Pequenos textos que falem sobre Amor
Vale a pena pensar e repensar ,se nossas escolhas ,e administração de tempo realmente nos trazem benefícios como estamos habituados a crer .
Se somos "substituíveis" então para que servem a dedicação, a exposição, a empatia, e o resto ?
Vivemos como se tivéssemos todo tempo do mundo , quando na verdade somos em massa mais frágeis que um folículo de Taraxacum officinale , em um sopro toda a beleza, estrutura, construção e manutenção ... Acabam.
O Luto
O luto em um todo é triste
Mais um luto de um pai ou uma mãe é terrível, mais uma coisa eu tenho a dizer que nem mesmo a morte pode separar, o grande amor que eu sinto por você e você por mim
Então o tempo passa mais o seu ser mora no meu coração, a coragem e a força para seguir em frente, vem de você que quer o meu bem
Posso dizer que eu te amo mil milhões e o nosso amor servirá de GPS para quando eu partir daqui
Para te encontrar novamente.
O sol quente avermelhado
Mas tem o vento para te deixar mais aliviado
O calor inexplicável
Mas do nada vem um sentimento diferenciado
Um frio de arrepiar
Mas tem um moletom para se esquentar
Um café quentinho para tomar
Ler um livro para relaxar
A chuva ta muito forte para sair
Mas nada melhor do que um filme para assistir
Para acompanhar tem uma pipoca deliciosa
Isso da uma sensação muito gostosa.
Os lábios dela molhados
Um sorriso que me deixa encantado
Os olhos dela brilhando
Acho estou me apaixonando
O corpo dela e perfeito
Me da ate uma coisa no peito
Quando vejo ela meu dia fica perfeito
Eu gosto de ficar com ela
Da vontade de dançar uma valsa eterna
Um dia chuvoso com ela
Olhar o tempo pela janela
Isso não e ser bobo não
Isso e um coração cheio de paixão
AVERSO
Quem poeta pelo suspiro sofrido
Em lágrima dum trágico flagelo
É quem se deixou estar perdido
Esquecido dum versar mais belo
É quem do emotivo foi redimido
Expurgado do verso mais singelo
Na emoção se encontra indefinido
Na inspiração tristura em paralelo
É quem se norteia com a navalha
Da dor, em trova ensanguentada
Amortalhado em rítmica mortalha
É quem no choro faz de morada
No coração o amor sofre e talha
Mas, a paixão, sempre sonhada!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2020, 28 de setembro – Triângulo Mineiro
Há a existência de um equilíbrio para se alcançar uma paz.
Temos primeiro que aceitar a ideia de nem sempre estarmos bem e rejeitar a ideia de estarmos sempre mal...
A tristeza e a alegria devem ser aceitas como partes de um todo, onde uma não deve ser desprezada enquanto a outra é aclamada, ambas são um pedaço de nós...
Seguimos oscilando, ora somos faróis, ora somos barcos à deriva…
Seguimos sendo dilacerados, quebrados por quem tanto nos dedicamos…
Para em seguida magoar pessoas lindas com os nossos atos insanos…
Enquanto não nos focarmos na nossa própria cura, regando diariamente o nosso solo infértil com amor-próprio e amor ao próximo…
Continuaremos sempre andando em círculos…
Que isso tudo passe, que floresça em nós sabedoria…
Que Deus como farol nos guie!
Você chegou do nada
e tornou-se tudo de repente.
Horas de trocas e risadas,
a inexplicável chama ardente.
Foi tão fácil perceber
a mudança interior.
Uma coisa inegável
as doses fortes de amor.
Do nada a coisa toda obscurecida,
a paixão em interrogação.
O corte na ponta da lâmina,
alterando totalmente a direção.
Um vácuo no chão aberto,
uma montanha tapando o infinito,
o arco-íris afastado do céu,
os tons de cinza esquisitos.
As fontes secas,
as flores sem coloração.
O que nos transformavam em um, nos quebrando em mais de um milhão.
Inteligência é a capacidade que os seres vivos têm de perceber o meio em que estão inseridos, é a capacidade de observação.
Consciência é a soma de todos os processos cerebrais;
Personalidade é a forma como esses processos acontecem.
Não existem múltiplas inteligências, assim como definiu Gardner, mas claro, tudo depende de como se define a inteligência.
Quanto maior a capacidade de observação de um indivíduo, maior a sua inteligência.
A mulher é a terra,
a cova a espera
da semente.
O homem a sementeira,
com sua semente ele faz o plantio
de muita gente.
Por ordem da criação,
ele é agricultor,
cultiva a terra com amor,
a mulher solo fértil
e tão gentil,
faz sua parte com infinito ardor,
e eis a terra cheia,
de pessoas, flores e alimentação
para multidões!...
***
LEVA
Cevando se me vai de traço em traço
O fado, que a mor emoção vai sendo
O sentimento em ensaio despendo
Té que a sorte me dê bem remanso
Amando, quando posso, eu romanço
Sempre na busca, assim, pretendo
Tê-lo, enfim, um fomento tremendo
Onde os abraços tenham descanso
Vendo-me, pois, portanto, carente
Metido nas agruras desses enleios
Eremítico.... me entrego à ventura
Ah! quando a dita me faz contente
De novo o coração em bons meios
Se dispõe: .... com leva de ternura!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/10/2020, 21’57” – Triângulo Mineiro
Não compreendo inconstâncias.
É ou não é... Assim deve ser.
Por vezes despertas em mim o melhor, faz-me ver além e imaginar inúmeros possíveis futuros, mas por vezes despedaças cada pensamento meu, levando-me a crer que tudo não passou de um momento de delírio, uma ilusão criada por minha mente inquieta...
Me torturas por puro capricho ou nem tu se compreendes?
SONETO DESBOTADO
De tiranas nostalgias, sobrevivido
o fado, vou suspirando, e vazado
vou passando ao ocaso passado
dos dias onde o jeito é nascido
O agrado em rasgas dividido
corre da satisfação apressado
pro vazio, palpita compassado
na solidão, em pesar convertido
E, murmurando tão cruelmente
o trovar alvorece no desalento
e um aperto no peito então sente
Oh! má sorte, no amor sedento
Que vive a lastimar no poente
desbotando está o sentimento!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04/10/2020 – Triângulo Mineiro
Tenho medo da rapidez que leio sua mensagens, mais medo aínda da rapidez que as respondo...
Tenho medo de viver, e me apaixonar por
você... Tenho medo de te perder, mais ainda de que
você escolha ir...
Tenho medo por gostar de você...
Tenho medo, pois é minha única forma de defesa... Enquanto você, nem posso dizer...
Soneto da distância
Quando dois corpos querendo se tocar
E a distancia o fazem separados
Esperam o ansiosos o tempo passar
E acalmar os corações atribulados
A esperança o fazem acreditar
Que ao fechar os olhos serão confortados
Isso os farão relembrar
Que quando ama não esta isolado
Assim, quando a noite chegar
E a solidão não te fazer bem
E no céu só restar o luar
Sei q vai olhar pro céu
E estarei olhando pra lá também
E estaremos unidos por um mesmo véu
Dos gostos da vida
os mais repentinos
são os que suscitam
a predisposição a amar.
Apreciar a brevidade,
sem deixar de fitar o evo
é inferir que o ego cego
nada pode contra a physis.
E quando o medo circunda,
atravancando a vastidão
(e o apelo é para o não)
transpasso meu coração
ao desejo mais límpido,
que deveras traduz
a arte do meu íntimo.
Pressupondo que é vário
enxergo sem embargos
que a vida é imprevisível.
Ainda lembro de você
Às vezes com querer,
Às vezes sem conceber
Por que findamos no espaço-tempo.
Será que expiramos pela
fatalidade do acaso
Ou estamos vivas numa outra realidade?
Da tua boca saem mistérios
Do outro lado suspiro
Enquanto te almejo.
Em câmera lenta recordo do nosso beijo
e percebo que aviou.
Pois, me sobejaram apenas memórias.
A verdade é crua, baby!
— O amor às vezes,
tanto bate até que fura
E acaba.
Passa o dia,passa a noite,passa às horas,minutos eu não vejo a hora de te ter ao meu lado....
Sentir...
Teu cheiro...
Teu gosto...
Teu suspiro...
Teu sussuro...
Acordar ao teu lado,todas as manhãs,ver o sol ao seu lado,te fazer feliz e te chamar de meu amor,meu eterno amor,meu cumplice,meu anjo.
Prepare-se !
Prepare-se para chorar, reclamar, sofrer, padecer, ficar sozinho e solitário, ser traído ou abandonado...
agredido e ofendido...
muitas vezes até agredido...
Mas depois de um bom tempo a ser esquecido,
e muitas lições ter aprendido...
A tempestade de sua vida irá passar e a tão sonhada felicidade do amor vai chegar !
Prepare-se um novo tempo esta chegando !
Prepare-se !
A UMA DESPEDIDA
Agora, que o final me convida
A solidão parte do pensamento
Cada suspiro outro sofrimento
Nas recordações sem medida
E, de pareio com a despedida
Foi-se o bom contentamento
Dentro do leito o tormento
Enfim, dá dó essa dor doída
Pra que era tê-la evocando
As lembranças, do outrora
Se agora, me falta o crer...
Querer, já quiz, até quando
Pude ser, e nesta outra hora
Quero amor no bem querer!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
