Perda de um Amor por Orgulho
Canetas de aluguel
Não há crime em alugar uma caneta, como se diz vulgarmente quando um político contrata um jornalista, assim como não existe crime em alugar uma casa para um escritório político.O crime está em alugar uma casa para pessoas que se reúnem para perpetrar crimes, para tramar contra a liberdade, para montar estratagemas de obtenção ilegal de fundos para campanhas.
O crime não está em contratar o jornalista e sim na produção e divulgação de textos preconceituosos, que contenham dados inverídicos, no todo ou em parte, com a finalidade de induzir as pessoas em erro.
O jornalista profissional que sabidamente veicula textos preconceituosos, que encobrem a verdade e publica notícias inverídicas, no todo ou em parte, é tão criminoso como o que aperta um gatilho.
O assassino tira a vida de uma pessoa, os que enganam o povo torcendo a verdade, encobrindo falcatruas e induzindo o povo a votar nos criminosos com ficha suja, acabam com a vida de uma comunidade e até com uma geração de indivíduos.
Você me daria um emprego? E sem sentir medo?
A minha mão novamente
está estendida a implorar...
Eu envergonho-me deste gesto,
meu Deus venha me ajudar!
Só que hoje eu senti uma fome absurda,
que doía e parecia que ia me matar
Numa atitude de desespero eu voltei a mendigar
E como resposta,
muitos me olham com o desprezo no olhar!
E dizem:
- Porque este homem não vai trabalhar?
-Eu não tenho sapatos,
só esta roupa suja e rasgada a me agasalhar!
-Não tenho nem mesmo um centavo,
nem documentos que possam me identificar!
-Será que alguém me daria um emprego,
e sem sentir medo?
-Se por acaso você conhece alguém assim,
por favor...
me dê o endereço!
“É mais fácil criticar,
é mais cômodo achar um defeito,
do que estender a mão e ajudar!”
Pensamento de um passarinho
Deram-me a liberdade, abriram à gaiola!
Eu nem pude acreditar!
Olhei desconfiado e pensei...
-Eu não sei voar!
Acostumado com os limites de espaço,
lembrei-me de todas as vezes que eu tentei fugir
e fui vencido pelo cansaço!
Eu sempre via os meus amigos
fazendo voos rasantes pelo céu, porém eu só via
Pássaro de gaiola não voa,
de tão triste nem canta, só assovia!
Com receio e isolado do mundo eu pensei...
- A porta está aberta, será uma armadilha?
-Se eu sair o que irão fazer comigo, eu não sei!
Eu sou pássaro de gaiola
condicionado a viver uma vida sem horizontes,
eu sou desconfiado!
Gaiola aberta para mim não quer dizer nada
As horas são iguais, tanto faz ser dia ou madrugada!
Dá vontade de sair e enfrentar o meu medo
Arriscar a minha vida,
melhor do que a triste sina de viver preso
Porém encolho-me num cantinho,
como quem fica esperando a morte
Desacreditando de tudo,
até da minha própria sorte!
Hoje eu quero abraçar o mundo...
Ontem eu era um homem bonito, rico e inteligente,
achava-me melhor do que tanta gente!
As Mulheres que eu tinha eu não amava de coração
Eu possuía muitas e exibia para todos a minha coleção
Cresci no meio da riqueza, tive tudo na minha infância
Não me assentava com os pobres deles eu queria distancia
Carros eu trocava como quem troca de roupa todo dia
Não dava carona para ninguém, nem que fosse por cortesia
Ao passar por lagoas e ver crianças
a se divertir um nojo eu sentia
Para mim só a minha piscina aquecida, fugia de água suja e fria!
Pensava... como pode este povo comer em lanchonete?
Lanches quase sem recheio, disfarçado com vinagrete!
Adorava que me vissem saindo de um restaurante grã-fino
Pagava um absurdo, aprendi a me exibir
isto eu sempre fiz desde menino!
Estudei nas melhores escolas
e depois num empresário eu me transformei
Atrás de uma mesa tratava os subordinados
do jeito que eu sempre sonhei
O tratamento era diferenciado
os de pouco estudo eu sempre menosprezei
Mas a vida veio me cobrar por ter tanta petulância
Depois de um dia de trabalho do nada desmaiei,
então chamaram a ambulância
Nos exames algo trágico... um câncer cerebral,
e ali morreu toda a minha arrogância
Perguntei então curioso
-Quando eu caí, quem me socorreu?
-Foi um peão e o nome não sabemos,
mas com certeza um subordinado seu!
Localizei o empregado, o abracei agradecido
e o transformei no melhor amigo meu
Eu que sempre quis dividir hoje estou tão adoecido
Entre convulsões e horas lúcidas, me sinto enfraquecido
O meu orgulho exagerado...eu já não carrego mais comigo
Quem me dera voltar atrás e desfazer a minha história
Dividir este mesmo espaço neste mundo
para nós já é a maior glória
Somos carne e osso, sentimos dor e fome,
a soberba é uma causa ilusória!
Ah se hoje eu pudesse, se fosse me dado uma nova chance
Tomaria um banho de lagoa e depois comeria um lanche
Arranjaria um amor de verdade,
viveria então o mais lindo e longo romance
Coisas tão simples e de valor
que sempre temos ao nosso alcance!
Hoje eu quero abraçar o mundo, qualquer um,
nem que seja por um só instante
Janela
Uma janela
Uma fenestra
Uma ventana
Ela não é apenas um elemento de vedação
Ela pode ser um portal para o nosso inconsciente
Ela pode ser um portal para o nosso coração.
Os pratos vazios...
Um pai contava histórias na hora da refeição
Nos olhos atentos dos filhos, nenhuma divagação
Os pratos vazios, as bocas ávidas por uma refeição
Aquela lastimável situação ele queria abrandar
A fome de seus filhinhos
ele tentava de alguma forma disfarçar
Ele lia em voz alta com muita empolgação!
Porém os seus olhos estavam tristes,
exibiam a amargura cravada no coração
Quando viu seus pequeninos caindo no sono, parou de ler
E ficou a pensar no dia seguinte, no que iria fazer!
Quem sabe conseguiria um emprego
e diria adeus para aquele pesadelo?
Então a sonolência veio e ele procurou o sossego
E sentindo muita pena dos seus entes queridos,
adormeceu nos braços da esperança e do medo!
Um nada, um resto
Eu sou a beleza externa mais completa!
Eu nada falo e nada penso, eu não preciso...
A ninguém dou um agrado
Com a minha imagem a todos eu presenteio
Não preciso aprender, oferecer e amar...
O que eu aparento já me basta!
Aonde eu vou a minha presença
conquista e ganha qualquer um!
Eu não penso em envelhecer;
e em morrer eu nem quero pensar
o meu fim será por completo
Eu sempre fui tão vazia por dentro,
eu nunca amei!
Quem se lembrará de mim?
Depois da minha morte eu nada serei
E dentro de um caixão modesto,
só vai sobrar
a minha matéria morta...
Um nada, um resto!
Obs: Ofereço este pensamento a todos aqueles que só pensam na beleza exterior!
"O palhaço Chorou"
Um dia triste que vem rasgando o coração
Sorriso desperdiçado num rosto que sumiu na imensidão
Olhar opaco e distante, de quem perdeu o chão
Sinto um vazio na alma a me acompanhar
Olho no espelho e prefiro não me enxergar
Nem os raios do sol conseguem me alegrar
No meu quarto eu nada vejo, só a escuridão
Os meus passos incertos caminham sem direção
No meu interior só se faz solidão
O silencio insiste em ficar
Um dia escuro difícil de enxergar
Uma tristeza profunda que não quer cessar
A fonte de alegria secou
A música que tocava parou
E no picadeiro o palhaço chorou
"Um pedido"
As ondas molham os meus pés descalços
Elas vem e vão...
No pensamento um pedido
Que elas levem para longe,
as lágrimas que eu chorei em vão.
E tragam de volta o meu sorriso!
"Eu gostaria de ser um pássaro"
Eu gostaria de ser um pássaro,
e voar para bem longe,
me distanciar dos meus problemas,
conhecer novos horizontes,
ver a vida com outros olhos
e por um dia deixar de ser eu mesma...
Viver a vida de alguém que está a sorrir,
a chorar, a amar, a perder...
E então perceber que as vidas neste mundo
são tão parecidas...
E quem sabe se depois desta viagem,
eu voltaria com saudades do que eu sou!
"Um poema encantado"
O poeta enlouqueceu
sufocado com as palavras que não conseguia usar
Elas brincavam dentro dele,
querendo sair e desejando se expressar
Contudo eram desconexas, brigavam entre si e não rimavam
Ele não conseguia jogá-las para fora
porque não diziam nada e não se combinavam
O que fazer com tantas palavras guardadas
e sufocadas no seu interior?
Eram belas e conflitantes, falavam do ódio,
da paz, da guerra e do amor
Com lápis e papel na mão, os dedos tremiam,
pois não conseguia poetar
E lágrimas de desespero nos olhos do poeta,
queriam se aflorar
Ele adormeceu e sonhou com as mesmas palavras,
segurando com força as folhas de papel
E no sonho então passou a escrever,
os mais lindos versos nas nuvens no céu
Utilizou todas as palavras
que antes eram absurdas e sem razão
Nunca escreveu um poema,
com tanta destreza e imaginação!
Então o poeta despertou sorrindo
e escreveu o que havia sonhado
Havia graciosidade no conjunto das palavras,
um poema encantado!
E agora as lágrimas eram de contentamento,
pois surgiu dele uma nova poesia
Poeta que é poeta faz versos até em sonhos
e tem duas vidas, a real e a da fantasia...
Se todo mundo amar um pouco mais as pessoas
e fazer coisas simples de coração ao próximo
o mundo pode ser tao melhor...
mas enquanto não podemos mudar o mundo todo...
vamos tentando mudar o "mundinho" ao nosso redor
Algo pode ser simples ou difícil, uma solução ou um problema, tudo depende de como você lida com a situação.
Com uma pratica de actos inrrenovaves que influenciam um carácter não consolidado por um comum acordo sociedativo, não os deixa constringirem apenas os crê por mais que os sejam fies nuca o serão perfeitos.
As vezes a saudade me faz lembrar em um agluém, as vezes me perco em meus pensamentos e me acho nesse alguém.
“Esse princípio Adotado Pela Constituição é um Pecado Capital gravíssimo se referindo Que “Todos Somos Iguais Perante a Lei” pois bem Discordo Dessa Afirmação Igualdade Diante Da Lei , e Encorberta, Na Realidade Isso Gera Um Insensato Mundo Desigual.
Quarto. Um quarto. 1/4.
Cama de gata. C(ama).
Restos de mim em vestígios.
Eu já não sou tão inteira assim.
Feito peixe me descamo.
Feito flor me despetalo.
E feito pacto
Vou me prometendo
Vou me con(sagrando).
Em lençois de cama usados
Em bitucas de cigarro.
Entre buzinas de carros
Entre a poluição sonora
Entre as luzes de uma cidade morna
E eu fico aqui, assim, no escuro.
De um quarto. Um quarto. 1/4.
E esse trato de acalmar a vida
Já virou bobagem
A vida sempre faz um trato de te acalmar
Logo depois de te afrontar
Com mil pedras na mão.
