Perdemos tanto Tempo
ENVOLVIDA NA SOLIDÃO
Agora é tarde
você deixou o tempo me curar
do seu amor
te apagar para sempre da minha mente
apagar as marcas da sua mão no meu corpo,
você me deixou gelar da boca ao coração
que antes corria fogo
deixou meu sangue enfraquecer
deixou minha mão estendida e
meus olhos fechados
você me deixou sozinha na noite escura
e me sufocar com seu desespero
você me deixou,
me esqueceu
me enlouqueceu
e hoje te deixo fora de mim.
POUCO TEMPO
Às vezes eu sinto que não somos
nada diante dessa imensidão
que é omundo.
então,
por que agredir?
por que brigar?
por que matar?
por que odiar?
por que ferir?
se temos tão pouco tempo paranos amar,
se temos tão pouco tempopara viver...
O ÚLTIMO
O tempo
nos tornou estranhos,
diante de um espelho estilhaçado,
que sangra pela coincidência
da evidência da nossa carência.
SOFRENTE CANÇÃO
O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!
Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG
O tempo é um remédio infalível para muitos males. Tem coisas que só o tempo é capaz de curar. Talvez seja um dos remédios mais difíceis de tomar, mas é o que traz mais resultados. Tudo isso acompanhado com uma boa dose de paciência, perseverança e esperança.
Mágoa
Os sonhos perderam-se com frigidez do tempo
O que era para ser apenas um começo
Morreu antes de nascer
Na calmaria veio forte vento
Emoções agitaram-se numa bandeira de trégua
Mas já era tarde
Sobrevive somente um último suspiro
O desgosto ressurge iminente face a face
Os olhos vermelhos não demonstram sentimentos
O passado por instantes dominou o presente
Todas as chances sepultaram-se em um silêncio vazio
Soluços controlados prevalecem à clareza das palavras
Pensamentos propagam-se em vãs formas fúteis
E em uma troca de olhares inúteis decidem
É hora de partir
Não há mais motivos para esperar o que se tornou fatal
O enfraquecido tudo que existia não tem mais valor
Seguem-se caminhos distintos com destino sem volta
Onde como bagagem restou somente a mágoa
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
Eu sou ótima em controlar minha raiva. Eu controlo o tempo todo. Quando assoviam para mim na rua, quando um homem incompetente explica minha própria área de expertise pra mim. Eu controlo basicamente todo dia, porque se eu não controlar, vou ser chamada de emotiva, ou difícil, ou posso até literalmente ser morta.
Melhor é aproveitar o tempo que ainda nos resta, do que perder mais tempo, nos lamentando sobre o passado estéril.
Viver só pensando no futuro é assistir à vida sempre do passado. Nunca se está no tempo em que a história acontece, não se protagoniza a própria jornada e se frustra quando se descobre que pôr não escrever o presente, o futuro é mais cinza e amargo do que outrora sonhava e desejava.
Tempo fechado
Nuvens carregadas
E do céu dos meus olhos estava para cair muita chuva
Mas eu preferi rimar
"Tempo gasto com Deus jamais será tempo perdido, mas ganho!Um tesouro acumulado que as traças não corroem"
Saia dessa zona de conforto.
O tempo passa, o que passou não há como mais voltar. Mas pode recomeçar. Não se perca tanto inventando história, pois o caminho da imensidão é para todos irem e voltar.Não perca tempo, vá com calma, tem que saber aproveitar.
Início, fim e meio
início neste tempo, reinício de todos os tempos
onde inicia, onde reinicia, sempre é, sempre foi morada das nossas almas
o começo é nossa morada
espelho de tua alma, espelho da minha, reflexo que brilha e nos trespassa os corpos, incêndios, labaredas enornes, que não consomem, apenas aquecem nossos corações
penetra-me com seu olhar e outra vez me perco, esqueço de tudo, do mundo, nada mais importa neste momento que não o néctar dos seus lábios
lês o anseio de minha alma em perder-me tambem em seus labios e acende aos céus onde de asas dadas planamos enfim seguros em alturas inalcançáveis
confundindo abismos tão antigos quanto o universo, estes cedem ao nosso vôo ao nos perder de vista
de asas dadas sorrimos vida e luz
entre o princípio e o fim nos reencontramos no meio, e ao infinito não importa como se dá o início ou como termina, pois o que irá determinar tudo é o meio, o camimho
o meio como vivemos e voamos, brilhamos e Amamos entre princípio e fim..
o meio que nos leva ao fim, que é, sempre foi morada nossa
no caminho para nossa morada, a volta pra casa, o fim, pra depois do fim, começar de novo
o princípio é o fim, o fim é o princípio, nossa volta pra casa, morada de nossas almas
o meio, somos nós no caminho de volta pra casa..
Apenas por existir
a sombra fugidia
caminhante na escuridão
no despertar do tempo
sobre o tempo
te faz senhora deste
no trazer e fazer
seu próprio tempo
luz própria
que de ti emana
livra-te do tropeço
oh Espírito-Mensageiro
teu tropeçar se dá
na luz em que estás
a tecer seu tempo
quando recorda-te
da escuridão
e esqueces
tua capacidade
de caminhar nela
tua inquietude e
insubmissão
são tuas asas
na luz que
de dentro pra fora
convidam -te ao vôo
uma vez que estas
te guiam na escuridão
fazem-te temer
o vôo a luz do dia
incitando-te
ao já conhecido
com qual lidas tão bem
tempo de abandono
à solidão
o involucro involuntário
que habitas
no contraditório
ora sim, ora não
é a mistura perfeita
alcançada a elevação
espiritual
onde se encontra
harmonia necessária
entre luz e escuridão
onde
se sonhos
realidade
estando em ti
determinar este tempo
do querer ou não
alma de tal pureza
em que sonhos
alcançam os céus
as raízes precisam
tocar e incomodar
os infernos
alma de tal pureza
eleva-se
passa o primeiro
segundo e
terceiro céu
onde nos sonhos
se guarda
descansa e
perpétuamente
habita
alma de tal pureza
não é poeta
é a própria
Poesia
expressa
na simplicidade
do rosto cru
do vestido de menina
da alma de mulher
que espalha seu perfume
cantando e encantando
homens, muiheres
deuses e poetas
enlouquecendo lógicas
confundindo filosofias
desconstruindo poesias
maculando santidades
moralizando divindades
apenas por existir..
Não depende de nosso querer
desde o início, antes, neste tempo,e para sempre tivemos certeza, que por mais que nos perdessemos, seria encontrada, encontraria-me, nos reencontraríamos
a certeza de que somos, se deu pelo imediato reconhecimento, não precisamos de mais que um momento para nos reconhecermos, quando é real, não é o tempo quem mostra, é no primeiro exato momento que se define
não há necessidade de fazer o outro lembrar, não precisa se esforçar para acontecer, quando é real, é natural, voluntário, simplesmente acontece, de imediato, as almas se reconhecem como Amor, tão profundo que sempre foram a identificação se dá em fração de segundos
suas palavras, desde o primeiro instante abraçaram minha alma com um aroma de terra molhada, quando cantasses para mim "Todo universo não foi suficiente pra gente se perder" me senti como se estivesse sentado na grama olhando o mais lindo por-do-sol e em seguida o mais explendoroso nascer da lua de todos os tempos, todas as eras
sua doçura esgueirando-se pelo ar atraves de suas longas e coloridas asas finalmente haviam me alcançado, e adentraste em mim na velocidade do mergulho da águia, fazendo ninho perpétuo no mais profundo de minha alma
quando é real, não precisa que o outro compreenda que precisa estar ao seu lado, que o voo é de ambos, que a continuidade chegara
o voo, assim como a alma e assim como o reencontro, não exigem compreensão, não forçam atenção, não demandam nada além do que se deu no primeiro momento que se trocou energias entre as almas
quando é real, há desde o primeiro instante, a certeza, sem exitação alguma
quando as almas se reencontram, ha uma decisão, imediata, conjunta, de que agora são unidade
por sua longa caminhada juntos desde sempre, sobre esta, um entende o outro sem perguntas, pois tudo que está escrito nos olhos um do outro, agora que outra vez são um, leem-se mutuamente
sorvem e aprendem das lições que vem com o Amor, na certeza de que são Amor, regam-se um ao outro sabendo que até nas flores mais belas que nascerão, estas terão espinhos, e mesmo na terra mais fertil e bem cuidada, podem nascer abrolhos e ervas daninhas, espetam-por vezes nos espinhos, doem-se um no outro no arrancar dos abrolhos e ervas daninhas
guardam de si, entre si e para si a sabedoria dos séculos, do Amor para sempre vivido e outra vez vívido neste tempo chamado agora para colher dos frutos que lhes cabem
é plantio onde não se espera retorno, não se força o abrir de portas em busca deste, porque desde o início ele ja é
deita-se os olhos no horizonte, com suavidade descansa-se a alma na certeza de que a Poesia não necessita ser seduzida, a certeza não precisa ser explicada, a vida não precisa ser lembrada e o Amor não necessita ser anunciado
é a calma que se achega com a ternura do sentir um do outro e no outro, e, pelo outro; a preencher ou dar contorno aos vazios
no confiar pleno do sentir, no respeito pela diferença, no priorizar pela liberdade, no exemplo de Amar ao querendo mais, mais e mais se entregar
[...]
algum vento forte fez-te voltar ao seu ninho isolado, longe de mim, após um breve desespero, acalmo-me, voltarás, pois deixastes tua alma comigo, e; levasse a minha contigo, como sempre aconteceu, estando onde pertencem, pertencemos
da multidão que és, Jardim de Cristal, brotam em mim Flores de Lótus Líricas, sempre brotarão, rego-as, cultivo-as, as colherei
[...]
eis uma menina livre, na alma uma mulher forte, com suas grandes e coloridas asas sobrevoando por sobre os meus canteiros
busca-me, onde nunca deixasse de estar, para pousar e em nós sermos voo perpétuo, mais uma vez
não depende de nosso querer, ja reconhecemos, um ao outro, já concluímos tantas vezes, e desta vez, ainda tantas outras vezes, que nossas almas não resistem uma a outra, nunca resistiram..
O tempo voa depressa... Um dia a gente tá brincando na rua sem se preocupar com nada e num piscar de olhos, envelhecemos. No caminho perdemos pessoas que amamos e seguimos com nossas cicatrizes, buscando uma "cura". Só restam as lembranças de um tempo bom que não volta jamais...
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