Perda de um Amor por Orgulho
Tentei criar uma conclusão
Para toda uma emoção
Mas cabe ao meu coração
E não em poucos versos paralelos
O que sinto e penso
Mas resumirei um dia
O que eu sentia
Triste foi perceber que nem todos os sonhos se realizam, por mais que você queira lute ou tenha fé, eles não se realizam.
Nos teus olhos vi que mais uma vez me
apaixonei pela pessoa errada. Mas você me surpreendeu e me disse: que sentia algo por mim também.
O mundo é cruel por não saber a diferença de receber e de dar, as vezes perdemos tempo brigando por coisas terrenas e não admiramos o que se tem para amar.
Minha vida é tão sem sentido que nem eu mesmo consigo explicar, momentos guardados relembrados que só me fazem chorar.
Tarde demais
E... mais uma vez você vem com suas desculpas (e eu desculpo)
E mais uma vez você diz que sente muito.
Me segura por um fio...
E depois me derruba... mais uma vez.
Sempre tem mais uma vez.
Como água do rio... corredeiras.
Mais de uma vez dor e mortes certeiras.
Mil vezes me afoguei e
... em seguida voltei.
E me desafoguei.
Na margem do rio sentei.
Respirei... fundo respirei
E mais de mil poemas poetei.
Cansei.
Você não precisa de mim.
Você não gosta de mim.
Entendi... na hora certa... só
agora é tarde demais (pra você).
Tão tarde... que agora é fim.
Vou continuar sem você e você vai conseguir seguir sem mim.
Travessia
Hoje acordei com a estranha sensação de leveza.
Da vida vi toda a beleza.
Do futuro tive certeza.
“Mereço zelo, carinho, cuidado.’
Sei que no meu seguir nada vai dar errado.
Há flores.
Há cores.
Livre pra todos os sabores.
Eu achava que era preciso ter o caos.
Achava...
Não, não nasci assim...
A desordem não é pra mim.
Talvez, quem sabe, pode ser...
Com isso viver deixo pra ti.
Abri a porta.
Abri a mente.
Sem nada em mãos, nem em mente.
Parti.
E não vou olhar pra trás
Sobre dor
Em alguns dias dói.
Noutros dói mais do que doía.
A dor do presente é mais profunda do que a dor antiga.
Ó vento, cala-te um pouco.
Me deixas louco.
Preciso ficar aqui solitário.
O mar está se tornando cada vez mais cinza.
A felicidade é um bem retardatário.
E eu não sei mais o que fazer.
Pra daquele amor esquecer.
Ó mar salgado... minhas lágrimas te salgam mais...
Meu choro talvez fizesse minha amada voltar atrás.
É só daquele abraço que preciso.
A razão de meu amor...
Por que tardas em voltar?
Não voltarás.
Essa é a verdade.
Eu... eu que fique pura saudades.
Dor ingrata dor...
Segues comigo aonde eu for.
Escancaras tua crueza, tua dureza...
Tua indelével sutileza.
Não me deixas nem ao menos me enganar.
Minha amada não vai voltar.
Ó vento, acabe com esse tormento... pare de ventar.
Ó mar... pare de marear.
Dor, ó dor... pare!
Eu só desejo me enganar.
Eu queria ela comigo observando o luar...
Eu queria ela ao meu lado sempre que possível estar...
Eu queria ela perto, abraçada comigo vendo uma Netflix sem se preocupar com o amanhã chegar, pois ao seu lado é o único lugar aonde eu quero estar.
A sorte é amiga da esperança. Portanto, acredite na última oportunidade, talvez ela não irá te decepcionar.
nascente
nem dia ainda é
nem escuridão
nesta hora de silêncio, fé
o sono já em vão
e a alma já de pé
mansidão
neste momento aflito
agoniada a solidão
que suspira num agito
num grito, em oração
será meu este delito
ou será do coração?
não importa a importância
não importa o cravo
o amor é relevância
o poeta da poesia escravo
a poesia pro poeta substância:
prosa, cria, aroma, desagravo...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
Rondo meus pensamentos,
Encontro seu sorriso
Numa beleza infantil
Alegre, inocente e doce.
Tenho a felicidade do seu
Amor, surpreendente mulher.
Nunca imaginei que o futuro se encarregaria de
Unir-nos
Neste
Encontro
Sublime.
*Acrônimo com Renata Nunes
Sabe aquele sentimento quando você só percebe que ama alguém depois que perde? Então... eu também sei... :/
O que era quente,
Se tornou frio.
O que fazia sorrir,
Hoje faz chorar.
O que fazia bem,
traz dor.
O que era amor
Se transformou.
É como gritar calado, numa imensa escuridão
É como sentir todos os sentimentos, e não saber descrever algum
É viver morrendo... E morrer vivendo
É... Isso é amor, ódio, paixão... Isso é viver partido ao meio, e ainda sim, se entregar por inteiro
E eu te entrego meu humilde poema, partido em milhões de pedaços, onde cada-qual, se encaixará perfeitamente em ti.
[É, só em você...
Nas areias do tempo
Sou eu quem lhe dar as mãos solidão
.
.
Texto de Renata Pereira (Relopes)
Dê os créditos se gostar e copiar
Sinto necessidade do sofrimento
Para escrever poesias
Como o ar para respirar
Sem ambos não sobrevivo
.
Texto de Renata Pereira
Ao léu
Ando perdido em sentimentos descompassados,
Na linha tênue que separa a alegria da loucura.
Em meio ao caos de sentimentos vazios,
Surge uma alegria sombria, assustadora,
Solitária e vazia, que vaga ao meu redor
Fazendo-me ver oásis em deserto salinos,
Mudando de rota a minha caravana,
Sem questionar as minhas vontades,
Trazendo a tona uma realidade cruel
Que me amedronta a alma,
Jogando-me em ruas desconhecidas
Ao frio do inverno que tende a me seguir,
Ao relento, com sede, fome e medo,
Eu me agarro em coisas supérfluas
Para evitar que seja consumido,
Sem perceber que superficialidades
Só aumentam o meu desgaste,
E acabo culpando o mundo
Por algo que só depende em mim.
@CarvalhoEscrito
O meu melhor esforço
Ando por caminhos improvisados,
Mas bem pensados,
Às vezes preciso correr
Outras vezes preciso parar.
Busco qualquer sombra
Para aliviar o meu cansaço,
Maldito sol, me queima inteiro,
Bendito sol, nutri-me a vida!
Quando me escondo, a vida para
E vida parada, de que serve?
Sacrifico-me ao tentar seguir,
Pés descalços, pele ardente,
Suor que me molha, exalando o odor
Dá dor de árduos passos,
Busco a sombra, preciso repousar!
De sol em sol, tento descansar,
E quanto mais parado fico,
Mais tempo à vida me vê perder,
É melhor eu caminhar
Antes do dia escurecer.
@CarvalhoEscrito
