Pequenos textos Reflexivos
Dor que nem fogo apaga
Que prevalece do desejo do saber
Que me impede de viver
Sem saber o que faça.
Digo às folhas o que sinto
Não sei se haja alguém que as leia
Mas agora pouco importa
O futuro o dirá.
Raiva, fúria tudo isto me trazes
Tu, Ò dor que me afogas
Que da alegria me libertas
Mesmo com o fogo lá fora.
Se não estivesse só…
Não sei,
Não estamos todos?
Fingindo-se e iludindo-se
Não somos nada além de sós.
Tu, aquele que caíste
Como cai a noite
E tu que cais na noite
Onde ninguém te vê.
Nunca pensei nos que caiam
Apenas naqueles que voavam
Mais alto que o céu
Até que te vi tão baixo
Quase no chão como nós
Tu que voavas.
Como tu me sinto eu
E quem sabe muitos outros
Pois quem sobe há de descer
Então que desçamos até não mais haver
O que descer.
Tudo é incerto
Neste mundo de onde escrevo
Não há nada de sucesso
Para além do pouco
Que escondido e louco
Não deseja ser-lo;
Tudo é falso
E nada o é
Porque se o fosse,
O falso era o tudo
E nada era nada;
Dos poucos que com o nada se contentam,
Porque pouco mais têm
Que o nada,
Não sei se sou,
Porque nada eu tenho
Para saber o que é ter.
Nunca fui bom com palavras
Talvez porque palavras
São para ser sentidas
Coisa que eu não faço
Pouco sinto e menos penso;
E muito minto.
Quem me dera ter desejos
Eu que nem ambições tenho
Porque sem ambições não me decepciono
Ao falhar como tanto faço;
Nunca é diferente
Não mudo, não penso
Pouco sinto;
E muito minto.
Por vezes sinto que nada sou
Por vezes sinto que muitos sou
Só sei que o sou
Porque se não o fosse
Nada seria;
Pouco sei
Não por querer
Mas por desistir
O saber não é algo meu;
E daqueles que sou
Um deles de algo sabe
Eu que eram todo
E agora sou muitos nada
Que dos muitos
Pouco sabem.
Nós somos os do fundo.
Piores do que ser nada,
Somos os que não se aguentam de pé
Pois nem pernas tem
Porque as perderam na queda.
E os que em baixo nos colocam
Os de mente poluída
São os que almejamos ser
Para sermos mais que nada
E sermos tudo.
Quem nos dera ser os outros
Que percebem o que digo
Sendo que nem eu, o nada,
O percebo.
O que esperam de mim
Se sabem que vou ajudar
Carro, mansão, oh ouro
Isso eu não tenho pra dar
Conheço vocês muito bem
Mais o que conhecem de mim
Só não sei o que fazer
Quando eu estou assim
“Ajudo todo mumdo”
Só não sei mim ajudar
Aguento as dores dos outros
Mas a minha não sei suportar
O que faço agora
Se tudo pra mim é prisão
Chorar pelos cantos sozinho
Sem ter nenhum que mim dê a mão
Não sei o que fazer!
Só sei que sou assim!
Ajudo aquele que precisa!
Mas não sei ajuda a mim
A Lua e o Sol
De tanto a lua correr atrás do sol
Ela se apagou por uns bons momentos
Agora a lua ressignifica o seu valor
Porque o sol já se foi
Para brilhar onde sempre brilhou
O que ficou foi a certeza de um talvez
Que da memória pediu para sair
E, sim, saiu
Sol, brilha, brilha forte
Porque amanhã a lua pode te encontrar brilhando
E brilhar contigo também
A eternidade é o instante do coração
Por isso, o coração não faz voltas
Vai de um ponto a outro - numa linha reta
Somente depois, muito lentamente surge a razão
Dando voltas, parando, cortando, medindo, analisando, julgando
Condenando e se perdendo nos labirintos dos dias
Dos tempos e dos espaços - Indo, vindo, retornando
E pegando atalhos para seguir em frente
E tudo, enfim... Para desvendar os segredos
Que o coração sabe - num instante de eternidade...
Poesias que hão de caducar um dia
Ponto de ônibus
Brilha, estrela, brilha!
Brilha no azul do céu condenado
abraça o espaço/tempo e brilha
nesse agudo gueto urbano desalinhado.
Rasga o vento a face fria
dos sujeitos por hora tornados ilhas
em sinuosas filas aleatoriamente formadas
e organicamente organizadas.
Vagos olhos brilham
vago olhar, vaga... triste
sem referências e sem brilho
pela falta de nexo desse lugar.
Nuvens cinza vagam
num horizonte (azul) disforme
vagam os olhos perdidos
na vastidão deste vazio enorme.
Que o amor seja o nosso impulso pra cada movimento
Nosso guia, nosso caminho, nossa chegada
Que seja o alimento para o nosso corpo e nosso pensamento
Que seja a fonte de nossas alegrias e presente em todos os outros sentimentos
Que seja tão forte, maior que possa suportar nosso peito
Que seja simples, a ponto de se espalhar sem ter medo
É o que eu desejo pra hoje, pra mim e pra você!
Ana Paula Silva
Autora do livro: Me apaixonei por um poeta
"Chega um momento na vida,que tudo tem que ser arriscado,temos que virar não só a página,mas talvez até mudar de livro,a vida não pode ser acomodada,o ato de viver tem que ser aproveitado a cada segundo,
Vamos parar um pouco de temer o que pode acontecer no futuro e arriscar mais no presente,temos que parar de nos importar com a idade,afinal de contas o que torna um livro bom,é a sua história e não o número de páginas..."
Meu dia foi como todos os outros, milhares de pessoas ao meu redor, entretanto, a cada olhar que ousasse cruzar meus olhos era interrompido por uma busca. Sim, uma busca por aqueles olhos cor de mel que faltava naquele lugar.
Maior parte das vezes sinto meu dia incompleto, vazio ou totalmente desfalcado como se tivesse faltando algo, alguém, você.
Miojo
Pode mais que, em um tempo tardio,
onde flores já não podem mais
Regar as dores com um sorriso frio
e dormir vazio dentre os jornais?
Pode eu, não mais tão meu,
viver dos ardores pela tv impostos?
Comer da sede de quem sacia
a supremacia de cobrar impostos?
Fosse tarde não mais diferenciaria
o torpor da carne, suor da escarne
a pingar no mar que está a lavanderia.
E se da culpa não mais me entorpecer
é da saudável vida, âmbar mordida
que de fadiga, hei de cozer.
✴ A essência
Eu sou o que sou
Eu sou só eu
Não sei ser ninguém a não ser eu
Eu ajo sendo eu
Eu falo sendo eu
Eu penso sendo eu
Não sou individualista mas sei que sou individual
Tenho um carácter mas sou eu
Tenho um estilo mas sou eu
Eu sou o meu mundo
Eu sou o que vivo
Eu sou o que sinto
Nasci presa a ser eu
E morrerei presa ao que sou
Aquilo que sou é único e inimitável
Uma coisa especial e visível apenas por mim
Os outros não vêm aquilo que sou
Pois eles também são
Esta é a razão pela qual eu experencio a vida
Para ser eu
Parece que nada funciona quando não te vejo, não te abraço e olhe em seus olhos.
Parece que chego em casa depois de um longo dia de trabalho e nada esta lá para me relaxar.
Parece que todas as musicas que eu coloco tem uma sintonia que combina com a nossa.
Parece que eu estou amando de novo, parece.
Sempre tive repulsa de cigarros. Mais por um instante comecei a gostar, admirar aquele pequeno ato de colocar o cigarro tão delicado na boca e a forma em que jogava fora aquela fumaça que fazia com que você tivesse seu fim mais próximo. Meio tolo descrever algo tão banal e tão fútil que muitas pessoas fazem no dia a dia, entretanto, comecei a viciar não no cigarro mais sim em te ver fumar.
Há me deu uma saudade gostosa daquele cheiro que fazia meu estomago embrulhar e de dar calafrios. E outra vez estou pegando antipatia de cigarros.
EXISTE UM ADÁGIO POPULAR QUE DIZ: O QUE OS OLHOS NÃO VEEM, O CORAÇÃO NÃO SENTE.EU COMPLETO: SE O CORAÇÃO NÃO SENTE É PORQUE NÃO CHEGOU NA MENTE, SE NÃO CHEGOU NA MENTE NÃO DÁ PRA PROCESSAR, SE NÃO CONSIGO PROCESSAR, NÃO ENTENDO, SE EU NÃO ENTENDO, PRA MIM NÃO EXISTE. E SE NÃO EXISTE, PRA QUE ME PREOCUPAR?
VEJA POR ESSE ÂNGULO ,E EVITE PROBLEMAS.
M.C.A
As vezes me paro para pensar em tudo isso que está acontecendo na minha vida.Tendo congelar tudo em minha volta e me concentrar em meus próprios pensamentos, ou seja, séria impossível me concentrar em tantas palavras, textos ou metáforas que passam pela minha mente todos os dias.
Será que tudo que eu faço por ela vai ser em vão? Essa e a frase que mais martela minha mente a algumas semanas. Tudo anda na medida certa sem brigas ou discussões, entretanto, eu sinto que ela as vezes gosta que fiquem em cima dela ou que papariquem. Isso me dói de verdade.
Questionamento
Serei eu?
Serás tu?
Serão eles?
Quem será?
Quem poderá saber?
O certo ou errado
Um novo amanhã
Dorme menino, acorda homem!
Sente o mundo
Sente o caos
Não sabe pra onde ir
Não sabe o que fazer
Não sabe
Não sabe
Nem que poema irá escrever
Seremos nós?
Sereis vós?
Serão eles?
Quem será?
Quem poderá saber?
Um dia quem sabe
A humanidade se entender.
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