Perdemos o que Deveria ser nosso
O segredo de Uma Alma
"...E de quem eu deveria esquecer…
lembrei ainda mais.
A solidão me leva por outros caminhos,
onde só me faz sentir errada.
Não entendo o que o destino está fazendo…
e isso me assusta."
A dor é mais profunda quando o julgamento vem de onde deveria vir o abraço, e o desamparo vem de quem prometeu caminhar junto.
O vazio mais doloroso não é o de estar sozinho, mas o de estar cercado por quem deveria nos acolher e só nos julga.
O Ibram, Instituto Brasileiro dos Museus, deveria em uma nova politica nacional de inclusão museal, publicar uma nota e sugerir que as antigas e equivocadas denominações de museus do índio, espalhados por todas as regiões, sejam reformuladas para indígenas ou dos povos originários. A antiga denominação do índio, não significa nada e é amplamente desqualificada e equivocada.
A legislação federal deveria criar um cadastro único de adoção, catalogado apenas por números, onde estivessem inscritos crianças para serem adotadas com todos os tipos étnicos, gêneros, seqüelas, deficiências, saúde e todas as enfermidades congênitas. Pois a escolha, para a adoção de um novo ser bonito, branco, saudável, loiro e com olhos azuis, não faz parte da realidade brasileira. A oportunidade de uma grata maternidade e paternidade, de um ser pronto oferecida pelo estado, só deve ser dada a aqueles que estejam prontos para receberem com amor, carinho e acolhimento a quem quer que seja.
Maior inspiração de um homem muitas vezes é o pai,ou a mãe.
Más a maior inspiração deveria ser os dois juntos.
Porem nem todos filhos tem esse privilégio.
Eu tive um pequeno privilégio de usar todo bem e amor que tive de mãe para assim ,ser quem eu sou.
Mesmo com a perda da minha mãe, aprendir tanta coisa com ela que fez eu vira um homem e não um moleque imaturo.
Quando uma mãe educar seus filhos de verdade, eles tornam homens, ao contrário si tornam moleques mimados.
Por nós dois
Fiz tudo que eu podia fazer,
Tudo que eu sabia fazer,
Mas, nada de que eu deveria ter feito.
Nada que pudesse chamar a tua atenção.
Nunca perdi a esperança
De um dia encontrá-la em meu mundo,
Porque o mundo que sonhei será construído por nós dois.
Edney Valentim Araújo
O mandatário político, seja quem for, que saqueia o dinheiro público para enriquecer deveria apodrecer na prisão.
Benê Morais
Todo agente político deveria apresentar um laudo médico antes de assumir o cargo, pois trabalhar com o destino do povo é uma responsabilidade muito séria.
Benê Morais
O ministro do STF não deveria ser escolhido em razão da cor ou do sexo, mas sim pelo saber jurídico, pela conduta ilibada e, antes de tudo, por ser apartidário.
Benê Morais
Antes de imitar Paulo Francis, o intelectual esnobe deveria conhecer Patativa do Assaré.
Benê Morais
A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.
Igreja deveria ser igreja, sem holofotes, sem paredes pretas, sem luzes apagadas durante o culto, sem o show, e o principal, pregar a renúncia, pregar a santificação.
Acho que a igreja cristã não entendeu, o cristão mesmo não deveria estar ali trabalhando armado e nem ter armas, no Getsemani Jesus ensinou à não usar armas. Mas, o mundo moderno dá fardas e armas para cristãos.
Santa Catarina carrega uma rica herança alemã, italiana e açoriana, mas isso não deveria servir de motivo para alimentar exclusão. A minoria de catarinenses que insiste em se sentir "mais europeus que brasileiros" pratica uma xenofobia mesquinha, que envergonha a história do próprio estado. O Brasil é diversos, e negar o direito de ir e vir a outros brasileiros é cuspir no prato da própria identidade nacional.
Benê Morais
