Perdemos o que Deveria ser nosso
Da mesma forma que sabes
acabar com a felicidade dos outros..
deveria saber acabar com toda
essa tristeza que existe em seu ser!
Vida e Morte que casal cheio de mistério, a Morte leva quem deveria deixar vivo e a Vida mantém vivo quem deveria estar morto.
Esta é uma palavra que a gente deveria colocar sob suspeita durante algum tempo. Quais são as coisas que a gente não faz porque realmente não tem vontade e quais aquelas que não fazemos porque são arriscadas? Eis um exemplo de risco que confundimos com “falta de vontade”: falar com desconhecidos. Seja um flerte, um simples contacto, um desabafo, raramente conversamos com estranhos. E sempre achamos que “foi melhor assim”.
Terminamos sem ajudar e sem sermos ajudados pela vida. Nossa distância nos faz parecer muito importantes, muito seguros de nós mesmos, mas, na prática, estamos passando longe dos milagres que os anjos colocaram em nosso caminho.
E nunca vou deixá-lo ir
Você deveria saber
Que eu nunca vou mudar
Sempre vou ficar
Se você me chamar, vou estar aqui.
talvez eu deveria te deixar agora
mas os outros não sabem o que dizem
eu deveria seguir minha vida sozinha
mas ninguém sente o que sinto
me dizem que você não é o cara certo
que só me faz mal
mas qual delas um dia me fez bem?
se eu te deixar meu mundo acaba
meus poemas vão ter menos sentido ainda
o céu não vai ser o mesmo
agora eu te pergunto
o que fazer?
se o sentimento é maior em mim?
você é jovem tem muito o que viver
eles dizem
mas o problema é esse
só sabem dizer
quero ver se pudessem sentir isso
eles iriam voar
mas em questão de tempo iriam cair no chão
sempre caio
você me faz cair
estamos bem agora
mas e da qui a cinco minutos?
por que faz isso?
deixa meu mundo mais bonito
e depois estraga tudo?
me faz sentir linda
e a pessoa mais estranha do mundo?
mas o que fazer se é você
ninguém entende
como poderiam entender?
se os sentimentos são meus
me faz mal
mas tem que ser você
meu coração pede para que seja você.
Todo autor de livro de autoajuda deveria colocar na última página um laudo psicológico. É preciso ter certeza do que ele vive antes de seguir qualquer ensinamento. Buscamos intimidade com Deus para depositar nossa fé nEle, quanto mais no homem...
Quando Darwin disse que eramos a evolução do macaco, certamente deveria está apaixonado por uma chimpanzé...
Relembrar a infância. Isso deveria ser maravilhoso se não nos deparássemos com os adultos que somos hoje.
Somente o amor poderia -- e deveria - agradar a todos.
Deveria? Sim: deveria porque o julgamento e aplicação de pena para os corruptos em todas as suas forma é forma de amor, nas não os agrada.
Um bom conselho: Não se preocupe com mais coisas do que deveria. Dê prioridade apenas para certas coisas, as outras poderão ser feitas em momentos oportunos. Poucas coisas são realmente necessárias e úteis.
Nosso alvo deveria ser ter cada vez menos razão para nos arrepender. E para tal, temos que acertar mais, errar menos.
Você mais do que ninguém deveria saber a dor de uma perda, mesmo estando viva, continuo longe de ti.
Não fiz o que queria,
porque nunca soube o que queria.
Não amei o que deveria,
porque nunca soube se deveria.
E, entre esse "dever" e esse "querer",
perdi-me.
Perdi-me entre o ser e o parecer,
onde se estendia um campo de batalha,
onde todas as minhas vontades desertavam
antes mesmo do primeiro tiro, deixando apenas as bandeiras plantadas
em território nenhum.
As pessoas vivem.
Eu assisto ao filme mudo da existência alheia,
da poltrona desconfortável da minha consciência —
esta cadeira de espinhos
que chamo de "eu".
Elas vivem de migalhas e festas,
de segundas-feiras sem graça,
de desejos medíocres,
de pecados sem culpa.
E eu tenho mais sonhos que noites,
mas nenhuma janela para voar.
Ah, se ao menos me dessem
um riso emprestado,
um amor qualquer,
uma vida sem importância —
eu a aceitaria como um mendigo
aceita a última moeda que não compra nada,
mas faz tilintar no bolso.
Mas não me deram.
E agora,
o que me resta
é escrever versos, poesia que ninguém lerá
num caderno que ninguém encontrará.
Talvez eu mesmo tenha sido
apenas um rascunho de homem, aquela primeira página arrancada
e amassada no cesto de papel,
onde Deus joga os projetos inacabados.
Há todo um universo que não me pertence,
todo um dolorido e quieto
não-viver.
As pessoas passam — não como rios, mas como garrafas vazias
rolando no asfalto.
Não tive paixões — tive asterismos.
Constelações de desejos que nunca se tocaram.
Quando a noite aperta o cerco como um credor implacável,
e os últimos faróis se apagam como velas num bolo de aniversário não comemorado,
eu desenterro meus mortos
e faço-lhes dançar ao som de um órgão de rua.
Tenho mais sonhos que o céu tem estrelas,
mas nenhum chão onde plantá-los.
Ter todos os apetites e nenhum dente,
todas as fomes e nenhuma boca.
Eu, notário do amor não consumado,
registrava em ata o que nunca aconteceu —
protocolos de beijos não dados,
autos de carícias não realizadas,
processos de encontros
que permaneceram eternamente
na sala de espera do destino.
Enquanto, lá fora, implacável como um metrô noturno,
a Realidade segue, indiferente,
passando sem parar pela minha estação.
O jornalista deveria ter ética. No Brasil essa é uma qualidade rara.
