Perder Alguem Morte
Viver é sentir, sentir é viver e viver é ser feliz.
Mas o que é sentir? Sentir é poder apreciar o vento batendo no rosto, respirar o ar fresco da manhã, poder sentir cada gota de chuva que nos toca, inalar o aroma de café fresco, tocar nossos pés na areia, abraçar, beijar, perceber nossas emoções. Sentir minhas dores e saber que elas existem e fazem parte de mim, sentir minha felicidade, sentir meu coração batendo intensamente por algo, sentir o frio na barriga, sentir o amor, o nervosismo, a raiva. Isso, para mim, é sentir. Não somente o físico, mas sentir o quão único é cada momento. Só sentir e permitir que meu corpo seja, mas que não me controle. Sentir é ser, é viver. E aí está o maior medo da humanidade, viver e não sentir. A morte não é o problema, o problema é que não vivemos, apenas existimos. E deixamos para viver amanhã. E isso nos atormenta pelo simples fato de nunca sabermos quando será o último suspiro. Por que não passamos a sentir mais? Por que não aproveitamos todos os momentos para sermos felizes? Por que precisamos ganhar algo para ser feliz? Por que não paramos e percebemos que a felicidade está em cada pequeno momento da nossa vida, em tomar um café, beber um copo d'água, olhar para o céu, fazer uma caminhada, parar e apreciar uma vista - quanto sentir nisso. Mas preferimos ignorar tudo ao nosso redor e implorar por algo que nos faça feliz. A vida não é para ser julgada ou desvendada, é para ser sentida. Por que não passamos a sentir a vida com mais intensidade? Viva.
"Quando todes se vão, você vê que a vida por definição é isso, espaço vazio, você está sozinho. Ao nascer, ao morrer."
Num voo de cores, dança a borboleta,
Entre flores e sonhos, a vida completa.
Ela é o sopro do vento, a luz do poente,
Um sussurro da vida, tão efêmera, tão presente.
No entanto, vem a morte, silenciosa e certa,
Finaliza a dança, a cortina deserta.
Mas na despedida, uma nova beleza desponta,
Na metamorfose final, a vida se reencontra.
Acredite ou não, você é um mero mísero fragmento de poeira, o teu ego será a tua sepultura, e o seu corpo decomposto nem para fertilizante servirá para a terra...
In, Quem Bate?
Quando eu morri dentro de mim, eu pensei:
O que guarda dentro desse coração?
Onde estará minhas lembranças daqui à frente?
Será que é cedo a imagem do Jardim?
Sentirei cheiro de perfume?
Ou apenas um silêncio poético me espera?
(...)
E quando a morte for de carne, o que farei?
Haverá sentimentos e pensamentos,
Este dia é como um eco dentro de nós?
Passei a vida buscando significados,
Pragmatismo e alegorias ao desconhecido,
E todos chegaram a um destino de estação.
Passemos as margens do rio.
....
...Ela vê anjos ao seu redor enquanto dança frenética e aflita. Dançando, ela chora, ri... e o seu coração se agita! O corpo dança. A alma grita! E assim ela dança em descompassados movimentos cheios de uma dolorosa lembrança a sua última e mais bela dança!...
RESUMO
Após morrer de forma brutal e logo em seguida ser ressuscitado, Fel agora imortal e com o rosto desfigurado, tem como trabalho ajudar a humanidade.
E após acontecimentos que mudaram sua vida e quatro anos cumprindo seu dever, Fel agora ao lado de Alexandra, uma Anja da morte, deve descobrir como parar uma invasão de demônios na terra.
Palavras-chaves: Vida, Morte, Ressurreição, Amor, Ódio.
Quando eu partir
Vou caminhar na areia
Entre as nuvens salgadas
Seguindo o vento
Até ao fundo do mar
E sorrir
Pois eu fui feliz.
Se a sua vida é um mar de rosas então com toda a certeza um dia ela encontratrá um oceano de espinhos chamado de morte.
O homem de coração obstinado não se arrepende e nem perdoa, nem mesmo quando o seu estado paliativo lhe presenteia com a palidez dos moribundos - aquela que anuncia a proximidade inexorável da sentença final.
Destruição e restauração se repetem.
Desde o big bang, há 13,8 bilhões de anos,
os átomos que formam nosso corpo
se juntaram,
viraram estrelas,
queimaram, foram comprimidos
e liberados.
Mais uma vez, formam espirais, se misturam
e se separam.
Algum dia, quando a vida morrer,
e a Terra chegar ao fim...
voltaremos a fazer parte
de uma grande espiral.
É por isso...
Vamos nos reencontrar.
Hoje o Sol se pôs mais cedo. Heis que minhas noites são tristes e os meus dias quedos. Tudo à minha volta está taciturno, pálido,frio... Porém, em minha face já não há mais medo. Sou apenas mais um ser efêmero e perdido que aos poucos está morrendo de amor, saudades,em lamentos... Sei que em meu eterno leito não haverá ninguém ao menos escondido para chorar ou até mesmo fingir dor ! - Mas se acaso houver uma lágrima qualquer sei que esta será de algum anjo esperançoso, febril, ensandecido... Que um dia também morreu de amor!...
Ah, como são belos e magníficos os cemitérios dos outros países! Tão lindos, dá até uma vontade louca de morrer ao contemplá-los! Tão diferentes dos cemitérios do Brasil! Aqui, até a morte é feia; os nossos cemitérios parecem favelas de mortos!
Onde os bons e os maus morrem, existe equilíbrio existencial. Onde só os maus imperam , existe apenas malversação da vida, da nossa vida, causa da finitude dos bons.
