Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Há homens cuja história é escrita com sangue, suor e coragem. Homens que enfrentaram não apenas os fantasmas internos, mas também os perigos concretos, armados, em defesa da lei, da ordem e da vida. Eu sou um deles.
Advogado por vocação, Capitão Reformado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro por missão, minha jornada não foi traçada em linhas suaves. Estive em muitos combates armados, encarando a violência de frente, onde cada segundo era uma batalha pela sobrevivência e pela justiça. Em meio ao caos, a vida me testou, deixando em meu corpo marcas indeléveis: oito perfurações por projéteis de arma de fogo, cada uma simbolizando uma batalha vencida, uma promessa de nunca recuar.
Essas cicatrizes não são apenas feridas fechadas; são medalhas silenciosas que carrego com orgulho. Elas me lembram do preço da coragem, do valor da proteção e da força de continuar. O peso da dor foi real, mas nunca maior que a determinação de seguir em frente, de transformar cada queda em aprendizado, cada ferimento em força renovada.
Hoje, visto minhas cicatrizes como se fossem asas. Elas não me prendem ao chão; elas me elevam, pois cada marca é uma lembrança de que, apesar de tudo, estou aqui. Estou vivo. Estou de pé. Sou prova de que a luta vale a pena, de que é possível vencer até mesmo quando tudo parece perdido.
Aos que olham para mim e veem as marcas de uma vida vivida na linha de frente, eu digo: cada uma delas conta uma história de superação, honra e amor pela vida. Que elas sirvam de inspiração para que todos, em suas batalhas, internas ou externas, encontrem a força de se reerguer e de transformar cicatrizes em asas.
A perfeição é um mito, um ideal inalcançável que nunca pertenceu à essência humana. Ela não é perfeita, e é exatamente isso que a torna tão linda. Suas imperfeições revelam sua autenticidade, sua humanidade e a beleza de ser única em um mundo que insiste em moldar formas iguais.
O amor, esse mistério que desafia o tempo, não cabe em ponteiros nem em calendários. É fogo que arde sem cronologia, pulsando no silêncio entre os segundos, nas pausas entre as palavras, no vazio que se preenche apenas com um olhar.
Não importa se nasce em um instante ou se atravessa décadas. O amor não se mede pelo calendário de dias vividos, mas pelo impacto que deixa no coração. É a lágrima que rola sem pedir licença, o riso que brota sem explicação, o abraço que suspende o mundo ao redor.
Como medir a vastidão do mar com as mãos? Como contar as estrelas no céu de uma noite sem fim? Assim é o amor: infinito em sua essência, eterno mesmo quando efêmero.
Não há unidade que defina seu peso, nem relógio que capture sua duração. É algo que sentimos e sabemos, mesmo sem entender. Porque o amor é isso: viver no intangível, acreditar no impossível, e encontrar, no outro, o pedaço do universo que nos faltava.
Isso nunca acaba. A batalha nunca é vencida. Porque o que travamos dentro de nós não tem linha de chegada, não tem troféu, nem aplausos no final. É um embate constante, um ciclo eterno de quedas e reerguimentos, onde o inimigo muitas vezes veste nosso próprio rosto.
Lutamos contra memórias que insistem em doer, contra esperanças que ameaçam desvanecer. É uma guerra sem trégua, em que cada pequena vitória é celebrada em silêncio, e cada derrota ecoa como trovão no coração.
Mas, talvez, o segredo não esteja em vencer. Talvez a força esteja em continuar, mesmo quando o peso é esmagador, mesmo quando a luz parece distante. A batalha é o que nos molda, o que nos lembra que estamos vivos, que sentimos, que tentamos.
Porque, no fundo, o que importa não é o fim do combate, mas a coragem de enfrentá-lo todos os dias, com o coração em frangalhos e a alma ainda disposta a resistir.
Não há beleza em certas histórias, embora a intensidade as torne inesquecíveis. Em 2015, me vi perdido em uma paixão proibida: a namorada de um colega se tornou o meu universo por quatro meses. Era um fogo que consumia, tanto que o beijo dela se eternizou em meu pescoço, gravado na pele como um sussurro de memórias. Foi a última vez que senti algo tão avassalador... até que te vi. E então, o passado desbotou, porque você trouxe consigo o renascimento de tudo que eu pensava ter perdido.
Amar não é curtir uma foto no Instagram, nem se perder em gestos rasos que evaporam na superfície do dia. Amor é uma história escrita com a tinta invisível do tempo, um enredo com início, mas sem fim. É resistir às tempestades, manter promessas em silêncio e carregar no peito uma memória que jamais se apaga, mesmo quando a vida toma caminhos opostos. Amar é viver além da presença, é sentir além da ausência — é eternizar alguém dentro de si.
Um amor forte, mas que, por razões do destino, seguiu caminhos distintos. Talvez não fosse o tempo certo, talvez o universo tenha outros planos… Mas quem sabe, em outra vida, os reencontros não precisem de despedidas.
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
O tempo é um tirano silencioso.
Não estende a mão, não consola.
Ele leva sem pedir licença,
rouba risos, desfaz promessas,
e castiga com a saudade.
Mas talvez sua crueldade seja arte —
uma forma estranha de ensinar.
Pois só no vazio que ele deixa,
floresce o que somos capazes de ser.
Ser fiel a si mesmo é o primeiro passo para não se perder no outro. Quando quem amamos não está, percebemos o quanto a vida é dura — e curta. Esperar finais felizes parece ingênuo diante da realidade que insiste em nos quebrar.
Mas há força na dor. As partes que se quebram revelam quem realmente somos. A ausência do outro escancara a necessidade de presença de si. E quando dizemos “nunca mais”, talvez estejamos, enfim, dizendo “agora, sim” — para nós mesmos.
Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.
Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.
Propósito não se acha... constrói-se. Não é um tesouro enterrado, é um caminho pavimentado com escolhas, erros, tentativas e recomeços. É moldado no silêncio das madrugadas, nas quedas que ensinam mais do que as vitórias. É quando você para de procurar sentido nas coisas e começa a dar sentido a elas. Propósito é ação com alma, não destino pronto.
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
Não estou muito certa de que Jesus, ao entrar numa vida, está interessado em mudar-lhe a "embalagem".
Penso que o que lhE apraz (na verdade), é ver - naquele que O confessa - um coração íntegro e sincero, diante dEle.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
O Senhor te formou. Você não é igual a ninguém. Pare de tentar se moldar ao gosto de outrem!
Gaste teus dias tentando agradar a Deus, porque eu sei que tal tarefa só lhe acrescentará.
Fuja das expectativas errôneas de quem - como você - está carregado de falhas.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Buscar a santidade e não ter amor no coração é pior do que ser desprovido dos dois.
Seja santo; mas ame.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Os espinhos estão em nossa carne por alguma razão.
Razão que Deus conhece bem.
Mas cuidado: Não tente arrancá-los; isso poderá te ferir ou mesmo matar.
E se Deus - após você orar tanto pedindo a Ele que os extraia de você - te disser apenas que a Graça dEle te basta, conforme-se. Ele sabe o que faz.
Todas as coisas que nos sucedem – aos que O amam – irão convergir em bem para nós e Glória para Ele.
Aceite-se, como Ele te aceita. Terás que conviver consigo toda uma vida. E declarar guerra ao próprio ser não faz sentido.
Mas procure seguí-lO, imitá-lO e agradá-lO, para que Ele seja refletido através de você, apesar das tuas fraquezas.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Testemunho:
Minha vida não andava bem.
Tava tudo fora do lugar.
Sorrisos e alegria duravam tão pouco...
Felicidade então? Eu vivia a procurar.
As coisas não iam bem e eu já tinha desistido de mim mesma.
Já estava cansada de trazer um peso tão grande sobre os ombros.
Um dia Ele chegou. Eu até já tinha ouvido falar sobre Ele. Até pensava que O amava e tal...
Mas então houve O encontro. E foi pra valer. Eu nunca vou esquecer isso, porque Ele simplesmente conseguiu pôr em ordem a minha vida e o meu coração.
Me livrou das coisas que me acorrentavam. Provou-me que as Suas opiniões estavam certas e as minhas teorias todas erradas. Demonstrou-me o Seu imensurável Amor.
Me perdoou por minhas mancadas e logo consegui perdoar a mim mesma. E como eu não perdoaria aos outros?
Agora eu vou falar sobre Ele até cansar. E tomara que não canse.
Porque só eu sei os caminhos pelos quais trilhei. Só eu sei a solidão que eu sentia e que me roubava a tranquilidade.
Ele chegou. E levou tudo de ruim embora. Estou livre!!! Sou livre!!!
Trocou meu coração por um novinho em folha. Coração este que está transbordando o Seu amor.
Eu O amo tanto que nem consigo expressar...
Jesus, valeu mesmo por ter vindo ao meu encontro.
Agora sei que eu sempre irei te amar!
(Fabi Braga, 07/09/2014)
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