Pensamentos de Solidão
"Às vezes, parece que estou errado ao expressar meu verdadeiro eu. Se eu sempre ceder, não transmitirei ensinamentos. Embora tudo aparente estar bem, a realidade é que nem tudo está tão perfeito assim. Talvez para você, pois estou agindo exatamente como deseja. Equivoquei-me ao pensar que você era mais resiliente do que eu."
"Silenciosa
Vem a noite fria
Que lentamente habita em meu âmago
E reclama um verso!
‒ Que pena! Não te tenho rimas.
Sou apenas miragem de uma vida!
Rindo… uma vez outra chorando!
Às vezes de um sonho
De uma canção
Ou de um gemido a devorar-me!"
Rogério Pacheco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
Quando você está em meio a multidão
E se sente sozinho e
No abraço não consegue sentir o carinho.
Olhar distante perdido em pensamentos
Nesse instante não vive o momento.
Quer encontrar algo que preencha o Vazio do seu coração.
Mas não sabe onde encontrar nem a Razão porque nós vivemos de emoção.
Flagelo
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
Sem abrigo, sem paredes,
sem cama, sem colo, sem amor.
Grata por ter um chão a que lamber?
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
sem pássaro no ar,
sem cão na terra, nem ventre para voltar.
Nascer sozinha no fim da vida não dói,
apenas cansa.
Meu feixe de luz
Meu pequeno feixe de luz
De tanto sonhar que podia se alegrar
Perdeu a esperança de viver sem chorar
Sem ambição, sem felicidade
Apenas um pedido, uma súplica, por gentileza, uma caridade
Se não for encômodo
Se não for pedir tanto
Apenas um desejo, sem maldade
Será que alguém ainda pode me amar nessa realidade?
Digo palavras como quem lança
pedras num lago:
espero apenas que as ondas
toquem outra margem.
Mas nem sempre chegam.
Ficam presas na sombra
de quem as ouve.
Queria que tudo fosse claro,
como um rio ao meio-dia,
mas há sempre a névoa
dos dias difíceis.
No fim, talvez reste apenas
um eco perdido,
uma sílaba breve
na boca do vento.
Cartografia do vazio
Vontade de me rasgar,
abrir a pele, as costuras,
tentar desesperadamente me encontrar
aqui dentro—
sem mapas, sem sinais, sem vento.
Vontade de me encontrar,
quem sabe, na esquina onde me perdi.
Mas que rua foi?
Que curva errada me trouxe aqui?
Quando foi que fiquei assim?
Vontade de me rasgar.
Eu me quebrei sem fazer barulho, gritando e chorando por dentro, quebrei sem meus olhos me denunciarem, quebrei enquanto sorria por fora, quebrei usando meu melhor vestido. Quebrei enquanto trazia o cabelo perfeito. Eu me quebrei sem ninguém saber, em completo silêncio, quebrei no chuveiro, na solidão do meu quarto, procurando abrigo na solidão.
No vazio da sala
Aonde abro alas
Para minha mente
Formigante e incessante
Que buscas por respostas
Dessa vida, onde desejamos as rosas
Mas temos medos dos espinhos
Qual é o sentindo?
Viver por um instinto
Ou viver por suspiros de emoção
As quais só o coração
É capaz de descifrar
Os enigmas de amar.
E pela vida à fora, não tendo com quem falar sobre meus sentimentos...
Ainda bem que existem folhas de papéis e o grafite. Nelas escrevo e descrevo quase todas as minhas reflexões, hora banhadas com lágrimas de emoção, hora necessitando de raciocínio lógico para me auto consolar.
01/05/2024 - Rubenita Simey
Cada dia é uma luta solitária, enfrentando desafios que ninguém compreende verdadeiramente. Executar é árduo, mas a paixão pelo que faço me fascina, mesmo demandando ajustes contínuos. Entender o peso do outro é um desafio constante, mas é na busca pela excelência que encontro minha verdadeira motivação.
O isolamento é confundido com a solitude.
Logo que confunda a sua solitude com isolamento, todo o contexto
muda. A solitude tem beleza e grandiosidade, é positiva; o isolamento é pobre, negativo, sombrio, triste.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
Sentada na areia.
As ondas vão....
As ondas veem..
Ondas .. levem minhas lembranças para onde elas não possam mais me sufocar.
A brisa suave toca de leve meu rosto.
O sol ardente faz a realidade cortar a minha alma.
As ondas veem...
As ondas vão...
O tempo passa.. e o vazio continua a me atormentar sem perdão.
As lágrimas da melodia
O choro da meia-noite,
um ar de melancolia;
A melodia é aguda,
mais escura que a própria noite.
Meu fone é alto,
tentando me fazer sair desse mundo;
alimentar meu pensamento;
me fazer esquecer tudo.
Nada pode substituir,
minha música melancólica,
que me faz me esvair,
e apenas o som fica.
Me recuso a viver algo, que não seja um grande amor. Quero pele, olhares, toque, elo, sinergia de pensamentos e sentimentos; presença. Me recuso a estar com alguém na superfície, se quando sinto é profundo. Se não for para mergulhar fundo, não me convide, para ficar no raso, eu brinco sozinho.
Sabe qual a pior parte da depressão? É o fato de q não importa o quanto vc se esforçe e o quanto vc esteja rodeado de pessoas q vc ama vc ainda se sozinho e morto por dentro, onde simplesmente não consegue nem se olhar no espelho sem sentir nojo e repulsa por quem vc é e não conseguir fazer nada pra melhorar
Eu fiz uma viajem
Além da imaginação
Da loucura eu vi a margem
Na beleza a perfeição
Na ousadia achei coragem
E muita reflexão
O tempo não tem barragem
Mas tem muita solidão
O medo como forragem
Cobrindo a capa do chão
Eu volto dessa viajem
Trazendo oque achei de bom
Deixamento
Por que você vem?
Vem e não fica?
Vai e não volta.
Chega e parte,
deixa muito,
leva muito,
mas eu fico e sinto pouco,
vivo pouco,
amo, ainda menos.
Por quê?
Não vá!
E deixe
o sorriso,
a alegria,
o calor,
o fogo,
a paixão,
o medo,
tudo que tens,
e que quero ter,
tudo,
você.
Você é meu castigo.
Querendo te querer,
Sem poder viver contigo.
Quando você me quis eu não quis te querer.
Agora tenho que me acostumar viver sem você.
Outro alguém já vive com você e eu aqui a sofrer.
06 - 01 - 23
#MariaFerreiraDutra
#Pensamento
#solidão
#arrependimento
#superação
*Devaneios sãos de uma mente insana!*
Vivo eu, nesta constante inconstância...
Tenho medo deste tumulto solitário que habita em mim.
Respiro uma saudade imensa não sei de que, quando ou quem.
Talvez essa saudade que me sufoca e me angustia seja de mim mesma, que eu perdi por aí...em alguma esquina da vida.
