Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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O mundo respeita duas coisas: diploma e dinheiro. Se você não tem a perspicácia dos negócios, ou um grande dom, estude!

Cercado de gente, me sentindo só,
um mundo tão cheio, mas dentro é pó
Os risos ressoam, não chegam aqui,
sou barco sem vela, perdido em si


Tantas vozes falam, nem sei como escutar,
procuro um abraço que venha ficar
O tempo me cerca, mas não me contém,
sou vento que passa sem prender ninguém


No meio da festa, vazio eu sou,
sendo um fogo apagado que nunca queimou
E mesmo entre muitos, me encontro assim:
sozinho no mundo, sozinho em mim

Não importa o quanto nos achamos fortes, um dia todo mundo sucumbe aos sentimentos..

A vida é um intervalo entre duas escuridões. Antes de você nascer, o mundo não sentia sua falta
Depois que você morrer, o mundo não lembrará que um dia você existiu


Use seu tempo nesse intervalo chamado vida, de forma sábia.

Um mundo onde as pessoas usam seus problemas pra te manipular deveria ser extinto. Não somos merecedores da existência sem o amor e compaixão ao próximo, o fim de tudo é mais do que justo onde o que impera é a indiferença moral.

Deus fez o mundo em 7 dias
porque não havia ninguém
perguntando:
Quando iria ficar pronto.

A juventude é o instante em que o mundo ainda não nos moldou por completo — e é justamente aí que mora sua força. É quando a alma, ainda inquieta, decide se repetirá as vozes que herdou ou ousará inventar uma nova. É o fogo entre a ignorância e a criação, o tempo em que errar não é derrota, mas descoberta. Nesse espaço entre o não saber e o querer tudo, nasce o ser que, mesmo sem garantias, escolhe viver com intensidade. Porque na juventude, cada escolha é uma semente e cada dúvida, uma chance de florescer.

Perfeição em um mundo imperfeito, não acharás! Então, pare com esse egocentrismo utópico de querer ser melhor que os outros em tudo.

Todo mundo gosta de brincar com as palavras, porque os Humanos não conseguem viver sem inventar desculpas⁠

Carta ao que ainda sente

Anápolis, 27 de outubro de 2025

Hoje, escrevo não para o mundo, mas para mim. Para aquele que há vinte anos rabiscou num caderno uma verdade que ainda pulsa:
“O verdadeiro solitário é aquele que, mesmo rodeado de milhares, ainda se sente sozinho.”

Essa frase me define mais do que qualquer outra. Porque, ao longo da vida, não busquei apenas coisas — busquei sentidos. Amor que não machuca, felicidade que não se esconde, alegria que não precisa de plateia. Busquei companheirismo sem cobrança, aceitação sem máscaras, silêncio que não fosse abandono.

Mas o mundo mudou. Ou talvez tenha apenas se revelado. As relações se tornaram rasas, os sentimentos, ensaiados. Aprendemos a fingir tão bem que esquecemos como é sentir de verdade. E, nesse teatro diário, o “está tudo bem” virou nosso papel principal. Dizemos isso mesmo quando não está. Porque admitir tristeza virou sinônimo de fraqueza. E fraqueza, hoje, não é aceita.

Estar doente, estar triste, se sentir sozinho — tudo isso virou sinal de que algo está errado com você. Então nos condicionamos. A sorrir por fora e chorar por dentro. A incentivar o outro quando, na verdade, era a nossa alma que pedia por incentivo. A oferecer colo quando o que mais queríamos era um abraço silencioso.

Ser forte o tempo todo cansa. Mas fingir força o tempo todo… isso esgota.

E aí, aquela pergunta que me fizeram anos atrás volta a ecoar:
Você vive ou morre todos os dias?
A resposta continua a mesma:
Eu não sei.

Mas talvez escrever isso seja um começo. Talvez admitir que não sei seja, enfim, um ato de coragem. Porque sentir não é fraqueza. Sentir é o que nos torna humanos.

Com verdade,
Pablo

As Religiões não podem nem devem sobrepor-se à Ciência no que afirmam sobre o mundo; os valores pertencem à fé, os factos ao método, e quando há conflito factual deve prevalecer a evidência.

© 05 dez.2001 | Luís Filipe Ribães Monteiro

O Estoico

Quando tua mensagem cai no vazio,
Não te percas atrás de ecos frios.
O mundo não pede teu desespero,
Nem tua voz implora por janeiro.

Quem ignora teu ser não te define,
A alma que é tua, só ela te afine.
Não corras atrás de sombra ou vento,
Mantém-te firme, com teu próprio alento.

O choro não veste tua dignidade,
O silêncio, às vezes, é liberdade.
E o coração que não implora atenção
É um templo de calma, pura razão.

Não há poder em mãos que não se oferecem,
Nem razão em súplicas que não merecem.
O mundo gira em seu próprio compasso,
E a paz reside em quem não entra em embaraço.

Não te ajoelhes diante do abandono,
Não peças amor onde não há entono.
Cada passo firme que dás em tua estrada
É mais valioso que a atenção roubada.

O estoico sabe que sentir é humano,
Mas implorar, jamais, é desumano.
Quem espera por resposta, que espere em silêncio,
E quem procura validação, que a busque em si mesmo.

Assim, tua alma não se curva, não chora,
Mesmo quando a indiferença te devora.
E aqueles que tentarem medir teu valor
Verão apenas tua calma, teu próprio fulgor.

Porque a vida não se entrega a súplicas alheias,
Mas se honra quem mantém suas ideias.
E no silêncio, no abandono, na solidão,
Floresce a força, cresce a razão.

Sabe, acho que estou em um momento de transição. È a adolescência. Expandi meu mundo, não vivo mais em lugares que não me pertencem. A minha mente tinha esses lugares que "não me pertenciam"; o melhor è que cada dia que passa eu sinto uma melhora significativa em todas áreas da minha vida! Me sinto bem. Hoje, aposto num menino que parece ser ao contrario de romances que já vivi e tive o desprazer de ter vivido! ( sem dramas por aqui, mas acho que flerto com alguém verdadeiramente bom). Aquele bom que toda garota/garoto já sentiu perto de uma pessoa interessante e que tem uma bagagem de qualidades! Sair de uma relação toxica na adolescência è libertador! se curar após esse evento, também è! Após meses de cuidado próprio, pude enfim me engajar com pessoas sadias, sem traços e defeitos nocivos a minha saúde. Recomendo que quem esteja passando por isso tambem, procure cuidar de si, se aperfeiçoar para assim, quando estiver bem, encontrar e se envolver com pessoas com essa mesma energia.⁠

O mundo não para. A vida insiste em seguir. Por mais que doa e pareça que não haverá trégua, o tempo sempre encontra um modo de suavizar. A marca permanece, mas a ferida se fecha; nem sempre por inteiro, mas o suficiente para permitir o próximo passo. Há um medo profundo de olhar para dentro. De se ouvir. De navegar pelo próprio silêncio. Não é fácil seguir quando parece que a única coisa que importa desmorona. É como se o chão se quebrasse, sem nenhuma placa de “atenção”. A vida muda de rumo tão rápido e insistimos em segurar os pedaços que quebram. Depois de tempos em transe, acordamos em um mundo diferente… O que foi que houve? Culpa. Sua? Não, do outro. Culpa de Deus, da família, dos amigos… Mas não há culpa alguma. Aliás, o que a culpa é senão uma forma de nos irresponsabilizarmos de um ocorrido de que participamos? Então apenas escute. Escute seu coração gritar. Lide com a dor causada no seu próprio tempo e descanse. Não precisa correr como se tivesse um bicho-papão te seguindo. O tempo é o melhor professor, se deixar com que ele te ensine.

E, quando se trata do outro, o bloqueio é ainda maior: não escutamos, interpretamos. Não acolhemos, aconselhamos. Aquilo que chamávamos de empatia tornou-se, muitas vezes, uma projeção de nós mesmos. Um narcisismo disfarçado de cuidado. Porque a verdade é que jamais vamos compreender por completo a dor do outro. Nunca estaremos dentro dele, nunca veremos o mundo com os olhos que moldaram sua reação. Mesmo quando histórias se assemelham, o peso não se transfere: o que é dele é dele, o que é seu é seu. E, ainda assim, passa. Não como quem apaga o fogo, mas como quem deixa que ele se transforme em brasa. Não digo que cura, porque muitos confundem cura com ausência de dor. O que acontece é diferente: a dor amolece, se dobra em nós como um metal aquecido, e já não corta como antes. O tempo não cura, mas ele auxilia na transformação. Ele não apaga, mas suaviza a intensidade.

Esse caminho não é simples. Confiar é difícil, e abrir-se parece um risco alto demais. Mas é preciso ousar permitir que alguém toque nosso ritmo, nossa dor, nossa essência. Aceitar que a vida nunca será do jeito que queremos,porque não a controlamos. E, justamente nesse descontrole, pode nascer a chance: de mais amor, de mais coragem, de mais vida pulsando onde antes só havia medo! O tempo é fundamental. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, ele não é um simples remédio que nos cura apenas pelo passar dos dias. O tempo, por si só, não transforma; ele precisa da nossa colaboração ativa, da consciência de que é necessário olhar para dentro e lidar com a dor. Não adianta esperar que ele cure nossas feridas se continuarmos nos automutilando com pensamentos repetitivos e negatividade. Cada um tem seu tempo e isso não está relacionado à idade ou à maturidade, mas à nossa essência, que é imutável e profunda. É nessa essência que reside a capacidade de nos escutarmos e de permitirmos que a dor se amoleça, sem se apagar completamente, para que possamos seguir adiante.

Se ninguém te entende, entenda o mundo, entenda as pessoas; e aí elas vão começar a te entender. Não espere que o jarro tome a forma da água.

Homens do mundo que não me quer.
Não vos peço nada sequer.
Da ignorância.
Me basta a indiferença.

O mundo não é perfeito, mas podemos, no nosso micro-mundo, criar momentos perfeitos, para nós e para as outras pessoas.

Deus não é só Deus do nosso macro-mundo, Deus é Deus do nosso macro-universo.

A jornada mais importante não é para o mundo exterior, mas para dentro de si mesmo. Quem conhece sua própria escuridão não teme a sombra alheia, mas a compreende.

Viva a verdade que carrega e não a expectativa que o mundo projeta sobre você. O segredo do sucesso é a constância e a firmeza no caminho que sua alma escolheu.