Pensar em Nós Mesmos
Sem perceber nós mesmos fazemos coisas que não queríamos e termina acontecendo o que jamais pensamos que um dia fosse acontecer.
Antes mesmo de pensar temos que fazer. Quando agimos sem pensar somos cem por cento nós mesmos. Ou seja, somos puros e neutros.
Pertencemos ao nosso pensamento da forma mais contrária e perfeita a nós mesmos.
Ou pensamos nossas fronteiras renovando-as, ou elas pensam sobre nós destruindo-nos.
Se o papel aceita toda escrita, aceitamos todos os borrões, vírgulas e todas as reticências a que nos submetemos em nossa vã experiência de viver.
Sossego imperfeito esse do mundo a contradizer o que ainda não foi dito.
Felicidade ameaçada essa da completude.
Incompleto somos nós, a cada segundo que respiramos.
E a única coisa que nos sustenta é o que nos derruba na distração.
O sorriso guiado fora de nós é ainda o mais importante.
Porque mesmo distraídos, atiramos ao mundo o calor daquilo que somos.
As vezes pensamos em nós mesmos e acabamos esquecendo do resto, as vezes pensamos no resto e acabamos esquecemos de nós mesmos...
Imagem própria
A imagem própria é a que temos de nós mesmos, é o que sabemos ou pensamos que sabemos sobre nós mesmos.
Muitas vezes nos espantamos quando percebemos que as pessoas não nos percebem como nos percebemos; ficamos perplexos quando ouvimos de outra pessoa uma descrição nossa que não corresponde àquilo que enxergamos em nós mesmos.
Somos, sempre, muito condescendentes conosco, superestimamos nossas qualidades e subestimamos nossas deficiências. Psicologicamente isto é provado fazendo simplesmente uma auto-análise, quando somos induzidos a enumerarmos dez de nossas qualidades, escrevemos coisas que nem sempre correspondem às verdades que não admitimos. Quando somos induzidos a enumerarmos dez de nossas deficiências, temos muita dificuldade, ao passo que tudo se torna mais fácil quando enumeramos as dez, ou mais, deficiências de outrem. Mas isto é inerente ao ser humano, criticar sempre, reconhecer, dificilmente.
A nossa auto-imagem é superficial, colocamos debaixo do tapete as nossas deficiências e gritamos como a vida é injusta conosco.
Às vezes maquiamos a nossa imagem própria, mas é um artifício que não dura para sempre, um dia “casa cai”.
Não sei se não nos conhecemos realmente ou se nos conhecemos o suficiente para mascararmos nosso verdadeiro eu.
Nesse momento, eu não sei quem sou eu. Não sei se sou o que penso que sou. Nesse momento não tenho nada para oferecer, somente dúvidas.
Gostaria de saber se há alguém que sinta assim, que vasculhe dentro de si e diga: eu não sei. Não quero ser analisada, pois os conceitos da psicologia eu conheço, só quero alguém leigo mesmo, que não sabe nada, mas que me leia e me diga o que realmente quer dizer, que me perdoe a fraqueza ou simplesmente ignore ou compreenda o meu sofrer. Estou misturando emoções. Na verdade só quero escrever.
Será que é o desmoronamento de mim?
As maiores verdades sobre nós mesmos são aquelas que levam poucos segundos pra se pensar, e são rápidas ao se dizer.
Uma relação de carinho
Quantas vezes somos nós surpreendidos por nós mesmos...
Pensamos agradar e acabamos por machucar...
Quantas vezes uma pessoa entra em nossa vida e permanece...
Neste relacionamento sentimo-nos com uma flor.
Pela fragilidade apresentada nos sentimos menos egoístas...
Pela dedicação ofertada fortalecemos a relação e nos tornamos especiais.
Uma relação de carinho não deixa a flor murchar;
Uma relação de carinho impede que desapareçamos de vez;
Uma relação de carinho faz com que exalamos o nosso bom perfume;
Uma relação de carinho fornece calor aos nossos sentimentos...
E como almas esquecidas a vida tornou-se mais bela e cheia de carinho,
Com as almas aquecidas, tudo se renovou e mudaram os pensamentos...
Com essas almas atrevidas o resgate tornou-se muito importante!
Agora de mãos dadas sentimos a beleza do amor suave, bem juntinhos e coladinhos...
O gosto de tudo se tornou elementar, o gosto pelo sol, pela lua, e pelo vento que nos acaricia...
As ondas e seu quebra mar;
A chuva com suas águas renovadoras;
A floresta com as suas surpresas;
Os jardins com as suas belezas;
E por fim...
O amor sendo vivenciado a cada estação num romance inigualável... seja com a taça de vinho, com o buquê de flores, nas fotos cinzentas ou na brisa do mar!
Somos aquilo que pensamos.
Temos em nós mesmos a capacidade para criar, analisar, expressar, julgar e decidir tudo o que vem a nossa mente.
O que fazemos e como fazemos com isso é o que nos faz ser o que somos.
Lembrando que de tudo isso daremos conta.
PRECISAMOS DIZER a nós mesmos chega disso, basta esse tipo de pensamento, vou fazer o que realmente é necessário sem ficar falando demais e achando que não existe outra saída. Existem coisas que precisam simplesmente ser feitas, e já demorou (Nelson Locatelli, escritor)
Penso que o nosso amor e nós mesmos somos como as árvores: passamos por estações. No verão, ficamos verdes; no inverno, com as folhas cobertas de neve, congelando até o nosso interior; na primavera, belos, alegres e floridos; no outono, ficamos com as folhas marrons, tão murchas e secas que até caem ao chão.
A cada ano a árvore passa por cada uma dessas estações, e essas são imprescindíveis para seu ciclo de sobrevivência. Apesar disso, ela nunca morre, pois sua raiz está sempre firme e bem nutrida; seu tronco e sua casca estão, a cada ano, mais grossos; hoje ela está mais forte que antes, pois soube tirar de cada um desses momentos aquilo de que necessitava. Tal qual uma árvore... assim é... e assim há de perseverar, o nosso amor.
“No dia em que pararmos de pensar em nós mesmos e pensarmos na Natureza, nosso mundo seria um paraíso, sem poluição, desmatamentos, vejamos o Deserto do Saara, queremos ficar com um daquele?!”
Vamos pensar um pouco, sociedade... carrascos de nós mesmos, afinal de contas a cada quatro anos reelegemos nossos carrascos....
