Perda de um Amigo
Quando perdemos um familiar, um amigo e um namorado nos ajuda. Quando perdemos um namorado um amigo nos ajuda. Quando perdemos um amigo, nem mesmo o tempo cura
Nada é por acaso. Aquela oportunidade que você perdeu, um amigo que se foi, um amor que te abandonou. Veja pelo lado bom, tente tirar proveito desses acontecimentos. Como diz o ditado: “Há males que vem para o bem”.
“Sobre mim que com ele perdi o melhor e o mais fiel dos amigos, o amigo de quatro décadas, a quem mais devo do que posso exprimir em palavras, - recai, agora, a obrigação de cuidar desta terceira edição e também de preparar, para publicação, os manuscritos que deixou, só segundo volume...”
Você se diverte com tudo o que acontece na sua vida.
É do tipo que perde o amigo, mas não perde a piada.
Isso tem seu lado bom porque nada a deixa estressada e dificilmente fica triste.
Mas pode ser ruim porque, quando é preciso falar sério, você tem dificuldade.
Além do mais, nem todo mundo tem o seu espírito esportivo, infelizmente.
Então, aí vai a dica: continue se divertindo muito e curtindo todos os seus momentos.
Antes de fazer brincadeiras com qualquer pessoa, contudo,
certifique-se de que ela é daquelas que levam tudo numa boa.
Nenhuma mentira é maior do que a mentira no amor. Podemos perdoar um amigo, considerar as razões dos pais, compreender os irmãos. Mas num relacionamento a mentira é como decretar o fim. Mesmo que acertem, que tentem diferente e de novo. A mentira sempre viverá à sombra do casal. Aparecerá no meio de uma discussão meses, se não dias, mais à frente. A mentira do outro sempre será o argumento para condená-lo ou para justificar suas falhas na relação. E vice-versa. O problema sempre será maior do que pensamos. Mesmo que o outro nunca mais faça aquilo, andaremos com um pé atrás. Procuraremos sinais que comprovem as palavras antes e depois do encontro com os amigos. A saída sem você será sempre uma dúvida ocupando o pensamento. Ele pode ter mentido sobre como usou o dinheiro guardado, sobre o lugar que foi, com quem esteve, que trajeto fez em sua viagem e não importará quão leve ou profunda seja o que deixou de ser verdade, não há mais segurança nas palavras. Podemos mentir para salvar o amor, não raro, a verdade é a primeira coisa que sacrificamos.
A mentira não começa a existir no dia que nasceu. Ela nasce quando é confessada ou descoberta. Quando você já está dentro dela que nem percebeu. Quando é impossível de remedia-la. Quando você já é cúmplice. Quando não há mais resgate para o amor. O que mais agride não é o porque a mentira foi criada. Recomeçamos os relacionamentos, a confiança não se recomeça. A dor nunca será o que o outro ocultou em suas circunstâncias, mas não compreender o porque não éramos dignos da verdade.
Perder um amigo é como cair uma pedrinha de uma jóia que para mim é muito valiosa, e sem essa pedrinha a jóia não tem o mesmo valor, nem o mesmo brilho.
Quero colecionar pedrinhas ao longo de minha vida.
Para o meu amigo que tem um amigo que perdeu a sua querida…
Hoje escrevo para todos e para alguém especial, hoje escreverei sobre o meu país que carrega esperança através das suas cores, das suas pessoas e seus costumes. O meu país não é velho nem novo, tem a idade do tempo, e o tempo sabe-se lá que idade tem!?
Hoje falarei para todos e para um amigo especial, que tem alma pura, que sente e sofre por todas nós, Mulheres e crianças, por todas mulheres que carregam no ventre o peso do amanhã e de África nos seus retalhos: família, trabalho, comida, prosperidade, tristezas, lutas, vitórias, derrotas, luxuria, vulnerabilidade, amores e desamores. Mulheres que devem parir um macho para que elas sejam dignas de orgulho e sejam reconhecidas no clã como boas mulheres, o que é isso de ser boa? Não entendo, mas continuemos, falo daquelas que são consideradas boas parideiras, a escolha acertada, bem vistas pela sogra, por aceitarem caladas e em dobro aquilo que elas viveram de mais amargo, como se de um troféu falássemos! A essas mulheres exige-se um macho e se não vier que faça pelo menos filhos fortes e saudáveis! Se porventura fêmea pariri, não será renegada mas, será preterida, não será excomungada, mas, será olhada de lado, embora para os anciãos mais vale fêmea que pode parir que mulher estere, porque essa última será devolvida por seu ventre ser oco, ou por seu Homem não dar filhos (blasfémia, Homem que é Homem, sempre dá filhos!?!? Dizem…).
Mas, meu amigo é de longe e não entende muito bem o tempo do meu país, mas ele tem compreensão apurada para o amor e a dor que são universais, por isso escreveu-me que sentia muito o sofrimento das mulheres moçambicanas e eu compadeço dessa dor tamanha, nós mulheres, somos um megapixel no dito “mens world!”, enfrentamos diariamente dramas socias e culturais, de afirmação, de posição e o pior de todos centra-se na saúde! Meu país, que tem o tempo do tempo, também é doente, logo sua saúde física e espiritual também padece de males maiores, de cuidados intensos, de ligaduras, pois sofre constantemente de escoriações e de feridas expostas. Hora vejamos, como se justifica que nos dias de hoje mulheres e crianças morram no parto? O que nos falta para priorizar a vida, se ela é que será o garante de um Moçambique de um novo tempo? De votos renovados e de esperanças e conquistas sábias?
Quando o meu amigo me falou sobre este assunto, tentei perceber donde ele vem, para saber de onde sou. Eu sou do lugar em que a história castigou sua evolução e que o presente castiga a sua afirmação e dignidade. Ele vem de um lugar distante em que a saúde e a vida são prioridades e valores essências do seu país em que o tempo tem mais tempo do que o meu. A vida lá, não é alienável, não porque não se morra, morre-se sim de outros males, morre-se de solidão, de solidariedade ao vizinho, de corrupção, entre outras coisas mas, não falarei disso agora e aqui, porque o que falo sobre o meu país é mais profundo, mas urgente, mais nauseabundo!
Assim, decidi pesquisar sobre tema, para falar com mais propriedade, para não ser leviana e quando começo a pesquisar deparo-me com a seguinte manchete! “Em cada 100 mil nascimentos, 520 mães perdem a vida por complicações durante o parto no país. Estes números são constrangedores, quando comparados à realidade europeia (aqui acrescento não se trata de comparar, não está bem e pronto! Pois vidas não se comparam!), onde morrem apenas 5 a 6 mulheres durante o parto. O problema deve-se à falta de unidades sanitárias.” (…) “todos os anos, cerca de 86 000 crianças recém-nascidas morrem antes de completar o seu primeiro ano de vida, e outras 38 000 morrem antes de atingir os cinco anos – quase 340 todos os dias”.
Queridos amigos moçambicanos, vamos olhar para dentro de nós e acordarmos para esta realidade, vamos lutar por um melhor Moçambique, como mais dignidade, com mais saúde e com mais esperança, vamos exigir uma correcta aplicação dos nossos impostos, vamos ser participativos e donos dos nossos destinos e bater o pé quando o que não for certo alienar o bem mais precioso que temos…a VIDA!
P.s. querido amigo, que te quero tão bem, um abraço meu ao teu amigo, talvez tu longe onde te encontras poderás dedicar um pouco do tempo para ajudar o meu país que é novo no seu tempo mas velho nos seus lutos!
Inn Sheila Miquidade, Maputo, 10 de junho de 15.
Quero longe da minha vida,
parente serpente e
amigo ausente.
De nenhuma forma
vou me perder
na necessidade de aceitação.
Aprendi, a duras penas ser minha melhor amiga,
Estou do meu lado, sempre.
O auto abandono é a pior das doenças...
Ou a porta de entrada de todas as outras.
Ou sou amada, ou sou odiada...
O mais ou menos me enoja.
Quem entra na minha vida,
dificilmente vai embora.
ou vai porque não sabe a que veio.
E de vazios, meus espaços se preencheram...
Jesus, meu amigo, ajuda-me!
Sinto-me perdido.
Os problemas são muitos, não sei mais o que fazer.
Tu és a luz do mundo: dissipa minhas trevas,
mostra-me o caminho!
Dá-me coragem, senhor!
Tu me amas e me entendes: não me abandones!
Sustenta-me com teu amor, liberta-me de tudo
que destrói a minha vida.
Estou sozinho e sem forças:
vem em me socorro, ajuda-me, Senhor!
Principalmente se ajuda vier de Deus.
Perdoar não significa ser amigo da pessoa. Perdoa é aliviar os braços que tentam enforcar quem lhe ofendeu
