Pensamentos para epígrafe
Descartes enfatizou: “Penso, logo existo.”
Se ignorar o que penso, ignoro que existo e se viver na ignorância, serei vazio de existência.
Sabe aquele desejo de estar em outro lugar?
É o mesmo de outrem, cansado de lá estar.
Nossa natureza nos traz essa dor:
presos no ciclo de querer
e no tédio de pertencer.
O segredo da quietude da alma é fazer do presente residência, do futuro, vitória, e do passado, uma escola. Olha só, você aprendeu com ele agora!
Realmente tudo passa no dia seguinte. São apenas mágoas – más águas, uma vez sendo “águas” logo passam.
O que sou? Será que sou o que penso ou será que penso que sou?
Hoje a única certeza que tenho é do presente, e disso grato sou.
Quer saber a forma de matar um homem sem o tocar?
Tire a importância dele e faça com que nada do que ele fizer seja necessário.
Breve há de chegar o momento em que este sentimento há de se desvairir e ser levado pelo vento como tantos outros que se perderam no relento de pensamentos preenchidos com o porvir.
A verdade é que ninguém tá bem genuinamente, só se ocupa de mais afim de não perceber a dimensão da própria ignorância.
Mas sim, eu sigo buscando a quietude da mente frente ao saber, até porquê, o simples fato de viver não vem com manual de instruções.
Escreva algo bonito
Veja um arco-íris
Queria um filtro
Deve ser meu fardo
Simples tola
Talvez eu pense errado
Minha poesia não é bela
Tem quem goste
É fera
E ncanta com trechos e versos,
S entimentos e pensamento escritos,
C onquista se estes forem sinceros,
R ealidade e o lúdico o inspiram,
I maginação nos livros externada,
T enacidade e inspiração que motivam,
O stentação de emoções partilhada,
R egozijos e conflitos, reflexos de vida.
Vou invadir a tua mente
pra encontrar morada,
ficarei às espreitas,
agirei sorrateiramente
até chegar a hora exata
dos pensamentos persistentes.
Num certo tempo,
um assobio do vento
quebra um pouco o silêncio
por eu estar só
com meus inquietos pensamentos
influenciados por meus sentimentos despertos,
às vezes, é angustiante o momento,
não é e não deve ser constante,
mas fazem parte os lamentos.
