Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Sou feito de contraste: intensidade e cuidado no mesmo gesto. Trago fogo no olhar, mas também calma nas palavras. Sei ser firme sem perder a ternura.


Não prometo perfeição, prometo presença. Minha força protege, minha doçura envolve. Quem chega perto sente segurança e também arrepio.


Entre instinto e carinho, escolho ser inteiro. Porque em mim, a intensidade não exclui o cuidado... ela o torna inesquecível.

Macarronada


É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.

## Capítulo XXII


# A Conversa Depois


Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.


Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.


Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.


Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.


Não porque lhes faltassem palavras.


Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.


Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.


Estar um diante do outro.


Foi Ariadne quem sorriu primeiro.


— Você continua caminhando como quem pensa.


Ele riu.


— E você continua observando como quem escreve.


Ela abaixou os olhos.


— Nunca deixei de escrever.


— Eu sei.


— Como sabe?


— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.


Ela não respondeu.


Apenas continuou andando ao lado dele.


Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.


A vida.


Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.


Ele ouviu mais do que falou.


Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.


A realidade finalmente dispensava a imaginação.


Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.


Caminharam sem destino.


Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.


Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.


— Você imaginou este encontro?


Ele sorriu.


— Todos os dias.


Ela baixou a cabeça.


— Eu também.


— E aconteceu como imaginou?


Ela demorou a responder.


— Não.


— Melhor ou pior?


Ela voltou-se para ele.


— Melhor.


Porque a imaginação sempre exagera.


A realidade apenas existe.


Continuaram caminhando.


Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.


Havia livros por toda parte.


Partituras sobre o piano.


Uma xícara esquecida sobre a mesa.


Nada parecia preparado para receber alguém.


E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.


Ela abriu uma garrafa de vinho.


Serviu duas taças.


Sentaram-se diante da janela.


Conversaram durante horas.


Não sobre o amor.


Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.


Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.


Não havia hesitação.


Havia reconhecimento.


Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.


O beijo aconteceu sem qualquer urgência.


Não pertencia ao desejo.


Pertencia ao tempo.


Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.


Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.


Depois permaneceram deitados.


Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.


A chuva começava a bater contra a janela.


Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.


— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.


Ele voltou o rosto.


— Qual?


Ela sorriu.


— Sobre o que conversaríamos depois?


Ele fechou os olhos por um instante.


Depois respondeu quase num sussurro.


— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.


Ela esperou.


— E encontrou?


Ele olhou para o teto.


Depois para ela.


— Sim.


— Qual é?


Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.


— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.


Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.


Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.


Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.


As guerras continuavam.


Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.


Os homens continuavam perseguindo poder.


Nada havia mudado.


Exceto uma pequena vitória invisível.


Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.


E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.


Bastava viver a noite.

Existe uma frase muito sábia que diz na vida você precisa aprender a olhar em cinco direções olhe para frente para nunca perder de vista o seu destino olhe para trás para não esquecer de onde você veio olhe para baixo para nunca pisar em ninguém olhe para os lados para reconhecer quem permanece ao seu lado nos momentos mais difíceis e olha para o alto para nunca se esquecer de que Deus está vendo todas as coisas.

Branding é a marca que a marca causa na sua mente.

Nenhuma autoridade real em quaisquer assuntos consegue refutar uma autoridade digital do mesmo assunto sem utilizar uma estrutura algorítmica digital viral.

De todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi a melhor.

É estranho pensar nisso, mas algumas das lembranças mais bonitas nascem justamente das histórias que não tiveram o final que sonhávamos. A nossa foi assim.

O tempo levou a nossa presença, mas nunca conseguiu levar o significado que você teve para mim. Há amores que terminam; outros apenas deixam de caminhar lado a lado. O nosso encontrou o fim, mas nunca encontrou o esquecimento.

Você foi a prova de que uma história pode ser breve diante da eternidade e, ainda assim, ser grande o suficiente para mudar uma vida inteira. Se hoje sou diferente, é porque um dia conheci você.

Não sinto saudade apenas de quem você era. Sinto saudade de quem eu era quando o mundo ainda cabia dentro do seu abraço, quando os planos pareciam maiores que os medos e o futuro tinha o seu nome escrito em silêncio.

Se me perguntassem o que deu errado, eu responderia que a vida. Se me perguntassem o que houve de mais bonito em tudo isso, responderia, sem hesitar: você.

Porque, de todas as coisas que deram errado na minha vida, você foi, sem dúvida, a melhor delas. E, mesmo tantos anos depois, ainda existe uma parte de mim que agradece ao destino por ter cruzado o meu caminho com o seu, mesmo sabendo que ele não nos deixaria caminhar juntos para sempre.

Nossa sociedade é formada por dois sistemas muito claros e distintos entre sim. Ambos precisam de uma engrenagem para funcionar. No primeiro sistema, todas as engrenagens estão funcionando perfeitamente e seu público-alvo são os grandes tubarões que se alimentam dos peixes pequenos. Aqui tudo funciona. Já no outro sistema, onde vivemos a maioria de nós, teríamos tudo para dar certo, exceto pela falta das engrenagens, o que já referi como um sistema de catracas banguelas. Não gira, portanto, os serviços essenciais não chegam para quem precisa. No final, os tubarões estão cada vez mais famintos, insaciáveis e se esbaldando, e nós, os peixes pequenos, quando não somos engolidos pelo sistema que gira normalmente, somos atingidos por uma subnutrição que consome toda a energia física, mental e social. É impossível mudar o quadro porque muitos dos peixinhos se sentem como tubarões e não querem sair de suas razas águas para buscar e experimentar os sabores das águas profundas.

Pense em alguém que está ouvindo o rádio e acompanhando as notícias. Pode ser que esteja apenas ouvindo uma música. O que importa é que se não houver uma sintonia entre emissor e ouvinte, a mensagem jamais chegará. Assim é a vida. Quando não estamos sintonizados com o que queremos ou mesmo com alguém. É impossível receber ou enviar uma mensagem. Não há diálogo na mesma linguagem. Eu falo mas não sou ouvido. Eu tento ouvir mas não existe uma mensagem no mesmo canal. As palavras se perdem. São inuteis. Então mudamos de estação, buscamos conexão.

Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.


Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.


Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.

Ainda É Você



A vida me levou por caminhos que jamais imaginei percorrer. Conheci a dor de quem esteve entre a vida e a morte, aprendi a recomeçar quando tudo parecia definitivamente perdido e descobri que existem cicatrizes que o tempo não apaga... apenas ensina a carregar.


Estudei, lutei, construí uma nova história, encontrei novos objetivos, vesti a toga, vesti o jaleco e aprendi a defender vidas de maneiras diferentes. Mas, em silêncio, havia um lugar dentro de mim que permaneceu exatamente como era.


Esse lugar sempre teve o seu nome.


Dizem que o tempo cura tudo. Talvez cure a saudade de quem esquece. Mas não cura o amor de quem continua escolhendo a mesma pessoa, mesmo quando a vida insiste em os separar.


Houve anos de distância. Houve silêncios. Houve despedidas que nunca convenceram o coração.


Ainda assim, todas as vezes em que pensei no futuro, era o seu rosto que aparecia antes de qualquer conquista.


Porque algumas pessoas passam pela nossa vida. Outras se tornam a própria definição de lar.


Você nunca foi apenas uma lembrança. Foi a oração que fiz em silêncio, o pensamento que voltou nos dias difíceis, a esperança que resistiu quando tudo parecia dizer que era tarde demais.


Se existe algo que aprendi depois de tudo o que vivi, é que a vida é breve demais para esconder aquilo que o coração grita.


Por isso, hoje não escrevo para convencer você. Escrevo apenas para ser verdadeiro.


Eu continuo te amando. Não por falta de opções. Não por apego ao passado. Mas porque, depois de todos esses anos, de todas as tempestades e de todas as versões de mim que o tempo construiu, ainda é ao seu lado que o meu coração imagina a paz.


Se um dia você decidir olhar para trás, encontrará alguém que nunca deixou de acreditar que algumas histórias não terminam quando acabam. Elas apenas esperam o momento certo para recomeçar.


E, se esse momento existir... Que seja com as nossas mãos entrelaçadas, não para recuperar o tempo perdido, mas para viver, finalmente, o tempo que sempre sonhamos.

​Valorizar o tempo é também dar valor à vida.
​Quando somos colocados em situações difíceis, como a perda de um ente, a reflexão nos põe a pensar sobre o valor do momento.
​Por isso, ultimamente eu me pego sempre defendendo o uso desse recurso tão valioso com o que realmente faz sentido para mim.
​Como honrar, amar e cuidar das pessoas que eu amo; ser empática e sábia com as palavras.
​Porque no final, o que pode nos fazer afligir ou sorrir são as lembranças do que fomos ou somos.


LaisdeOli.

O Direito e a Medicina parecem habitar mundos diferentes, mas compartilham a mesma essência. Um encontra pessoas quando a liberdade, a justiça ou a dignidade são colocadas à prova. O outro as encontra quando a saúde, a dor e a finitude se impõem. Em ambos, o verdadeiro objeto nunca foi o processo ou a doença. Sempre foi a pessoa.


Talvez seja por isso que nunca enxerguei o conhecimento como um acúmulo de títulos, mas como um encontro com vidas. Cada história confiada a mim amplia a minha própria compreensão do mundo. Cada dor compartilhada, cada conflito, cada esperança e cada recomeço me tornam um profissional melhor, mas, antes disso, me tornam mais humano.


Se há um sentido em tudo o que busco, ele não está apenas em conquistar. Está em compreender. Porque viver, para mim, nunca foi apenas existir. É permitir que cada vida que cruza o meu caminho deixe, silenciosamente, um pouco de si e leve, também, um pouco de mim. ⚖️⚕️

O Brasil se tornou um país de Barrabás. A régua de tolerância ao mau-caratismo, corrupção e vagabundagem em vez de ser 1% é 99%. O que esperar em um país onde é normalizado criminosos se tornarem políticos, líderes, administradores e ou famosos?

- Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária.
Neguei.
− É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.

Inserida por gtrevisol

Como podemos ser covardes conosco mesmos
e nos ater a uma subserviente ignorância
onde há uma obrigatoriedade que acorrenta,
que machuca e só oprime nossa capacidade,
como se fosse os enganos uma prioridade,
que o universo divino sempre conspira afavor,
porque um "deus" irreal e alucinante inferiu,
em palavras escritas no códice de um tempo,
que devemos nos afundar e depois nos afogar,
como um sérvido e pacato pescador de ilusões,
no fosso negro de uma fé legada em absurdos,
que nos cega e nos conduz em vias dolorosas,
rumo a um surreal e sutil "paraíso eterno"!

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

Me fiz ateu, nos absurdos das doutrinas,
pois seus abusos delimitam as consciências,
onde a verdade comprovada é um pecado
e o pecado é uma indisciplina condenável.
Disciplina, não combina com escravidão
e nem tão pouco com o falso livre arbítrio,
pois a evolução é a essência da liberdade.

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol

HÁ TEMPOS PESSOAS BUSCAM ABRIGO E PROTEÇÃO ATRAVÉS DO NADA E DEPOIS SE CONFORMAM COM NADA QUE MERECEM!

Almany Sol - 28/09/1012

Inserida por almanysol

É preferível estar só em um barco á deriva com teus pensamentos e com um objetivo belo duque estar em um palácio cercado de riquezas encantáveis, pós a vida a verdadeira vida ti da apenas uma chance de descobrir que a brisa da madrugada é a única que continuara lá quando teus dias terminarem.

Inserida por UbervalBrujah

Somente aos iludidos e enganados é que a verdade machuca e a mentira conforta!

Almany Sol - 28/09/2012

Inserida por almanysol