Perdemos o que Deveria ser nosso

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Na minha opinião, você não deveria se julgar com rigidez. Escute o que seu coração diz. Dê valor ao que você sente e seja sincero com você mesmo.
Aceite suas emoções, sem medo. Diga "sim" só quando tiver certeza do que quer.
Não tenha medo de dizer "não".
Pare de pedir opinião para todo mundo sobre suas decisões e confie na sua própria opinião. Você é capaz!


Alexandre Sefardi

O Nelson Rodrigues deveria ser lido em cada lar, nas escolas, em cada enfermaria de hospital, nos cemitérios, em cada cama de casal, nas igrejas, na porta dos bares, nas confrarias de bêbados, nas escolas de freiras e nas casas das "meninas", ditas filhas da desgraça.

Luiz Felipe Pondé
Pensando em Nelson Rodrigues, apenas imorais e neuróticos verão a Deus. Folha de S.Paulo, 1 fev. 2026.
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O "eu te amo" deveria continuar tendo algum risco. Carregar uma mínima vertigem. Não ser dito como hábito, ser dito com menos frequência e mais perigo.

Casamento deveria ter bula, igual remédio: informar os benefícios, os riscos e os cuidados para funcionar bem.

“A casa deveria ser o lugar mais seguro emocionalmente para um filho.”

Agora ouve bocas que não deveria,
palavras que nunca foram pra você.
No meio do barulho, algo se perde,
e o silêncio já não sabe voltar.


DeBrunoParaCarla

" A juventude não deveria dar lugar a sabedoria... Dane-se a experiência...""

"" Nenhuma mulher deveria se sentir usada, mas sim conquistada, respeitada e amada todos os dias..."".

" Falavam o que eu deveria fazer
diziam que eu nunca mudaria
fincaram dores
roubaram amores
prossegui
levantei mais forte
mudei minha sorte
e estou aqui
energizado para conseguir...

Não me culpe se meu corpo tem vontade própria,
se meu desejo desconhece o “dever ser” ou “deveria ser”!
O desejo não tem regras.
O corpo não tem regras.
O amor não tem regras.
A vida não tem regras.
O que eu tiro disso tudo?
Que não há nada mais urgente que viver!
E, sinceramente, eu tenho pressa!

Definitivamente eu não consigo perdoar o que deveria ser evitado. E eu sinto muito, mas sempre que eu tento fazê-lo, sinto ainda mais.

Nunca é tarde para ser a pessoa que você deveria ter se tornado.

Estamos tão ocupados promovendo nossos cultos, que esquecemos de cultuar Aquele que deveria ser o centro de tudo. Cristo!

Capítulo — Quando a porta se fechou

A chegada da minha filha mais nova deveria ter inaugurado um dos períodos mais felizes da nossa família. Mas, quase ao mesmo tempo em que ela nasceu, o mundo inteiro fechou as portas. A pandemia nos trancou dentro de casa, silenciou as ruas, modificou rotinas e obrigou milhões de pessoas a reaprenderem a viver.

Eu acreditava que estávamos enfrentando apenas mais uma fase difícil.

Não estávamos.

Enquanto o mundo parava, meu casamento também parava — só que de uma forma muito mais silenciosa.

Meu marido já não era mais meu marido.

Ele vinha para casa apenas para jantar e dormir. Nos fins de semana, trabalhava. As conversas desapareceram. Não existiam mais planos, risadas, confidências ou discussões sobre o futuro. Falávamos apenas do que faltava comprar, das contas da casa ou de alguma necessidade imediata das crianças.

Nem sobre os filhos ele perguntava.

É claro que eu percebia que alguma coisa havia mudado. Mas tentei justificar tudo.

Pensei que fosse a pandemia. Pensei que fosse o peso de um bebê recém-nascido. Pensei nas dificuldades financeiras. Pensei na minha própria dor, porque eu ainda não havia aprendido a sobreviver à morte da minha mãe. Havia dias em que a saudade voltava inteira, sem pedir licença, e eu mal conseguia respirar.

Talvez, eu dizia para mim mesma, fosse apenas uma fase.

Talvez estivéssemos todos emocionalmente cansados.

Passei um ano inteiro acreditando nisso.

Mas o amor, quando vai embora, deixa pistas por todos os cantos da casa.

Ele já não pegava nossa filha caçula no colo. Não brincava com ela. Não perguntava como ela estava. Saía cedo, sem sequer dizer bom-dia, e voltava apenas para cumprir uma rotina mecânica de comer e dormir.

O que mais me machucava, porém, era vê-lo perder a paciência com nosso filho do meio. Qualquer motivo era suficiente para uma explosão, e eu sempre precisava me colocar entre os dois para protegê-lo.

A casa já não era um lar.

Era apenas um endereço onde quatro pessoas dividiam o mesmo teto.

Até que chegou um sábado de novembro.

Ele entrou com um lanche nas mãos. Entregou às crianças. Sentou-se. Comeu em silêncio.

Então olhou para mim e disse, sem alterar a voz:

— Vou embora. Não aguento mais.

Foi como ouvir uma sentença.

Perguntei por quê.

Disse que podíamos conversar. Que poderíamos tentar. Afinal, eram treze anos de casamento. Treze anos de histórias, sonhos, dificuldades e conquistas.

Mas ele já havia partido antes mesmo de sair pela porta.

Disse apenas que estava com depressão e que precisava se afastar.

Naquele momento, eu acreditei.

Por mais que meu coração estivesse sendo despedaçado, minha maior preocupação deixou de ser o fim do casamento.

Passei a acreditar que o homem que eu amava estava doente.

E pessoas doentes precisam de cuidado, não de abandono.

Depois que ele saiu, tentei ligar todos os dias.

Mandava mensagens.

Perguntava se estava bem.

Perguntava quando veria as crianças.

Não havia respostas.

Nenhuma.

Nem para saber dos próprios filhos.

Naquela época eu também enfrentava outro medo.

Eu estava desempregada.

Precisava alimentar duas crianças pequenas e reconstruir uma vida inteira.

Foi então que decidi transformar um pequeno espaço da casa numa sala de reforço escolar.

Comecei com apenas dois alunos.

Era pouco.

Mas era um começo.

Em dezembro já atendia quatro crianças. Ainda não resolvia todos os problemas financeiros, mas me devolvia algo que eu havia perdido havia muito tempo: a sensação de que eu podia construir alguma coisa com as minhas próprias mãos.

Foi também em dezembro que ele voltou.

Não porque sentisse saudades.

Nem porque quisesse conversar.

Eu havia mandado uma mensagem dizendo que, se ele não buscasse seus pertences, eu colocaria tudo no lixo.

Ele apareceu.

Entrou em casa como quem nunca tivesse ido embora.

Deu bom-dia.

Sorriu para as crianças.

Brincou com elas.

Riu.

Como se nada tivesse acontecido.

Depois devolveu a chave da casa, pegou suas coisas e foi embora.

Simples assim.

Sem lágrimas.

Sem conversa.

Sem despedida.

Sem qualquer demonstração de emoção.

Parecia alguém visitando parentes distantes durante uma viagem: entra, cumprimenta, pega o que veio buscar e segue seu caminho.

Naquele momento, eu ainda alimentava uma pequena esperança.

O Natal estava chegando.

Treze anos juntos.

Dois filhos.

Talvez ele aparecesse.

Talvez quisesse reconstruir alguma coisa.

As crianças pediram para falar com o pai.

Liguei.

Ele atendeu.

Havia música ao fundo.

Estava arrumado.

Desejou feliz Natal.

Mas disse que não viria.

Naquele instante, algo dentro de mim finalmente acordou.

Ele não estava tentando se curar.

Não estava vivendo um tempo de afastamento.

Ele já estava vivendo outra vida.

E, pela primeira vez desde que tudo começou, compreendi que eu precisava parar de esperar.

Naquela noite, entendi uma verdade dolorosa.

Os filhos eram meus.

A responsabilidade era minha.

A força teria que nascer de mim.

Não porque eu tivesse escolhido isso.

Mas porque a vida havia escolhido por mim.

E, embora eu ainda não soubesse, foi exatamente naquele momento — quando todas as portas pareciam fechadas — que comecei, silenciosamente, a reconstruir a mulher que eu seria dali em diante.

Ninguém me ensinou a viver,
não veio guia, nem roteiro,
nem um mapa dizendo
onde eu deveria pisar.




Helaine Machado

Nos fechamos tanto com o passar do tempo e deveria ser o contrário.
Silenciamos nossa criança interior ao ponto de quase matá-la, por isso tantas pessoas estão adoecendo, tendo depressão, inclusive jovens e as próprias crianças, se encasulando cada vez mais, devido o excesso de tecnologia.

Tenho refletido sobre Ti e confrontado minha fé. Sei que não deveria recuar, mas permanecer inabalável naquilo em que acredito. Surgem inúmeros questionamentos, como se houvesse sempre algo empenhado em me distanciar da minha fé e da minha intimidade contigo.

Ninguém ama por acaso.
Ninguém esquece um amor.
Ninguém deveria perdê-lo.

Respeitar o próprio limite também é entender que nenhuma relação deveria exigir que abandonemos a nós mesmos.

[Verso 1]


Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.


O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.