amor
PÁGINA ÍNTIMA
Meus poemas tão cheios de ilusão... os perdi
os deixei de cantar, mansos, estão no destino
apertando a sensação, tão solitários, os dilui
lastimando ou rindo no meu poético destino
Era boa canção de um coração de um menino
singelos versos, e que não feria, se então sofri
feliz fui, muito adquiri no trançado do figurino
pois não sabendo, entretanto, que iniciava ali
Aí, cada pranto, cada sorriso, cada um norte
e a sorte, a quimera, a inspiração, ora brando
ora forte, mas sempre com o sonhador porte
Ó página íntima, tão cheia de ilusão querida
Da lembrança, saudade, a lágrima chorando
Sigo eu em outros poemas, à minha vida! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG – 25/07/2021, 15’55”
Desde que eu te vi pela primeira vez me perdi no brilho do seu olhar, que me encarava tão profundamente que senti a famosa BORBOLETA no estômago.
Será que isso é o amor a primeira vista?
Bom a resposta eu não sei...
"Perdi- me, em algum lugar que não me sei onde, que não me sei achar. Quem achar devolva-me, pois preciso- me de urgência"
Perdi você num passado não muito distante porque continuamente brigo com ele nos meus dias atuais, me recuso a tentar, não posso perdê-lo mais uma vez.
Você me pediu que nunca mais a procurasse
E eu me perdi não te procurando mais
Você me disse que eu a estava deixando sem ar
Eu então parei de respirar
E morri de paixão!
Te perdi sem antes te dizer que entre mil vidas eu escolheria só vc. O seu olhar é a expansão que aquece a minha alma e liberta meu coração.
“” De tanto rir
Me perdi
De tanto chorar
Amadureci
Pensando ter razão
Perdi a noção
De que nossa canção
Chegou ao fim...””
Tombei distraidamente
no azul do dia
e me perdi em seu olhar de luz.
Das nuvens que fugiram sorrateiras do céu
ouço a cantiga do vento e em seus acordes me embalo
como a criança no balanço do parquinho da praça
sem pensar em nada.
Só o instante interessa:
o raio de sol que aquece o corpo
a palavra amiga que acaricia a alma
a sentimento infinito de ternura e mar.
O amor, jamais prescreve ...
Amaranhão
Amar-te-ei, Amaranhão
Porque me perdi
Contando estrelas
E me encontrei sonhando tê-las
Amar-te-ei, Amaranhão
Na poesia do seu luar
A cada aquarela do pôr do sol
E no encanto do seu olhar
Amar-te-ei, Amaranhão
Para sempre sem parar
Onde o sempre não tem fim
Vive amor e não me canso de falar
Amar-te-ei, Amaranhão
No infinito do seu olhar
No sonho do seu sorriso
Que Deus me permitiu amar
Amar-te-ei, Amaranhão
A cada sol; no intenso calor
Porque é dele
Que vive em mim a semente do amor
Amar-te-ei, Amaranhão
E me leve pra bem longe; me leve pra alto-mar
Onde eu encontro meu abrigo
E me recuso a voltar
Nas águas do teu rio, Amaranhão
Mergulho pra (re)encontrar
O que sua correnteza levou
E a vida me ensinou a amar
Amar-te-ei; Amaranhão
Até um fim
Pois você é
Um Maranhão de amor
Em mim.
Entre idas e vindas
Perdi algumas vidas
Em vazios momentos
Fiquei entre tormentos
Tentando me salvar
Comecei a amar
Cada ser pensante
Sempre sem pensar
Agora em meio a seres pensantes
Noto que nem pensei antes
Perdido em meu próprio coração
Tento fugir dessa enorme ilusão.
Antes de ti queria o mundo,
depois de ti mudou tudo,
Te perdi, sei os porques e me culpo,
É agora minha busca melancolica,
Teu riso, teu jeito, abraço profundo,
Heroi grego mudo,
Diante da bestialidade dos meus absurdos.
Sobre tua visão refletida sobre mim no rio, me afundo.
Perdendo o ar, como quando me afogava em ti,
Minha ultima visão, foi só isso,
Mas como foi de ti,
Fui pleno vendo isso tudo...
VERSOS GENUINOS (soneto)
Não me devaneei na quimera... Perdi-me
Na indecisão, entre os amores. E descobri-o
Junto de ti, vivo, bem vivo... E tão gentio!
E na escolha do querer, ao coração sublime
E há mais do que galgar, sem ser íngreme:
Há o que no desejo, ao tocar, tem arrepio
E no olhar, o tal brilho, aquele que é luzidio
Que faz histórias, e aos sonhos não oprime
Ah! Como é bom contigo estar, ó prenda!
Tão ansiada. Onde a paixão não é fugitiva
E entenda: - és tu a mais feliz das alegrias
Se é uma terna ilusão, ou talvez uma lenda
Assim possa, então, à inspiração ser cativa
E ao amor, os versos genuínos, das poesias
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09/01/2020, 06’35” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O mundo me dói,
Como uma apunhalada pelas costas,
Nada mais faz sentido,
Perdi o juízo,
Tudo que cria perdeu-se,
Desconstruiu-se,
Escorreu como lágrima,
Molhou-me o rosto,
Desgosto,
Engarrafado,
Contido num maço,
Num posto,
Em março,
Se alastra,
São só fugas,
Entre copos, fumaça e corpos,
Me aperta o cardio,
Me enjoa,
Virá pó,
Me assola a Alma,
Tira-me a calma,
Que a cada respirar se esvai,
Fico trêmula,
Inerte,
Inútil,
Misturada à esse mundo fútil,
Rebordose,
Vivendo ao inverso dos versos que um dia fiz,
Da vida que eu quis,
Como dente-de-leão,
Sopro de "Bem me quer, mal me quer",
Esvoaçou,
Em partículas se tornou,
Fragmentou,
Desmoronou.
E aquela pessoa que insiste em surgir nos pensamentos. Assim, do nada! Sem perdi permissão! E passa um filme na cabeça, mas logo ela volta para a caixinha da saudades. e parafraseando o saudoso Mestre Mário Quintana: "Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho."
